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  • PLLA e CaHA: diferenças entre os bioestimuladores de colágeno

    PLLA e CaHA: diferenças entre os bioestimuladores de colágeno

    Por Dr. Rubens Pontello Junior — Médico dermatologista em Londrina
    CRM-PR 24.645 | RQE 2.050

    PLLA e CaHA são duas siglas que aparecem com frequência quando o assunto é bioestimulador de colágeno. A primeira corresponde ao ácido poli-L-láctico, conhecido pelo nome comercial Sculptra®. A segunda, à hidroxiapatita de cálcio, conhecida pelo nome comercial Radiesse®. Ambos estimulam o organismo a produzir colágeno, mas são materiais distintos, que se comportam de maneiras diferentes no tecido.

    Este artigo explica o que cada um é, como agem, o que a ciência mostra até aqui e por que a escolha entre eles não pode ser feita por comparação de rótulos.

    Resposta direta

    PLLA (ácido poli-L-láctico) e CaHA (hidroxiapatita de cálcio) são bioestimuladores de colágeno de composição diferente. O PLLA é um polímero sintético absorvível, cujo efeito se desenvolve de forma gradual ao longo de semanas a meses. A CaHA é formada por microesferas de mineral suspensas em um gel, que oferece algum volume já na aplicação, enquanto as microesferas estimulam a produção de colágeno. Os dois podem estimular colágeno, e nenhum é superior ao outro de forma universal: a indicação depende da avaliação individual de cada rosto.

    Neste artigo

    1. O que são bioestimuladores de colágeno?
    2. O que é PLLA?
    3. O que é CaHA?
    4. PLLA e CaHA: quais são as principais diferenças?
    5. Para que esses materiais podem ser utilizados?
    6. Qual é melhor: PLLA ou CaHA?
    7. Quando aparecem os resultados e quanto tempo duram?
    8. Quais são os riscos e os cuidados?
    9. Perguntas frequentes
    10. A escolha começa pela avaliação
    11. Referências

    O que são bioestimuladores de colágeno?

    Bioestimuladores de colágeno são substâncias injetáveis que provocam uma resposta controlada do tecido, levando células chamadas fibroblastos a produzir colágeno novo ao longo do tempo.4 O objetivo é melhorar a sustentação e a qualidade da pele a partir de uma resposta do próprio organismo. Uma visão geral desse grupo de tratamentos está na página sobre bioestimuladores de colágeno.

    É útil separar três ideias que costumam ser confundidas:

    • Bioestimulação é o mecanismo: o estímulo à produção de colágeno, que acontece de forma progressiva.
    • Preenchimento é a reposição de volume pelo próprio material injetado, perceptível logo após a aplicação.
    • Resultado clínico é o que se observa no rosto, e depende do material, da região, da forma de uso e da resposta de cada pessoa.

    Essas categorias não são estanques. Alguns materiais combinam efeito de volume imediato e bioestimulação, e a proporção entre eles muda conforme o produto e a forma de utilização.6 A diferença entre bioestimulador e preenchimento com ácido hialurônico, por isso, é de predominância, não de oposição absoluta.

    O que é PLLA?

    PLLA é a sigla de ácido poli-L-láctico, um polímero sintético, biocompatível e absorvível pelo organismo. O produto mais conhecido dessa categoria é o Sculptra®, mas o nome comercial não deve ser confundido com a substância: existem outras formulações à base de PLLA, e os dados de um produto não se transferem automaticamente para outro.

    O PLLA é apresentado como pó, que precisa ser reconstituído com água estéril antes da aplicação.13 Logo após o procedimento, o volume percebido vem principalmente do líquido injetado, que é absorvido em poucos dias. O efeito que interessa ao tratamento se forma depois.4

    Como o tecido responde ao PLLA

    As micropartículas de PLLA desencadeiam uma reação inflamatória controlada, chamada reação de corpo estranho subclínica. Células de defesa envolvem as partículas e liberam sinais que ativam os fibroblastos, que passam a depositar colágeno, predominantemente do tipo I.4 Esse processo leva semanas a meses e é a razão pela qual o tratamento com PLLA costuma ser planejado em mais de uma sessão, com intervalos entre elas.11,13

    O que é CaHA?

    CaHA é a sigla de hidroxiapatita de cálcio, um mineral semelhante ao componente mineral dos ossos e dentes. No produto mais estudado, o Radiesse®, a CaHA está na forma de microesferas de 25 a 45 micrômetros, suspensas em um gel aquoso de carboximetilcelulose e glicerina.12,14

    O gel ocupa espaço no momento da aplicação, o que gera um efeito de volume já perceptível. Com o tempo, o gel é absorvido e as microesferas funcionam como uma estrutura de apoio, em torno da qual os fibroblastos produzem colágeno.5 Em um estudo histológico com biópsias, a CaHA foi associada a aumento de colágeno e de fibras elásticas em comparação com um preenchedor de ácido hialurônico.5

    A forma de utilização muda o comportamento

    A CaHA pode ser usada em sua forma original, quando o objetivo inclui volume e contorno, ou diluída, quando a intenção é distribuir o material em uma área maior e priorizar o estímulo de colágeno na pele. Essa distinção vem principalmente de consensos de especialistas, que têm nível de evidência menor do que ensaios clínicos.6 A forma diluída tem dados controlados recentes em uma indicação específica, as rugas do colo.12

    E os produtos híbridos?

    Existem também produtos que combinam CaHA e ácido hialurônico na mesma seringa, como o HarmonyCa™. Eles não são equivalentes à CaHA isolada: reúnem o efeito de volume do ácido hialurônico ao estímulo da CaHA. Uma revisão sistemática sobre essas combinações encontrou resultados estéticos favoráveis e eventos adversos em geral leves, mas destacou a necessidade de estudos mais longos e de protocolos padronizados.9

    PLLA e CaHA: quais são as principais diferenças?

    A principal diferença está na composição e na forma como o efeito se distribui no tempo. Ambos estimulam colágeno, e em ambos o resultado final depende do protocolo. A tabela resume os mesmos critérios para os dois materiais.

    Critério PLLA (ácido poli-L-láctico) CaHA (hidroxiapatita de cálcio)
    Composição Micropartículas de polímero sintético absorvível, reconstituídas em água estéril antes do uso. Microesferas de mineral (25 a 45 µm) em gel de carboximetilcelulose.
    Comportamento inicial O volume inicial vem do líquido e desaparece em poucos dias. O gel oferece volume perceptível no momento da aplicação.
    Desenvolvimento dos efeitos Progressivo, por estímulo de colágeno ao longo de semanas a meses. Volume inicial seguido de estímulo de colágeno em torno das microesferas, também progressivo.
    Objetivos clínicos estudados Perda de volume facial (incluindo lipoatrofia), sulcos e rugas faciais. Sulcos e rugas faciais, lipoatrofia, dorso das mãos e, na forma diluída, rugas do colo.
    Particularidades do planejamento Costuma exigir mais de uma sessão, com intervalos; a reconstituição e a técnica influenciam a segurança. Pode ser usada pura ou diluída, com objetivos diferentes; é visível em exames de imagem como tomografia.
    Comparação direta Os estudos disponíveis avaliaram cada material separadamente, com comparadores e protocolos diferentes. Isso não permite afirmar que um seja superior ao outro.

    Fontes da tabela: referências 1 a 6, 11 a 14.

    Para que esses materiais podem ser utilizados?

    Na face, PLLA e CaHA foram estudados principalmente para recuperar volume perdido, suavizar sulcos e rugas e melhorar aspectos relacionados à firmeza e à qualidade da pele.1–3

    • PLLA: uma revisão sistemática reuniu 11 ensaios clínicos randomizados, com cerca de 1.268 participantes, a maioria tratada para lipoatrofia facial e para sulcos nasogenianos. Os autores observaram melhora, mas classificaram a qualidade da evidência como baixa.2
    • CaHA: uma revisão de 13 estudos controlados, com 1.171 participantes, encontrou melhora estética consistente na face e no dorso das mãos. A maior parte desses estudos não era randomizada nem cega.3

    As indicações aprovadas variam entre países e entre produtos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a FDA aprovou o Sculptra® para lipoatrofia facial associada ao HIV (2004), sulcos nasogenianos e outras rugas faciais (2009) e linhas finas da bochecha (2023).11 O Radiesse® foi aprovado para sulcos e rugas faciais moderados a graves e para lipoatrofia associada ao HIV (2006), para o dorso das mãos (2015) e, na forma diluída, para rugas do colo (2026).12 Usos fora dessas indicações existem na prática clínica, mas devem ser entendidos como tal.

    O que esses materiais não resolvem

    O envelhecimento do rosto envolve pele, gordura, ligamentos, músculos e ossos. Estimular colágeno atua sobre parte desse conjunto, não sobre todas as suas causas. Excesso de pele, flacidez acentuada ou perda de sustentação profunda podem exigir outras abordagens. O artigo sobre as causas da flacidez no rosto detalha essas estruturas e por que nenhum material resolve todas elas.

    Qual é melhor: PLLA ou CaHA?

    Não há um melhor em termos absolutos. Os estudos disponíveis não comparam os dois materiais frente a frente de forma robusta: cada um foi avaliado contra comparadores diferentes, como colágeno, ácido hialurônico ou ausência de tratamento.2,3 Uma revisão sistemática que analisou os dois concluiu que ambos são eficazes e seguros para a face, e que ainda é necessário padronizar técnicas e avaliar a segurança a longo prazo.1

    A escolha, portanto, é clínica. Na avaliação, o dermatologista considera:

    • a queixa principal: perda de volume, contorno, qualidade da pele ou uma combinação;
    • a anatomia: estrutura óssea, distribuição de gordura e espessura dos tecidos;
    • a região: cada área do rosto tem riscos e respostas próprios;
    • tratamentos anteriores: produtos já aplicados e sua localização;
    • condições de saúde: doenças, medicamentos em uso, alergias, gestação ou amamentação;
    • expectativas: o tempo que a pessoa aceita esperar pelo resultado e o que é realista alcançar.

    Em alguns casos, um dos materiais faz mais sentido; em outros, nenhum dos dois é a prioridade. A avaliação do envelhecimento facial vem antes da escolha do produto.

    Quando aparecem os resultados e quanto tempo duram?

    É preciso diferenciar o efeito inicial da mudança progressiva. Com PLLA, quase todo o resultado é progressivo, e a melhora costuma ser avaliada ao longo de meses.4 Com CaHA, parte do efeito é imediata, pelo volume do gel, e outra parte se desenvolve com o estímulo de colágeno.5

    Sobre a duração, os números dependem do produto, da região, do protocolo e do tempo de acompanhamento de cada estudo:

    • Em um estudo randomizado com PLLA para sulcos nasogenianos, a melhora avaliada pelos investigadores se manteve acima de 85% até 25 meses.7
    • No estudo que levou à aprovação do Sculptra® para a bochecha, com até 4 sessões, 70,7% dos tratados responderam ao tratamento em 12 meses, contra 25,9% dos controles sem tratamento.11
    • Em um estudo randomizado com CaHA, com duas sessões, 79% dos sulcos tratados ainda apresentavam melhora em 12 meses, contra 43% dos tratados com o ácido hialurônico usado como comparação.8
    • Uma revisão sistemática descreveu efeitos de até 25 meses para PLLA e de 12 a 18 meses para CaHA nos estudos incluídos, avaliados separadamente.1

    Esses dados descrevem grupos de pacientes em condições de estudo, não uma garantia individual. O número de sessões, o intervalo entre elas e a necessidade de manutenção são definidos caso a caso, e o próprio envelhecimento continua ao longo do tempo.

    A diferença entre inchaço, resultado visível e permanência do produto, além dos critérios de manutenção, está detalhada no artigo quanto tempo dura a harmonização facial.

    Quais são os riscos e os cuidados?

    Os efeitos mais comuns dos dois materiais são locais e temporários: inchaço, vermelhidão, dor ou sensibilidade e hematomas no local da aplicação.2,3

    Pápulas e nódulos

    Com PLLA, pequenos nódulos sob a pele são o evento mais discutido. A frequência variou muito entre os estudos, chegando a 41% em um ensaio antigo, com protocolo diferente do atual, e foi baixa em estudos recentes.2,11 As instruções de uso do fabricante registram que eles podem surgir semanas ou meses depois da aplicação.13 Com CaHA, nódulos na face foram pouco frequentes nos estudos controlados.3 Nos lábios, a segurança da CaHA não foi estabelecida e há relatos de nódulos.14

    Complicações vasculares

    Qualquer material injetável pode, raramente, obstruir um vaso sanguíneo, com risco de necrose da pele e, em casos excepcionais, de perda da visão. Uma revisão de 511 casos de perda visual após preenchimentos, publicados ao longo de um século, identificou 13 casos associados à CaHA e 7 ao PLLA, entre outros materiais.10 Uma revisão sistemática registrou um caso grave de necrose por compressão com CaHA.1 Por isso, conhecimento de anatomia, técnica e acompanhamento médico são parte do tratamento.

    Contraindicações e situações de cautela

    As instruções de uso dos fabricantes listam, entre outras situações: alergia aos componentes, infecção ou inflamação ativa na região, histórico de queloides (no caso do PLLA) e distúrbios de coagulação (no caso da CaHA). A segurança não foi estabelecida na gestação e na amamentação, e há cautela em doenças autoimunes ou do tecido conjuntivo.13,14 A CaHA também aparece em exames de imagem, como tomografia, o que deve ser informado ao médico que solicitar o exame.14

    Qualquer alteração depois do procedimento, como dor intensa, mudança de cor da pele ou alteração visual, deve ser comunicada imediatamente ao médico responsável.

    Perguntas frequentes

    PLLA e CaHA são a mesma coisa?

    Não. Os dois são bioestimuladores de colágeno, mas o PLLA é um polímero sintético absorvível e a CaHA é um mineral em microesferas suspensas em gel. Eles se comportam de forma diferente no tecido e no tempo.

    Bioestimulador é igual a preenchimento?

    Não exatamente. O preenchimento repõe volume com o próprio material; o bioestimulador estimula o organismo a produzir colágeno. Alguns produtos, como a CaHA, fazem as duas coisas em proporções diferentes.

    Sculptra e Radiesse são equivalentes?

    Não. Sculptra® é um produto à base de PLLA e Radiesse®, à base de CaHA. Têm composição, comportamento e indicações aprovadas diferentes, e não há estudos robustos que os comparem frente a frente.

    Podem ser usados em qualquer região?

    Não. Cada produto tem regiões estudadas e regiões em que o uso não é recomendado, como os lábios no caso da CaHA. A indicação considera a anatomia e os riscos de cada área.

    Uma sessão é suficiente?

    Depende do material, da região e do objetivo. O PLLA costuma ser planejado em mais de uma sessão. Com CaHA, o número varia conforme o caso. O plano é definido na avaliação.

    É possível associá-los a outros tratamentos?

    Sim, quando a avaliação identifica mais de um componente no envelhecimento do rosto. Bioestimuladores podem fazer parte de um plano com outras abordagens, em sequência definida pelo médico.

    Como saber qual faz sentido para mim?

    Somente com avaliação presencial. O médico analisa queixa, anatomia, qualidade da pele, histórico de saúde, tratamentos anteriores e expectativas antes de indicar qualquer material, ou de indicar que nenhum deles é necessário.

    A escolha começa pela avaliação

    PLLA e CaHA são ferramentas diferentes, com evidências próprias e limites claros. Saber qual delas faz sentido, ou se alguma faz, depende do que mudou no rosto de cada pessoa. O Dr. Rubens Pontello Junior, médico dermatologista em Londrina, realiza essa avaliação em consulta.

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    Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica: a indicação de qualquer tratamento depende de avaliação individual. Sculptra® e Radiesse® são marcas registradas de seus respectivos fabricantes e foram citadas apenas como exemplos.

    Referências

    1. Ferreira ACM, Silva LR, Espasandin I, et al. Efficacy, Durability, and Safety of Collagen Biostimulators Based on Poly-L-Lactic Acid (PLLA) and Calcium Hydroxyapatite (CaHA) in the Face: A Systematic Review. Aesthetic Plastic Surgery. 2026;50(3):1291–1300. doi:10.1007/s00266-025-05412-8
    2. Signori R, de Paula Barbosa A, Cezar-dos-Santos F, et al. Efficacy and Safety of Poly-l-Lactic Acid in Facial Aesthetics: A Systematic Review. Polymers. 2024;16(18):2564. doi:10.3390/polym16182564
    3. Amiri M, Meçani R, Llanaj E, et al. Calcium Hydroxylapatite (CaHA) and Aesthetic Outcomes: A Systematic Review of Controlled Clinical Trials. Journal of Clinical Medicine. 2024;13(6):1686. doi:10.3390/jcm13061686
    4. Avelar LE, Nabhani S, Wüst S. Unveiling the Mechanism: Injectable Poly-L-Lactic Acid’s Evolving Role—Insights From Recent Studies. Journal of Cosmetic Dermatology. 2025;24(1):e16635. doi:10.1111/jocd.16635
    5. Yutskovskaya Y, Kogan E, Leshunov E. A Randomized, Split-Face, Histomorphologic Study Comparing a Volumetric Calcium Hydroxylapatite and a Hyaluronic Acid-Based Dermal Filler. Journal of Drugs in Dermatology. 2014;13(9):1047–1052. jddonline.com
    6. de Almeida AT, Figueredo V, da Cunha ALG, et al. Consensus Recommendations for the Use of Hyperdiluted Calcium Hydroxyapatite (Radiesse) as a Face and Body Biostimulatory Agent. Plastic and Reconstructive Surgery – Global Open. 2019;7(3):e2160. doi:10.1097/GOX.0000000000002160
    7. Brandt FS, Cazzaniga A, Baumann L, et al. Investigator Global Evaluations of Efficacy of Injectable Poly-L-Lactic Acid Versus Human Collagen in the Correction of Nasolabial Fold Wrinkles. Aesthetic Surgery Journal. 2011;31(5):521–528. doi:10.1177/1090820X11411161
    8. Moers-Carpi MM, Tufet JO. Calcium hydroxylapatite versus nonanimal stabilized hyaluronic acid for the correction of nasolabial folds: a 12-month, multicenter, prospective, randomized, controlled, split-face trial. Dermatologic Surgery. 2008;34(2):210–215. doi:10.1111/j.1524-4725.2007.34039.x
    9. Meçani R, Amiri M, Kadouch J, et al. Combined and Hybrid Treatments of Hyaluronic Acid (HA) and Calcium Hydroxylapatite (CaHA): A Systematic Review of Mechanisms of Action, Aesthetic Effectiveness, Satisfaction, and Safety Profile. Aesthetic Plastic Surgery. 2025;49(19):5292–5313. doi:10.1007/s00266-025-04904-x
    10. Doyon VC, Liu C, Fitzgerald R, et al. Update on Blindness From Filler: Review of Prognostic Factors, Management Approaches, and a Century of Published Cases. Aesthetic Surgery Journal. 2024;44(10):1091–1104. doi:10.1093/asj/sjae091
    11. U.S. Food and Drug Administration. Sculptra (P030050/S039): Summary of Safety and Effectiveness Data. 2023. accessdata.fda.gov
    12. U.S. Food and Drug Administration. Radiesse (P050052/S162): Summary of Safety and Effectiveness Data. 2026. accessdata.fda.gov
    13. Galderma. Sculptra: Instructions for Use (Estados Unidos). 2023. galderma.com
    14. Merz Aesthetics. Radiesse: Instructions for Use (décolletage). 2026. radiesse.com

    Sobre o autor
    Dr. Rubens Pontello Junior
    Médico dermatologista
    CRM-PR 24.645 | RQE 2.050
    Londrina — Paraná

    Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD). Sua prática integra dermatologia, cosmiatria, estudo do envelhecimento facial e qualidade da pele, com avaliação individual antes da escolha de qualquer procedimento.

    Revisão médica: Dr. Rubens Pontello Junior
    Última revisão: 6 de outubro de 2026
    Declaração de interesses: o autor não possui vínculo com fabricantes dos produtos citados.

  • Flacidez no rosto: por que acontece e quais tratamentos realmente fazem sentido

    Flacidez no rosto: por que acontece e quais tratamentos realmente fazem sentido

    Por Dr. Rubens Pontello Junior — Médico dermatologista em Londrina
    CRM-PR 24.645 | RQE 2.050

    Resposta rápida

    A flacidez facial não acontece apenas porque a pele “perde colágeno”.

    O envelhecimento do rosto é um processo tridimensional. Com o passar do tempo, ocorrem mudanças na pele, nos compartimentos de gordura, nos ligamentos de sustentação, nos músculos e até nos ossos da face.

    Por isso, duas pessoas que dizem ter “flacidez” podem apresentar problemas completamente diferentes — e, consequentemente, precisar de estratégias diferentes.

    Radiofrequência, ultrassom focado, bioestimuladores de colágeno, lasers, preenchedores e outros procedimentos podem fazer parte do tratamento em situações específicas. Entretanto, nenhuma tecnologia é universalmente a melhor para flacidez facial.

    O ponto de partida é identificar qual estrutura está contribuindo para a alteração percebida no rosto.

    O que é flacidez facial?

    A palavra “flacidez” é usada para descrever várias mudanças diferentes.

    O paciente pode perceber:

    • bochechas mais baixas;
    • perda da definição da mandíbula;
    • formação ou acentuação do “bigode chinês”;
    • linhas de marionete;
    • papada;
    • pele mais fina ou enrugada;
    • pescoço menos definido;
    • sensação de que o rosto está “caindo”;
    • mudança do formato do rosto ao longo dos anos.

    Esses sinais podem aparecer juntos, mas não necessariamente possuem a mesma causa.

    É por isso que, na dermatologia, flacidez deve ser entendida mais como uma manifestação do envelhecimento do que como um diagnóstico único.

    A pergunta mais útil não é apenas:

    “Quanto de flacidez essa pessoa tem?”

    Mas:

    “Quais estruturas estão produzindo essa aparência?”

    Essa diferença muda completamente o planejamento do tratamento.

    Por que o rosto fica flácido com o envelhecimento?

    O rosto é formado por diferentes camadas que funcionam de maneira integrada.

    De forma simplificada, podemos pensar em:

    1. pele;
    2. tecido subcutâneo e compartimentos superficiais de gordura;
    3. sistema músculo-aponeurótico e musculatura;
    4. compartimentos profundos de gordura e estruturas de sustentação;
    5. esqueleto facial.

    Todas essas estruturas sofrem modificações ao longo da vida.1,4

    Por isso, o envelhecimento facial não ocorre apenas “de fora para dentro”.

    Ele também acontece de dentro para fora.

    1. A pele perde parte de sua capacidade de sustentação

    Colágeno e elastina são componentes importantes da matriz extracelular da pele.

    Com o envelhecimento, ocorrem alterações na produção, organização e degradação dessas estruturas.5–7

    A exposição solar acumulada, especialmente à radiação ultravioleta, também contribui para acelerar alterações relacionadas ao envelhecimento cutâneo.5,6

    Clinicamente, isso pode aparecer como:

    • pele mais fina;
    • menor elasticidade;
    • linhas finas;
    • textura irregular;
    • perda de firmeza;
    • rugas;
    • alterações de pigmentação.

    Mas existe um ponto fundamental:

    melhorar a qualidade da pele não necessariamente reposiciona todas as estruturas responsáveis pela mudança do contorno facial.

    A pele é apenas uma das camadas envolvidas.

    2. Os compartimentos de gordura do rosto também mudam

    A gordura facial não é uma camada homogênea distribuída igualmente pelo rosto.

    Ela está organizada em diferentes compartimentos, superficiais e profundos.3

    Esses compartimentos possuem anatomia e comportamento próprios.

    Ao longo do envelhecimento, determinadas regiões podem perder volume, enquanto outras sofrem deslocamentos ou alterações de proporção.

    Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas percebem:

    • região das têmporas mais funda;
    • olhos mais encovados;
    • perda de volume na região média da face;
    • acentuação do sulco nasogeniano;
    • formação de jowls;
    • alteração do contorno mandibular.

    Portanto, nem sempre aquilo que o paciente chama de “pele caída” corresponde apenas à pele.

    Em alguns casos, parte importante da alteração está relacionada à redistribuição ou perda de volume em planos mais profundos.

    3. Os ligamentos de sustentação participam do envelhecimento facial

    O rosto possui ligamentos que conectam e estabilizam diferentes planos dos tecidos faciais.

    Eles ajudam a manter determinadas estruturas em suas posições anatômicas.2

    O envelhecimento modifica a relação entre pele, gordura, ligamentos e estruturas profundas.

    Como consequência, determinadas transições do rosto tornam-se mais evidentes.

    Podem aparecer:

    • sulcos;
    • depressões;
    • alterações na transição entre bochecha e mandíbula;
    • perda de definição do contorno;
    • mudança na posição aparente dos tecidos.

    Essa anatomia ajuda a explicar por que simplesmente “estimular colágeno” pode não resolver todos os casos descritos como flacidez.

    4. O esqueleto facial também envelhece

    Esse é um dos aspectos menos conhecidos pelos pacientes.

    O osso não permanece exatamente igual durante toda a vida.

    O envelhecimento também envolve remodelação do esqueleto facial.1,4

    Mudanças podem ocorrer em regiões como:

    • órbitas;
    • maxila;
    • mandíbula;
    • região perioral.

    Essas estruturas funcionam como parte do suporte sobre o qual os tecidos moles estão organizados.

    Quando essa base se modifica, a relação entre pele, gordura e musculatura também pode mudar.

    Por isso, tratar envelhecimento facial olhando exclusivamente para a superfície é uma simplificação excessiva.

    5. Os músculos continuam participando da aparência do rosto

    A musculatura facial também influencia o envelhecimento.

    Alguns músculos estão continuamente envolvidos nas expressões faciais.

    Com o tempo, movimentos repetidos contribuem para linhas que inicialmente aparecem apenas durante a expressão e posteriormente podem permanecer visíveis mesmo em repouso.

    Na parte inferior do rosto e no pescoço, músculos como o platisma também podem participar de alterações do contorno mandibular e cervical.

    Isso significa que uma alteração percebida como “flacidez” pode ter componentes de:

    pele + volume + sustentação + estrutura óssea + dinâmica muscular.

    E a proporção entre esses componentes varia de pessoa para pessoa.

    Então flacidez facial não é apenas falta de colágeno?

    Não.

    A perda e a remodelação do colágeno são componentes importantes do envelhecimento cutâneo, mas não explicam isoladamente todo o envelhecimento facial.

    Esse é um dos conceitos mais importantes para compreender tratamentos de rejuvenescimento.

    Quando o problema predominante está na qualidade e firmeza da pele, estratégias voltadas à remodelação de colágeno podem fazer sentido.

    Quando existe perda estrutural de volume, a necessidade pode ser diferente.

    Quando existe excesso significativo de pele, determinados procedimentos não cirúrgicos possuem limitações.

    Quando há alteração muscular, outro mecanismo precisa ser considerado.

    E frequentemente mais de um desses fatores está presente simultaneamente.

    Por isso, a pergunta:

    “Qual é o melhor tratamento para flacidez?”

    não possui uma resposta universal.

    Quais regiões do rosto costumam mostrar flacidez primeiro?

    Isso varia conforme anatomia, genética, exposição solar, qualidade da pele, variações de peso e outros fatores.

    Entretanto, algumas regiões costumam chamar mais atenção.

    Bochechas

    Mudanças na região média da face podem alterar a transição entre pálpebra, bochecha e sulco nasogeniano.

    O paciente frequentemente descreve essa mudança dizendo que “a bochecha caiu”.

    Linha mandibular

    A mandíbula jovem costuma apresentar uma transição mais definida entre rosto e pescoço.

    Com alterações de volume, sustentação, pele e musculatura, essa linha pode ficar progressivamente menos nítida.

    É comum o paciente perceber pequenos abaulamentos próximos à mandíbula, conhecidos como jowls.

    Bigode chinês

    O sulco nasogeniano é uma estrutura anatômica normal.

    Entretanto, alterações na região média da face podem torná-lo mais evidente ao longo do envelhecimento.

    Por isso, simplesmente preencher o sulco nem sempre significa tratar o mecanismo responsável pela mudança.

    Pescoço

    No pescoço, a aparência pode envolver diferentes componentes:

    • pele;
    • gordura;
    • músculo platisma;
    • estrutura mandibular;
    • posição dos tecidos;
    • anatomia do queixo.

    Por isso, “flacidez no pescoço” também não representa um diagnóstico único.

    Leia também: Envelhecimento do pescoço e platisma: causas e tratamentos

    Papada

    A papada pode decorrer de gordura submentoniana, flacidez, anatomia mandibular, pouca projeção do queixo, alterações do platisma ou combinações desses fatores.

    Leia também: Papada: causas, tratamentos e como melhorar o contorno do rosto e do pescoço

    Por que algumas pessoas apresentam flacidez antes de outras?

    A idade cronológica é apenas um dos fatores.

    Duas pessoas de 45 anos podem apresentar padrões de envelhecimento completamente diferentes.

    Entre os fatores que podem influenciar estão:

    • genética;
    • anatomia facial;
    • formato do rosto;
    • espessura da pele;
    • exposição solar acumulada;
    • tabagismo;
    • variações importantes de peso;
    • distribuição dos compartimentos de gordura;
    • alterações hormonais;
    • qualidade da pele;
    • hábitos de vida;
    • histórico de tratamentos;
    • características individuais do esqueleto facial.

    Isso explica por que comparar o próprio envelhecimento com o de outra pessoa da mesma idade costuma ser pouco útil.

    Leia também: Envelhecimento facial: por que cada rosto precisa de uma estratégia diferente

    Emagrecer pode aumentar a aparência de flacidez no rosto?

    Pode, especialmente quando existe perda significativa ou rápida de peso.

    O rosto possui compartimentos de gordura que participam do volume e das transições faciais.

    Quando ocorre perda de volume, a relação entre o conteúdo facial e o envelope de pele pode mudar.

    Entretanto, isso não significa que emagrecer necessariamente “envelheça” todas as pessoas.

    A repercussão depende de:

    • quantidade de peso perdido;
    • velocidade da perda;
    • idade;
    • distribuição de gordura;
    • elasticidade da pele;
    • anatomia facial inicial.

    Por isso, pacientes que passaram por grandes variações de peso precisam ser avaliados considerando também essa história.

    Sol piora a flacidez?

    A exposição crônica à radiação ultravioleta é um dos principais fatores extrínsecos relacionados ao envelhecimento da pele.

    O chamado fotoenvelhecimento está associado a alterações na matriz extracelular, incluindo colágeno e elastina.5,6

    Por isso, fotoproteção não deve ser entendida apenas como estratégia para evitar manchas.

    Ela também faz parte da prevenção do envelhecimento cutâneo.

    Entretanto, novamente é importante separar os conceitos:

    fotoproteção protege a pele, mas não impede todas as alterações estruturais do envelhecimento facial.

    Existe uma idade certa para começar a tratar a flacidez?

    Não existe uma idade universal.

    Tratamento não deveria ser indicado simplesmente porque alguém completou 30, 40 ou 50 anos.

    A decisão depende de:

    • alterações presentes;
    • velocidade percebida de mudança;
    • características da pele;
    • anatomia;
    • objetivos pessoais;
    • histórico de saúde;
    • expectativa de resultado.

    Em uma pessoa mais jovem, a estratégia pode estar muito mais relacionada à prevenção do dano solar e à manutenção da qualidade da pele.

    Em outra pessoa, pode existir uma alteração estrutural que justifique outra abordagem.

    Idade ajuda a contextualizar. Não substitui diagnóstico.

    Qual é o melhor tratamento para flacidez no rosto?

    Não existe um procedimento que seja o melhor para todos os pacientes.

    A escolha depende principalmente da camada e do mecanismo predominantes.

    Entre as possibilidades que podem fazer parte de um planejamento estão:

    • cuidados dermatológicos e fotoproteção;
    • bioestimuladores de colágeno;
    • radiofrequência;
    • radiofrequência microagulhada;
    • ultrassom focado;
    • lasers;
    • preenchimentos em situações selecionadas;
    • tratamentos combinados;
    • procedimentos cirúrgicos quando existe indicação.

    Esses tratamentos não são equivalentes.

    Eles atuam por mecanismos e em profundidades diferentes.

    Radiofrequência funciona para flacidez facial?

    A radiofrequência utiliza corrente elétrica de alta frequência para gerar aquecimento controlado nos tecidos.

    Esse estímulo térmico pode desencadear processos relacionados à remodelação de colágeno.

    Revisões da literatura descrevem melhora de parâmetros relacionados à firmeza, elasticidade e laxidez em pacientes selecionados.8–10

    Entretanto, “radiofrequência” não representa um único tratamento.

    Existem diferentes equipamentos, frequências, formas de entrega de energia, profundidades, sistemas de resfriamento e protocolos.

    Por isso, resultados obtidos com uma tecnologia não devem automaticamente ser atribuídos a todas as outras.

    Na prática do Dr. Rubens Pontello Junior, diferentes tecnologias de radiofrequência podem ser consideradas conforme o objetivo e a anatomia identificados durante a avaliação.

    XERF

    O XERF é um sistema de radiofrequência monopolar que utiliza duas frequências associadas, permitindo diferentes distribuições de energia nos tecidos.

    Conheça o XERF

    Morpheus8

    O Morpheus8 combina microagulhamento com radiofrequência fracionada, permitindo entrega de energia através de microagulhas em profundidades determinadas.

    Conheça o Morpheus8

    Esses equipamentos não devem ser entendidos como concorrentes em uma lista de “qual é melhor”.

    A pergunta clínica é outra:

    qual mecanismo e qual profundidade fazem sentido para aquele tecido?

    Ultrassom focado funciona para flacidez?

    O ultrassom focado utiliza energia acústica concentrada em profundidades determinadas.

    Isso permite produzir estímulos térmicos localizados em planos específicos.

    Assim como acontece com a radiofrequência, existem diferentes equipamentos, cartuchos, profundidades e protocolos.

    O ultrassom pode fazer parte de estratégias relacionadas à sustentação e ao contorno em pacientes selecionados.11,12

    Entretanto, a profundidade e o objetivo precisam ser definidos cuidadosamente.

    Isso é particularmente relevante em rostos magros ou com perda de volume, nos quais determinados estímulos em planos inadequados podem ser indesejáveis.

    Na prática clínica do Dr. Rubens Pontello Junior, o LinearZ é uma das tecnologias de ultrassom focado disponíveis para planejamentos nos quais esse mecanismo apresenta indicação.

    Conheça o LinearZ

    Bioestimulador de colágeno funciona para flacidez?

    Bioestimuladores são substâncias injetáveis utilizadas para estimular processos relacionados à formação e remodelação de colágeno.13,14

    Podem ser considerados quando a avaliação identifica perda de firmeza ou qualidade da pele compatível com esse mecanismo.

    Entretanto, bioestimulador também não deve ser tratado como sinônimo de lifting.

    Ele atua principalmente sobre aspectos relacionados à matriz dérmica e à produção de colágeno.

    Se a principal alteração estiver relacionada a outro componente anatômico, estimular colágeno isoladamente pode não responder completamente à queixa.

    Entenda como funcionam os bioestimuladores de colágeno

    Veja também como PLLA e CaHA se diferenciam.

    Preenchimento trata flacidez?

    Não diretamente.

    Preenchedores podem ser úteis quando existe indicação de recuperar volume, suporte ou determinadas proporções faciais.

    Mas isso é diferente de simplesmente “preencher um rosto flácido”.

    Esse conceito é importante.

    Um rosto que perdeu volume em regiões estratégicas pode se beneficiar de reposição criteriosa.

    Por outro lado, adicionar volume indiscriminadamente a um rosto que já apresenta peso ou excesso de tecido pode produzir uma aparência mais pesada.

    Por isso, preenchimento não deve ser utilizado automaticamente como resposta para flacidez.

    Laser trata flacidez?

    Depende do laser e do objetivo.

    “Laser” também não representa um único tratamento.

    Existem diferentes comprimentos de onda, formas de emissão e profundidades de interação com a pele.

    Alguns recursos podem ser utilizados principalmente para textura, pigmentação ou remodelação cutânea.

    Outros podem produzir estímulos térmicos relacionados à formação de colágeno.

    Portanto, dizer apenas que alguém “fez laser para flacidez” fornece pouca informação.

    É necessário saber:

    • qual tecnologia;
    • qual comprimento de onda;
    • qual objetivo;
    • qual profundidade;
    • qual indicação.

    Dá para tratar flacidez sem cirurgia?

    Em muitos casos, é possível melhorar determinados componentes da flacidez facial com tratamentos não cirúrgicos.

    Mas existe um limite.

    Tecnologias e injetáveis não reproduzem o efeito de uma cirurgia quando existe excesso importante de pele ou deslocamento estrutural significativo.

    Esse limite precisa ser discutido antes do tratamento.

    Prometer um “lifting sem cirurgia” equivalente a um procedimento cirúrgico cria uma expectativa que nem sempre corresponde ao que as tecnologias conseguem entregar.

    Em alguns pacientes, uma melhora discreta e progressiva é exatamente o objetivo.

    Em outros, o grau de alteração pode fazer com que tratamentos não cirúrgicos tenham benefício limitado.

    Reconhecer essa diferença também faz parte de uma boa indicação.

    Uma sessão é suficiente para tratar flacidez?

    Não existe uma resposta única.

    Algumas tecnologias são utilizadas em protocolos com menor número de sessões e acompanhamento da resposta ao longo dos meses.

    Outras estratégias são planejadas em séries.

    Bioestimuladores, lasers e diferentes equipamentos também possuem protocolos próprios.

    O número de sessões depende de:

    • tecnologia utilizada;
    • intensidade e parâmetros;
    • área tratada;
    • grau de alteração;
    • objetivo;
    • resposta biológica individual;
    • combinação com outros tratamentos.

    Por isso, o número de sessões não deveria ser definido apenas pela queixa descrita por mensagem ou por uma fotografia.

    Quanto tempo demora para aparecer o resultado?

    Tratamentos que dependem de remodelação de colágeno normalmente produzem mudanças progressivas.

    O organismo precisa de tempo para responder biologicamente ao estímulo.

    Por isso, dependendo do tratamento, a evolução pode continuar ao longo de semanas ou meses.

    Também é importante distinguir:

    resultado imediato de resultado biológico tardio.

    Uma fotografia realizada logo após determinado procedimento pode refletir edema, contração transitória ou outras alterações temporárias e não necessariamente representar o resultado final.

    O acompanhamento ao longo do tempo é parte importante da avaliação.

    O resultado do tratamento para flacidez é permanente?

    Não.

    Nenhum tratamento interrompe o envelhecimento.

    Mesmo quando existe melhora, os processos biológicos relacionados ao envelhecimento continuam acontecendo.

    Exposição solar, genética, alterações hormonais, variações de peso e outros fatores continuam influenciando pele e estruturas faciais.

    Por isso, o tratamento do envelhecimento deve ser entendido mais como acompanhamento ao longo do tempo do que como uma correção definitiva realizada uma única vez.

    Combinar tratamentos é melhor?

    Não necessariamente.

    Combinar procedimentos pode fazer sentido quando existem alterações diferentes que exigem mecanismos diferentes.

    Por exemplo, um paciente pode apresentar simultaneamente:

    • alteração de qualidade da pele;
    • perda de firmeza;
    • perda localizada de volume;
    • atividade muscular;
    • alterações de pigmentação.

    Nesse cenário, esperar que uma única ferramenta resolva todas as dimensões seria pouco realista.

    Mas isso não significa que utilizar mais procedimentos produza necessariamente um resultado melhor.

    Combinação só faz sentido quando cada componente possui uma indicação clara.

    Caso contrário, existe apenas acúmulo de tratamentos.

    Como o Dr. Rubens Pontello Junior avalia a flacidez facial?

    Na avaliação dermatológica, o objetivo não é simplesmente classificar a pessoa como tendo “pouca” ou “muita” flacidez.

    A análise procura entender onde está a alteração e o que está produzindo aquela aparência.

    Entre os aspectos considerados estão:

    • Qualidade da pele: Textura, espessura, pigmentação, dano solar, firmeza e características da superfície.
    • Distribuição de volume: Presença de perda, redistribuição ou excesso de volume em determinadas regiões.
    • Contorno facial: Transição entre bochecha, mandíbula, queixo e pescoço.
    • Estrutura e proporções: Características anatômicas que influenciam suporte e aparência do rosto.
    • Movimento: Comportamento da musculatura durante repouso e expressão.
    • Histórico: Exposição solar, variações de peso, tratamentos anteriores, condições dermatológicas e outros fatores relevantes.

    Quando necessário, a documentação fotográfica e a análise tridimensional com QuantifiCare LifeViz podem complementar o acompanhamento, permitindo comparar determinadas características ao longo do tempo.

    Entenda como o LifeViz 3D é utilizado na avaliação dermatológica

    O objetivo dessa análise é responder a uma pergunta simples:

    o que realmente precisa ser tratado — e o que não precisa?

    O maior erro é escolher primeiro o aparelho

    Novas tecnologias aparecem continuamente.

    Com isso, é natural que pacientes cheguem à consulta perguntando:

    “XERF é melhor?”

    “Preciso de ultrassom?”

    “Devo fazer bioestimulador?”

    “Morpheus8 funciona?”

    “Qual aparelho levanta mais?”

    Essas perguntas são compreensíveis.

    Mas elas começam pelo final do raciocínio.

    Uma tecnologia pode ser excelente e ainda assim não ser a melhor ferramenta para determinada alteração.

    Por isso, na abordagem utilizada pelo Dr. Rubens Pontello Junior, a tecnologia é a última pergunta, não a primeira.

    Primeiro:

    o que mudou?

    Depois:

    em qual camada?

    Depois:

    qual é a prioridade?

    E somente então:

    qual recurso pode produzir uma resposta biologicamente coerente naquela estrutura?

    Flacidez facial tem prevenção?

    Não é possível impedir completamente o envelhecimento.

    Entretanto, alguns fatores modificáveis influenciam especialmente o envelhecimento da pele.

    Entre eles:

    • fotoproteção adequada;
    • evitar tabagismo;
    • tratamento das doenças dermatológicas presentes;
    • cuidados tópicos orientados conforme a pele;
    • evitar oscilações extremas de peso quando possível;
    • hábitos gerais compatíveis com saúde.

    Essas medidas não impedem alterações ósseas, ligamentares ou todas as mudanças relacionadas ao tempo.

    Mas fazem parte de uma estratégia de saúde da pele ao longo da vida.

    Leia mais sobre Saúde da Pele e Longevidade

    Perguntas frequentes sobre flacidez facial

    Qual é o melhor tratamento para flacidez no rosto?

    Não existe um tratamento universalmente melhor. Radiofrequência, ultrassom focado, bioestimuladores, lasers, preenchimentos e outras estratégias atuam sobre mecanismos diferentes. A escolha depende da anatomia, da camada predominante e do grau de alteração identificado na avaliação.

    O que realmente funciona para firmar a pele do rosto?

    Existem tratamentos capazes de produzir melhora de parâmetros relacionados à firmeza e à qualidade da pele em pacientes adequadamente selecionados. Entre eles estão algumas modalidades de radiofrequência, ultrassom focado, bioestimulação e determinados lasers. A magnitude do resultado varia conforme o paciente, a tecnologia, os parâmetros e o mecanismo responsável pela queixa.

    Flacidez facial é falta de colágeno?

    Não apenas. A perda e remodelação do colágeno fazem parte do envelhecimento cutâneo, mas o envelhecimento facial também envolve gordura, ligamentos, músculos e estrutura óssea.

    Radiofrequência ou ultrassom: qual é melhor?

    Não existe vencedor universal. São formas diferentes de entregar energia aos tecidos. A escolha depende da profundidade que se pretende atingir, das características anatômicas, da qualidade da pele e do objetivo do tratamento.

    Bioestimulador ou XERF: qual é melhor para flacidez?

    Eles não são equivalentes. Bioestimuladores são substâncias injetáveis que estimulam processos relacionados à produção de colágeno. O XERF é uma tecnologia de radiofrequência monopolar. Podem ser considerados isoladamente ou dentro de estratégias diferentes, conforme a avaliação.

    Flacidez no rosto pode melhorar sem preenchimento?

    Sim. Preenchimento não é obrigatório no tratamento da flacidez. Ele pode ser considerado quando existe uma indicação relacionada a volume ou suporte. Outros pacientes podem ter estratégias sem preenchimento.

    Dá para melhorar o contorno da mandíbula sem preencher?

    Em alguns pacientes, sim. Depende do motivo da perda de definição. Pele, gordura, platisma, estrutura óssea e distribuição de volume podem influenciar o contorno mandibular.

    Depois dos 40 anos a flacidez acelera?

    O envelhecimento é progressivo e não começa subitamente aos 40 anos. Entretanto, mudanças hormonais, exposição ambiental acumulada e alterações estruturais podem tornar determinados sinais mais perceptíveis nessa fase. A velocidade e o padrão variam entre indivíduos.

    Emagrecer deixa o rosto flácido?

    Pode aumentar a percepção de flacidez em algumas pessoas, especialmente após perda significativa ou rápida de peso. O efeito depende da quantidade de volume perdido, da elasticidade da pele, da idade e da anatomia facial.

    Creme consegue tratar flacidez facial?

    Cuidados tópicos podem contribuir para qualidade da pele e determinadas alterações relacionadas ao fotoenvelhecimento, dependendo dos ativos utilizados. Entretanto, um cosmético não reposiciona compartimentos de gordura, não recupera suporte ósseo e não produz os mesmos efeitos de procedimentos que atuam em planos mais profundos.

    Colágeno oral acaba com a flacidez?

    Não há evidência para afirmar que suplementação oral de colágeno seja capaz de corrigir isoladamente a flacidez facial estrutural. A flacidez possui múltiplos componentes anatômicos e não pode ser reduzida a uma única deficiência nutricional.

    Quando a cirurgia deve ser considerada?

    Quando existe excesso importante de pele ou deslocamento estrutural significativo, procedimentos não cirúrgicos podem apresentar benefício limitado. Nesses casos, uma avaliação cirúrgica pode ser necessária para discutir possibilidades e expectativas realistas.

    Em resumo

    A flacidez facial não é uma doença única e não possui um tratamento único.

    O que percebemos como “rosto caindo” pode resultar da combinação de alterações na:

    pele → gordura → ligamentos → musculatura → estrutura óssea.

    Por isso, escolher primeiro um aparelho e depois tentar encaixá-lo no paciente inverte a lógica do tratamento.

    Uma abordagem mais racional começa identificando:

    1. o que mudou;
    2. qual estrutura participa dessa mudança;
    3. qual é a prioridade;
    4. qual resultado é realisticamente possível;
    5. e somente então qual tratamento ou tecnologia faz sentido.

    Essa é a lógica utilizada pelo Dr. Rubens Pontello Junior, médico dermatologista em Londrina, na avaliação do envelhecimento facial.

    A tecnologia pode ser uma ferramenta importante.

    A indicação vem antes dela.

    Agendar consulta com o Dr. Rubens Pontello Junior


    Sobre o autor

    Dr. Rubens Pontello Junior
    Médico dermatologista
    CRM-PR 24.645 | RQE 2.050
    Londrina — Paraná

    Sua prática integra dermatologia, cosmiatria, estudo do envelhecimento facial, qualidade da pele e tecnologias médicas. A avaliação parte da anatomia e das características individuais de cada paciente antes da escolha de procedimentos ou equipamentos.

    Revisão médica: Dr. Rubens Pontello Junior
    Última revisão: 29 de setembro de 2026

    Referências científicas

    1. Cotofana S, Fratila AA, Schenck TL, Redka-Swoboda W, Zilinsky I, Pavicic T. The Anatomy of the Aging Face: A Review. Facial Plastic Surgery. 2016;32(3):253-260. doi:10.1055/s-0036-1582234
    2. Alghoul M, Codner MA. Retaining ligaments of the face: review of anatomy and clinical applications. Aesthetic Surgery Journal. 2013;33(6):769-782. doi:10.1177/1090820X13495405
    3. Cotofana S, Lachman N. Anatomy of the Facial Fat Compartments and their Relevance in Aesthetic Surgery. Journal der Deutschen Dermatologischen Gesellschaft. 2019;17(4):399-413. doi:10.1111/ddg.13737
    4. Swift A, Liew S, Weinkle S, Garcia JK, Silberberg MB. The Facial Aging Process From the “Inside Out”. Aesthetic Surgery Journal. 2021;41(10):1107-1119. doi:10.1093/asj/sjaa339
    5. Zhang S, Duan E. Fighting against Skin Aging: The Way from Bench to Bedside. Cell Transplantation. 2018;27(5):729-738. doi:10.1177/0963689717725755
    6. Shin JW, Kwon SH, Choi JY, Na JI, Huh CH, Choi HR, Park KC. Molecular Mechanisms of Dermal Aging and Antiaging Approaches. International Journal of Molecular Sciences. 2019;20(9):2126. doi:10.3390/ijms20092126
    7. Wang AS, Dreesen O. Biomarkers of Cellular Senescence and Skin Aging. Frontiers in Genetics. 2018;9:247. doi:10.3389/fgene.2018.00247
    8. Araújo AR, Soares VP, Silva FS, Moreira TS. Radiofrequency for the treatment of skin laxity: myth or truth. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2015;90(5):707-721. doi:10.1590/abd1806-4841.20153605
    9. Rohrich RJ, Schultz KP, Chamata ES, Bellamy JL, Alleyne B. Minimally Invasive Approach to Skin Tightening of the Face and Body: Systematic Review of Monopolar and Bipolar Radiofrequency Devices. Plastic and Reconstructive Surgery. 2022;150(4):771-780. doi:10.1097/PRS.0000000000009535
    10. Kumar N, Hye Suh D, Lee SJ, Ryu HJ. Radiofrequency-Based Treatments for Facial Rejuvenation: A Systematic Review of Efficacy, Safety, and Patient-Centered Outcomes. Aesthetic Surgery Journal Open Forum. 2025;7:ojaf159. doi:10.1093/asjof/ojaf159
    11. Contini M, Hollander MHJ, Vissink A, Schepers RH, Jansma J, Schortinghuis J. A Systematic Review of the Efficacy of Microfocused Ultrasound for Facial Skin Tightening. International Journal of Environmental Research and Public Health. 2023;20(2):1522. doi:10.3390/ijerph20021522
    12. Ayatollahi A, Gholami J, Saberi M, Hosseini H, Firooz A. Systematic review and meta-analysis of safety and efficacy of high-intensity focused ultrasound (HIFU) for face and neck rejuvenation. Lasers in Medical Science. 2020;35(5):1007-1024. doi:10.1007/s10103-020-02957-9
    13. Vleggaar D, Fitzgerald R, Lorenc ZP, Andrews JT, Butterwick K, Comstock J, et al. Consensus recommendations on the use of injectable poly-L-lactic acid for facial and nonfacial volumization. Journal of Drugs in Dermatology. 2014;13(4 Suppl):s44-51. PMID: 24719078
    14. Goldie K, Peeters W, Alghoul M, Butterwick K, Casabona G, Chao YYY, et al. Global Consensus Guidelines for the Injection of Diluted and Hyperdiluted Calcium Hydroxylapatite for Skin Tightening. Dermatologic Surgery. 2018;44 Suppl 1:S32-S41. doi:10.1097/DSS.0000000000001685

    Conteúdo médico informativo: Este artigo possui finalidade educativa e não substitui consulta médica. A indicação de qualquer tratamento depende de avaliação individual, histórico clínico, exame da pele, anatomia facial, objetivos e contraindicações de cada paciente.

  • Lipoglow (Nanofat): o que é, como funciona e para quem é indicado

    Lipoglow (Nanofat): o que é, como funciona e para quem é indicado

    Nos últimos anos, cresceu o interesse por tratamentos que utilizam material do próprio paciente para estimular a renovação da pele. Entre essas técnicas, uma vem ganhando espaço nos consultórios de dermatologia estética: o Lipoglow, nome pelo qual este consultório se refere a um procedimento baseado na técnica de nanofat.

    O que é o Lipoglow (Nanofat)

    O Lipoglow é a forma como este consultório nomeia um procedimento construído sobre a técnica de nanofat. Na prática, pequenas quantidades de gordura são coletadas do próprio paciente, processadas e refinadas até se tornarem uma emulsão concentrada em células de origem adiposa. Essa emulsão é então reintroduzida em camadas superficiais da pele, em vez de ser usada apenas para repor volume, como ocorre nas técnicas tradicionais de enxerto de gordura.

    Como funciona a técnica

    O processo começa com uma pequena coleta de gordura, geralmente realizada em áreas doadoras como abdômen ou flancos, sob anestesia local. Esse material passa por um processo de filtragem e emulsificação que reduz o tamanho das partículas de gordura, concentrando frações ricas em células de potencial regenerativo e eliminando estruturas maiores, que não seriam adequadas para injeção em camadas superficiais. Em seguida, o material processado é aplicado com agulhas finas, distribuído na pele de forma pontual, onde pode favorecer processos relacionados à formação de colágeno e à renovação do tecido cutâneo.

    Infográfico das quatro etapas do Lipoglow: coleta de pequena quantidade de gordura do próprio paciente, filtragem e emulsificação, concentração das frações ricas em células e aplicação com agulhas finas na pele

    Lipoglow não é sinônimo de preenchimento tradicional

    Diferente dos preenchimentos convencionais, que costumam atuar em planos mais profundos para repor volume, o Lipoglow tem como foco principal a qualidade da pele. Por utilizar tecido do próprio paciente, o risco de reação de estranhamento tende a ser baixo, mas isso não dispensa critérios de indicação, técnica adequada e planejamento individualizado. Qualquer procedimento que envolva coleta e reintrodução de tecido exige avaliação médica prévia.

    Tabela comparativa: o preenchimento repõe volume em planos profundos com produto industrializado; o Lipoglow melhora a qualidade da pele em camadas superficiais com tecido do próprio paciente

    Quais alterações podem motivar a indicação

    De forma conservadora, o recurso costuma ser considerado quando a avaliação identifica questões como:

    • perda de viço ou luminosidade da pele
    • textura irregular ou aspecto opaco
    • linhas finas relacionadas ao envelhecimento cutâneo
    • marcas superficiais associadas a cicatrizes ou estrias
    • região dos olhos com aspecto cansado

    Quem não deve realizar o procedimento

    Assim como qualquer procedimento que envolva coleta e reintrodução de tecido, o Lipoglow exige triagem clínica prévia. De forma geral, costuma ser contraindicado para:

    • gestantes e lactantes
    • pessoas com doenças autoimunes ativas
    • pessoas com alterações de coagulação ou em uso de anticoagulantes sem avaliação médica
    • infecções ou inflamações ativas na área a ser tratada
    • doenças oncológicas em atividade

    Duração, recuperação e resultados esperados

    O procedimento costuma durar entre uma e duas horas, o que inclui a coleta, o processamento e a aplicação, geralmente sob anestesia local. Nos dias seguintes, é comum haver algum edema ou hematomas discretos tanto na área doadora quanto na área tratada. Por depender da resposta biológica individual, os resultados costumam se manifestar de forma gradual ao longo das semanas seguintes, e não de maneira imediata.

    O que a literatura científica indica

    A técnica de nanofat vem sendo estudada há alguns anos, com publicações descrevendo seu uso em regeneração cutânea e em cicatrizes. Ainda assim, a produção científica disponível é menor do que a de tratamentos mais consolidados, como os bioestimuladores de colágeno e o preenchimento com ácido hialurônico. Por isso, a nomenclatura, os protocolos de processamento e os critérios de indicação ainda podem variar entre diferentes serviços, o que reforça a importância da avaliação individual antes de qualquer indicação.

    Por que avaliar essa indicação com o Dr. Rubens Pontello Junior

    Como qualquer procedimento que utiliza tecido do próprio paciente, o Lipoglow exige avaliação clínica cuidadosa antes de qualquer indicação. Durante a consulta, o Dr. Rubens Pontello Junior analisa a queixa, o histórico de saúde e as características da pele para definir se esse recurso faz sentido isoladamente ou como parte de um planejamento mais amplo, que pode incluir tratamentos como bioestimuladores de colágeno ou preenchimento com ácido hialurônico. Se você quer entender se o Lipoglow (Nanofat) é indicado para o seu caso, agende uma avaliação com o Dr. Rubens Pontello Junior.

    Perguntas frequentes

    O que é nanofat?

    É uma técnica de processamento de gordura autóloga: o tecido adiposo coletado do próprio paciente é filtrado e emulsificado até reduzir o tamanho das partículas, concentrando frações ricas em células de origem adiposa e eliminando estruturas maiores, de forma a permitir a aplicação em camadas superficiais da pele.

    Lipoglow e nanofat são a mesma coisa?

    Não exatamente. Nanofat é o nome da técnica descrita na literatura científica. Lipoglow é a denominação que este consultório utiliza para o procedimento realizado com base nessa técnica — não é um termo científico nem uma marca estudada de forma independente na literatura.

    De onde vem a gordura utilizada?

    Do próprio paciente (tecido autólogo), coletada geralmente em áreas doadoras como abdômen ou flancos, sob anestesia local.

    Para quais situações o nanofat pode ser considerado?

    De forma conservadora, costuma ser considerado quando a avaliação identifica perda de viço ou luminosidade da pele, textura irregular, linhas finas, marcas superficiais associadas a cicatrizes ou estrias, ou região dos olhos com aspecto cansado — sempre a partir de avaliação médica individual.

    O procedimento substitui preenchimento com ácido hialurônico?

    Não. O preenchimento com ácido hialurônico atua principalmente em planos mais profundos para repor volume, enquanto o Lipoglow (Nanofat) tem como foco a qualidade da pele em camadas mais superficiais. São recursos com propostas diferentes, que podem inclusive ser combinados conforme o planejamento definido em consulta.

    Quanto tempo leva para perceber mudanças?

    Os resultados costumam se manifestar de forma gradual ao longo das semanas seguintes ao procedimento, e não de maneira imediata, já que dependem da resposta biológica individual.

    Existe recuperação após o procedimento?

    Sim. Nos dias seguintes é comum haver algum edema ou hematomas discretos, tanto na área doadora quanto na área tratada, com recuperação gradual.

    Os resultados são permanentes?

    Não é o esperado. A resposta varia de pessoa para pessoa, e a evidência científica disponível sobre a técnica de nanofat sugere que parte dos ganhos observados no curto prazo pode diminuir ao longo do tempo. Por isso, o resultado não deve ser entendido como definitivo ou garantido, e o acompanhamento médico ajuda a avaliar a necessidade de manutenção.

    Referências científicas sobre a técnica de nanofat

    As referências abaixo tratam da técnica de nanofat, tal como estudada na literatura científica — e não do protocolo Lipoglow especificamente, que é a denominação clínica adotada por este consultório e não foi objeto de estudo independente.

    Tonnard P, Verpaele A, Peeters G, Hamdi M, Cornelissen M, Declercq H. Nanofat Grafting: Basic Research and Clinical Applications. Plastic and Reconstructive Surgery. 2013;132(5):1017-1026. doi:10.1097/PRS.0b013e31829fe1b0

    Ramaut L, Moonen L, Geeroms M, Leemans G, Peters E, Forsyth R, Gutermuth J, Hamdi M. Improvement in Early Scar Maturation by Nanofat Infiltration: Histological and Spectrophotometric Preliminary Results From a Split Scar-Controlled, Randomized, Double-Blinded Clinical Trial. Aesthetic Surgery Journal Open Forum. 2024;6:ojae072. doi:10.1093/asjof/ojae072

    Al-sabri G, Alavi S, Alkaabi S, Maningky M, Forouzanfar T, Helder M. The Effectiveness of Nanofat in the Management of Skin Scars: A Systematic Review. Aesthetic Surgery Journal Open Forum. 2025;7:ojaf080. doi:10.1093/asjof/ojaf080

    Bonini S, Fuentes P, Claytor RB. Autologous Nanofat Indications in Wound Healing: A Systematic Review. Biomedicines. 2026;14(6):1215. doi:10.3390/biomedicines14061215

    Autoria, revisão médica e transparência

    Conteúdo médico e revisão: Dr. Rubens Pontello Junior — CRM-PR 24.645 | RQE 2.050 · perfil profissional
    Área de atuação: Dermatologia e Cosmiatria
    Produção editorial: Equipe de Conteúdo do Instituto Pontello, Londrina — Paraná
    Publicado em: 4 de setembro de 2026 · Última revisão editorial: 10 de setembro de 2026
    Próxima revisão programada: setembro de 2027
    Transparência: Lipoglow é a denominação usada por este consultório para um procedimento baseado na técnica de nanofat, oferecido pelo Instituto Pontello — o que representa uma relação direta entre este conteúdo editorial e um serviço comercializado pela clínica. As referências científicas citadas neste artigo dizem respeito à técnica de nanofat estudada na literatura, e não constituem comprovação de resultados específicos do protocolo Lipoglow.

  • Envelhecimento facial: por que cada rosto precisa de uma estratégia diferente

    Envelhecimento facial: por que cada rosto precisa de uma estratégia diferente

    Envelhecimento facial: por que duas pessoas da mesma idade podem precisar de tratamentos completamente diferentes

    O envelhecimento facial não acontece da mesma forma em todas as pessoas. Duas pacientes podem ter a mesma idade, usar a mesma palavra para descrever a queixa e, ainda assim, apresentar alterações anatômicas completamente diferentes.

    Durante a consulta, uma pergunta aparece com frequência:

    “Qual é o melhor tratamento para flacidez?”

    À primeira vista, essa parece ser uma pergunta simples. Entretanto, na prática, quase nunca existe uma resposta única.

    Isso ocorre porque uma pessoa pode ter perdido sustentação e volume, enquanto outra pode apresentar maior deslocamento dos tecidos. Embora ambas descrevam o problema como “flacidez”, os mecanismos envolvidos no envelhecimento do rosto podem ser diferentes.

    Consequentemente, a escolha do tratamento não deveria começar pelo nome de um procedimento. Antes de tudo, é necessário compreender como aquele rosto envelheceu, quais estruturas mudaram e quais alterações realmente incomodam o paciente.

    Essa análise individualizada orienta a avaliação realizada pelo Dr. Rubens Pontello Junior no Instituto Pontello, em Londrina.

    O que é envelhecimento facial?

    O envelhecimento facial é um processo progressivo que envolve mudanças na pele, na gordura, nos ligamentos, nos músculos e nos ossos da face.

    Portanto, ele não se resume ao aparecimento de rugas nem ocorre apenas pela redução do colágeno.

    Com o passar dos anos, algumas regiões podem perder volume. Ao mesmo tempo, outras podem acumular ou deslocar tecidos. Além disso, a pele tende a se tornar mais fina, menos elástica e mais suscetível a manchas, linhas e alterações de textura.

    Como essas mudanças acontecem em intensidades diferentes, cada pessoa desenvolve um padrão particular de envelhecimento facial.

    Por que o envelhecimento facial é diferente em cada pessoa?

    A idade cronológica representa apenas um dos fatores envolvidos.

    Além dela, características genéticas, anatômicas, hormonais e comportamentais influenciam diretamente a maneira como o rosto envelhece.

    Entre os fatores mais relevantes estão:

    • formato e proporções do rosto;
    • espessura e qualidade da pele;
    • distribuição dos compartimentos de gordura;
    • estrutura óssea facial;
    • força e dinâmica dos músculos;
    • exposição solar acumulada;
    • tabagismo;
    • variações importantes de peso;
    • alterações hormonais;
    • qualidade do sono;
    • alimentação e hábitos de vida;
    • histórico de tratamentos anteriores.

    Por esse motivo, comparar o próprio rosto com o de outra pessoa da mesma idade costuma levar a conclusões equivocadas.

    O maior erro no tratamento do envelhecimento facial

    Um dos principais erros na medicina estética ocorre quando a escolha começa pela tecnologia, e não pelo diagnóstico.

    Atualmente, existem lasers, bioestimuladores de colágeno, ultrassom microfocado, radiofrequência, preenchimentos, toxina botulínica e várias possibilidades de associação.

    No entanto, nenhuma dessas ferramentas é “a melhor” por si só.

    Um procedimento tecnicamente excelente pode produzir resultados limitados quando trata o mecanismo errado. Além disso, em determinadas situações, uma indicação inadequada pode acentuar o peso facial, alterar proporções ou comprometer a naturalidade.

    Assim, a pergunta mais importante da consulta não deveria ser:

    “Qual aparelho vamos usar?”

    Em vez disso, a pergunta correta é:

    “Qual é o padrão de envelhecimento facial deste paciente?”

    É essa resposta que orienta a estratégia terapêutica.

    Nem toda flacidez facial representa o mesmo problema

    Essa diferença aparece com frequência no consultório.

    Imagine duas pacientes com aproximadamente 55 anos. Ambas chegam dizendo:

    “Meu rosto está ficando flácido.”

    Apesar da mesma queixa, uma pode apresentar perda de volume e suporte estrutural. A outra, por sua vez, pode ter maior descenso e acúmulo dos tecidos na região inferior da face.

    Portanto, embora as duas usem a palavra “flacidez”, elas não estão necessariamente falando do mesmo processo biológico.

    Como consequência, o tratamento também não deveria ser igual. Entenda em detalhes por que a flacidez facial acontece e quais tratamentos fazem sentido.

    Quais são os principais padrões de envelhecimento facial?

    Existem inúmeras combinações anatômicas. Entretanto, para facilitar a compreensão, alguns rostos apresentam predominância de dois grandes padrões.

    Esses conceitos têm finalidade didática. Portanto, não representam diagnósticos médicos formais nem substituem uma avaliação individualizada.

    Envelhecimento facial com perda de sustentação: Slim Face

    Algumas pessoas envelhecem principalmente pela redução do suporte estrutural do rosto.

    Ao longo dos anos, podem ocorrer perda de gordura profunda, remodelação óssea e redução do volume facial. Consequentemente, determinadas regiões ficam mais fundas, menos projetadas ou aparentemente esvaziadas.

    Entre os sinais mais frequentes estão:

    • olheiras mais profundas;
    • afundamento das têmporas;
    • redução das maçãs do rosto;
    • aspecto facial mais magro;
    • perda de suporte na região malar;
    • contornos menos definidos;
    • aparência de cansaço ou emagrecimento facial.

    Nesse padrão, o rosto parece “sumir” ou “esvaziar”. Assim, o problema principal nem sempre é o excesso de pele, mas a perda progressiva de suporte e volume.

    Envelhecimento facial com descenso dos tecidos: Heavy Face

    Outros pacientes mantêm maior volume facial ao longo da vida.

    Contudo, conforme a pele, os ligamentos e os compartimentos de gordura se modificam, os tecidos podem se deslocar em direção à parte inferior da face.

    Entre os sinais mais comuns estão:

    • queda das bochechas;
    • apagamento do contorno facial;
    • perda de definição da mandíbula;
    • formação do chamado “buldogue” facial;
    • aumento da flacidez no pescoço;
    • maior peso na região inferior do rosto;
    • aspecto facial mais pesado.

    Nesse cenário, o problema principal muitas vezes não é a falta de volume. Pelo contrário, o deslocamento e o peso dos tecidos podem exercer papel predominante.

    Qual é a diferença entre Slim Face e Heavy Face?

    Característica Slim Face Heavy Face
    Mecanismo predominante Perda de volume, suporte e sustentação Descenso, deslocamento e peso dos tecidos
    Aparência geral Rosto mais magro, fundo ou encovado Rosto mais pesado, caído ou menos definido
    Têmporas Podem apresentar afundamento Podem manter volume ou apresentar alterações menos evidentes
    Região malar Redução de projeção e suporte Descenso das bochechas
    Região dos olhos Maior profundidade e perda de sustentação Peso ou queda dos tecidos ao redor dos olhos
    Mandíbula Menor suporte estrutural Perda de definição por deslocamento dos tecidos
    Pescoço Pode apresentar pele fina e menor sustentação Pode apresentar maior peso, flacidez e excesso de tecido
    Planejamento Recuperar suporte e proporções quando indicado Melhorar firmeza, contorno e distribuição dos tecidos

    Uma pessoa pode apresentar mais de um padrão de envelhecimento facial?

    Sim. Na realidade, poucos pacientes se encaixam perfeitamente em apenas um perfil.

    É comum que uma pessoa apresente perda de volume em algumas regiões e, ao mesmo tempo, desenvolva descenso dos tecidos em outras.

    Por exemplo, o mesmo paciente pode apresentar:

    • afundamento das têmporas;
    • perda de volume na região malar;
    • olheiras mais profundas;
    • descenso da linha mandibular;
    • flacidez cervical;
    • redução da qualidade da pele.

    Por isso, protocolos fixos raramente representam a melhor estratégia.

    Quanto mais individualizada for a análise, maior tende a ser a coerência entre diagnóstico, indicação e expectativa de resultado.

    Como o envelhecimento facial acontece nas diferentes camadas?

    O rosto envelhece em várias camadas ao mesmo tempo. No entanto, a intensidade das alterações não é igual em todas elas.

    Alterações da pele no envelhecimento facial

    Com o tempo, a pele pode perder colágeno, elastina, hidratação e capacidade de reparação.

    Além disso, a exposição solar acumulada favorece manchas, vasos, rugas e alterações de textura.

    Consequentemente, a superfície pode ficar mais fina, irregular, ressecada ou flácida.

    Alterações da gordura facial

    A gordura do rosto não se comporta como uma única camada.

    Na verdade, ela se distribui em diferentes compartimentos. Enquanto alguns perdem volume, outros podem aumentar ou se deslocar.

    Essa redistribuição ajuda a explicar por que determinadas regiões ficam encovadas, enquanto outras parecem mais pesadas.

    Alterações dos ligamentos faciais

    Os ligamentos ajudam a sustentar e organizar os tecidos do rosto.

    Com o envelhecimento facial, a relação entre esses pontos de fixação e os tecidos ao redor pode se modificar.

    Consequentemente, algumas regiões perdem definição e apresentam maior deslocamento.

    Alterações musculares

    Os músculos faciais continuam atuando ao longo de toda a vida.

    Entretanto, mudanças no tônus, no padrão de movimentação e na interação entre músculos, gordura e pele influenciam a formação de rugas e a posição dos tecidos.

    Alterações ósseas no envelhecimento facial

    O esqueleto facial também passa por remodelação.

    Com isso, algumas regiões perdem suporte, projeção e estabilidade. Como resultado, os tecidos moles podem parecer menos sustentados.

    O que a ciência mostra sobre o envelhecimento facial?

    O conhecimento científico atual considera o envelhecimento facial um processo tridimensional e multicamadas.

    Portanto, a explicação baseada apenas em “perda de colágeno” é incompleta.

    Camada facial Principais mudanças relacionadas ao envelhecimento
    Pele Redução de colágeno, elastina, hidratação, espessura e capacidade de reparação
    Gordura Atrofia em alguns compartimentos, aumento ou deslocamento em outros
    Ligamentos Alterações na contenção e na sustentação dos tecidos
    Músculos Mudanças na dinâmica, no tônus e na interação com outras estruturas
    Ossos Remodelação e redução do suporte estrutural em áreas específicas

    Esse conjunto de mudanças explica por que pessoas da mesma idade podem desenvolver aparências muito diferentes.

    Além disso, reforça a necessidade de um planejamento que considere a face como um sistema integrado.

    Como é feita a avaliação do envelhecimento facial?

    Uma avaliação facial adequada não se limita a observar onde existe uma ruga ou uma dobra.

    Primeiramente, o médico procura entender o padrão geral do rosto. Em seguida, analisa as diferentes camadas, os pontos de sustentação e as prioridades do paciente.

    Entre os aspectos avaliados estão:

    • qualidade, espessura e textura da pele;
    • presença de manchas, vasos e rugas;
    • distribuição do volume facial;
    • posição dos compartimentos de gordura;
    • sustentação ligamentar;
    • estrutura óssea;
    • dinâmica muscular;
    • proporções e contornos faciais;
    • simetrias anatômicas;
    • flacidez da mandíbula e do pescoço;
    • tratamentos realizados anteriormente;
    • objetivos e expectativas do paciente.

    Somente após essa interpretação é possível elaborar um plano terapêutico personalizado.

    Essa abordagem busca tratar os mecanismos predominantes do envelhecimento, e não apenas sinais isolados.

    Quem deve fazer uma avaliação do envelhecimento facial?

    A avaliação pode ser útil para pessoas que perceberam mudanças progressivas no rosto, mas não sabem exatamente qual tratamento faz sentido.

    Ela também pode beneficiar quem apresenta:

    • perda de definição da mandíbula;
    • rosto mais fundo ou encovado;
    • afundamento das têmporas;
    • queda das bochechas;
    • olheiras mais profundas;
    • flacidez facial ou cervical;
    • alteração da textura da pele;
    • sensação de rosto cansado ou pesado;
    • resultados insatisfatórios com tratamentos anteriores;
    • dúvida entre diferentes tecnologias e procedimentos.

    Além disso, a avaliação pode ajudar pacientes que desejam planejar cuidados de forma progressiva, evitando decisões impulsivas baseadas apenas em tendências.

    Quando iniciar o tratamento do envelhecimento facial?

    Não existe uma idade universal para começar.

    O momento depende das alterações presentes, da percepção do paciente, dos hábitos de vida e dos objetivos individuais.

    Em alguns casos, a estratégia prioriza prevenção de danos e melhora da qualidade da pele. Em outros, o foco envolve recuperar suporte, firmeza, volume ou contorno.

    Portanto, a indicação deve se basear no que o rosto apresenta, e não apenas na idade registrada no documento.

    O melhor tratamento para envelhecimento facial depende do diagnóstico

    Muitos pacientes chegam à consulta perguntando diretamente sobre um equipamento.

    Entre as dúvidas mais frequentes estão:

    Entretanto, essas perguntas deveriam vir depois da análise anatômica.

    Cada tecnologia atua de maneira diferente. Algumas melhoram textura e qualidade da pele. Outras estimulam colágeno. Determinadas técnicas recuperam suporte ou volume, enquanto outras buscam firmeza e definição.

    Além disso, alguns pacientes se beneficiam de tratamentos combinados e organizados em etapas.

    Assim, o procedimento deve ser escolhido depois do diagnóstico, nunca antes.

    Quais tratamentos podem fazer parte do plano para envelhecimento facial?

    O plano varia conforme as alterações identificadas. Portanto, nem todos os pacientes precisam das mesmas técnicas.

    Dependendo do caso, o planejamento pode incluir:

    • fotoproteção e cuidados dermatológicos;
    • rotina personalizada de skincare;
    • toxina botulínica;
    • bioestimuladores de colágeno;
    • preenchedores injetáveis;
    • lasers dermatológicos;
    • radiofrequência;
    • ultrassom microfocado;
    • tecnologias para firmeza e qualidade da pele;
    • tratamentos para pescoço e linha mandibular;
    • procedimentos combinados;
    • abordagens cirúrgicas, quando indicadas por profissional habilitado.

    Entretanto, a existência de várias opções não significa que todas devam ser utilizadas.

    O objetivo é selecionar apenas aquilo que apresenta indicação coerente, benefício provável e relação favorável entre risco e resultado.

    Preenchimento facial é indicado para todo tipo de envelhecimento?

    Não. O preenchimento pode ser útil quando existe perda de suporte ou volume em regiões específicas.

    Contudo, ele não representa uma solução universal para flacidez.

    Em um rosto que já apresenta maior peso ou volume, a aplicação inadequada pode aumentar a sensação de face pesada, distorcer proporções ou reduzir a naturalidade.

    Por outro lado, evitar completamente a recuperação de suporte em um rosto muito esvaziado também pode limitar o resultado.

    Portanto, a indicação depende da anatomia, do padrão de envelhecimento facial, da região tratada e dos objetivos do paciente.

    Bioestimulador resolve todos os padrões de envelhecimento facial?

    Não. Os bioestimuladores de colágeno podem melhorar firmeza e qualidade da pele quando recebem indicação adequada.

    Entretanto, eles não corrigem todos os mecanismos do envelhecimento.

    Quando a queixa decorre principalmente de perda de suporte ósseo, redução de volume ou descenso importante dos tecidos, apenas estimular colágeno pode não ser suficiente.

    Além disso, rostos mais pesados exigem cautela em relação ao produto, à diluição, à quantidade e às regiões tratadas.

    Assim, o bioestimulador deve integrar uma estratégia, e não funcionar como uma resposta automática para toda queixa de flacidez.

    Lasers tratam o envelhecimento facial?

    Os lasers podem melhorar aspectos importantes da pele, como manchas, textura, poros, rugas finas e qualidade superficial.

    Entretanto, sua capacidade de corrigir perda estrutural ou deslocamento importante dos tecidos depende da tecnologia e da intensidade das alterações.

    Por isso, em alguns pacientes, o laser funciona como tratamento principal. Em outros, ele atua como parte de uma combinação mais ampla.

    Radiofrequência e ultrassom são indicados para todo rosto?

    Não. Tanto a radiofrequência quanto o ultrassom podem ser úteis em situações específicas.

    No entanto, o benefício depende da espessura da pele, da distribuição de gordura, do grau de flacidez, da região tratada e dos parâmetros utilizados.

    Além disso, tratamentos energéticos aplicados sem análise cuidadosa podem produzir resultados discretos ou inadequados para determinados perfis.

    Consequentemente, a escolha da tecnologia deve considerar o padrão anatômico e a profundidade que precisa ser tratada.

    Quais são os benefícios de um plano personalizado para envelhecimento facial?

    Um planejamento individualizado melhora a coerência entre diagnóstico e tratamento.

    Entre os principais benefícios estão:

    • seleção mais precisa das tecnologias;
    • menor risco de excesso de volume;
    • melhor distribuição dos procedimentos ao longo do tempo;
    • preservação das proporções faciais;
    • maior foco na naturalidade;
    • definição de prioridades reais;
    • combinação racional de tratamentos;
    • alinhamento entre possibilidades e expectativas.

    Além disso, um plano estruturado evita que o paciente escolha procedimentos isolados sem compreender como eles se conectam.

    Quais são as limitações dos tratamentos para envelhecimento facial?

    Nenhum tratamento interrompe completamente o envelhecimento.

    Além disso, procedimentos não cirúrgicos apresentam limites. Eles podem melhorar firmeza, textura, suporte, volume e contorno, mas não substituem cirurgias em todos os casos.

    Também não existe resposta idêntica entre pacientes.

    Os resultados variam conforme:

    • anatomia individual;
    • grau de envelhecimento;
    • qualidade da pele;
    • tipo de tecnologia;
    • produto utilizado;
    • técnica empregada;
    • resposta biológica;
    • hábitos de vida;
    • continuidade dos cuidados.

    Por isso, promessas universais, imediatas ou definitivas devem ser analisadas com cautela.

    Quais são os riscos de tratar o padrão errado?

    Quando o tratamento não corresponde ao mecanismo predominante, podem ocorrer resultados artificiais, limitados ou desproporcionais.

    Entre os possíveis problemas estão:

    • aumento do peso facial;
    • excesso de volume;
    • apagamento dos contornos;
    • mudança inadequada das proporções;
    • resultado insuficiente;
    • realização de procedimentos desnecessários;
    • frustração por expectativas incompatíveis;
    • necessidade de correções posteriores.

    Além disso, todo procedimento possui riscos próprios. Portanto, a indicação, a técnica e o acompanhamento médico influenciam diretamente a segurança.

    Quem deve evitar determinados tratamentos para envelhecimento facial?

    As contraindicações dependem do procedimento escolhido.

    De modo geral, algumas técnicas podem exigir adiamento ou cuidados especiais em casos de:

    • infecção ou inflamação ativa na área tratada;
    • doenças descompensadas;
    • alterações de coagulação;
    • uso de determinados medicamentos;
    • gestação ou amamentação, conforme o procedimento;
    • alergia conhecida a componentes utilizados;
    • histórico de complicações com tratamentos anteriores;
    • expectativas irreais;
    • condições anatômicas incompatíveis com a técnica proposta.

    Assim, a avaliação médica também serve para identificar situações em que o tratamento deve ser ajustado, adiado ou evitado.

    Quais são as alternativas aos procedimentos estéticos?

    Nem todo cuidado com o envelhecimento facial precisa começar por um procedimento.

    Dependendo do caso, medidas importantes incluem:

    • fotoproteção diária;
    • tratamento adequado de manchas e doenças da pele;
    • uso de ativos dermatológicos;
    • interrupção do tabagismo;
    • sono regular;
    • alimentação equilibrada;
    • controle de variações intensas de peso;
    • atividade física regular;
    • acompanhamento dermatológico periódico.

    Essas medidas não impedem o envelhecimento. Contudo, elas ajudam a reduzir danos evitáveis e preservam a qualidade da pele.

    O que ainda não sabemos sobre o envelhecimento facial?

    Embora a ciência tenha avançado, ainda existem limitações.

    Nem sempre é possível prever com precisão quanto cada paciente responderá a um tratamento. Além disso, ainda faltam estudos comparativos de alta qualidade para várias combinações de tecnologias, produtos e protocolos.

    Também existe grande variação entre equipamentos, técnicas e parâmetros. Portanto, os resultados de um estudo não podem ser automaticamente extrapolados para qualquer aparelho ou qualquer profissional.

    Por esse motivo, a experiência clínica deve complementar — e não substituir — a melhor evidência disponível.

    Como acontece a avaliação do envelhecimento facial no Instituto Pontello?

    No Instituto Pontello, em Londrina, a consulta busca compreender como cada estrutura facial se modificou ao longo do tempo.

    O Dr. Rubens Pontello Junior avalia não apenas a queixa visível, mas também a relação entre pele, volume, sustentação, músculos, contornos e proporções.

    Em seguida, o planejamento considera as prioridades do paciente, as limitações de cada técnica e a possibilidade de combinar tratamentos de forma progressiva.

    Assim, a estratégia não começa pelo aparelho mais novo ou pelo procedimento mais comentado. Ela começa pela interpretação do rosto.

    Perguntas frequentes sobre envelhecimento facial

    Pessoas da mesma idade apresentam o mesmo envelhecimento facial?

    Não. Genética, anatomia, exposição solar, tabagismo, variações de peso, hormônios e hábitos de vida fazem com que cada pessoa envelheça de maneira diferente.

    Toda flacidez facial significa perda de colágeno?

    Não. A perda de colágeno representa apenas uma parte do processo. Além dela, podem existir perda de sustentação, deslocamento dos tecidos, remodelação óssea e redistribuição da gordura facial.

    Existe um melhor tratamento para envelhecimento facial?

    Não existe um tratamento universal. A melhor opção depende do mecanismo predominante, da anatomia, da qualidade da pele e dos objetivos de cada paciente.

    O que significa Slim Face?

    Slim Face é uma expressão didática usada para descrever rostos que apresentam maior tendência à perda de volume, suporte e sustentação. Portanto, não se trata de um diagnóstico médico formal.

    O que significa Heavy Face?

    Heavy Face é uma expressão didática utilizada para explicar rostos com maior volume e tendência ao descenso ou ao peso dos tecidos. Da mesma forma, não corresponde a um diagnóstico médico formal.

    Uma pessoa pode apresentar Slim Face e Heavy Face ao mesmo tempo?

    Sim. Um paciente pode apresentar afundamento das têmporas e perda de volume malar, enquanto também desenvolve descenso na mandíbula e no pescoço.

    Quem tem Heavy Face não pode fazer preenchimento?

    Não existe essa regra absoluta. Em alguns casos, pequenas correções estruturais podem ser úteis. Entretanto, a aplicação indiscriminada de volume pode aumentar o peso facial. Por isso, a indicação deve ser individualizada.

    Quem tem Slim Face precisa necessariamente de preenchimento?

    Não. Embora a perda de suporte possa justificar o uso de preenchedores em determinados casos, outras estratégias também podem ser necessárias ou mais adequadas.

    É possível impedir o envelhecimento facial?

    Não. O envelhecimento faz parte da biologia humana. Entretanto, fotoproteção, hábitos saudáveis, cuidados dermatológicos e tratamentos bem indicados podem reduzir danos e melhorar a qualidade da pele ao longo do tempo.

    Qual profissional deve avaliar o envelhecimento facial?

    A avaliação deve ser realizada por médico habilitado, com conhecimento da anatomia facial, das doenças da pele, das tecnologias disponíveis e dos riscos de cada procedimento.

    O tratamento do envelhecimento facial precisa ser contínuo?

    Em geral, o planejamento exige acompanhamento. Isso ocorre porque o envelhecimento continua e os resultados dos procedimentos não são permanentes. Entretanto, a frequência varia conforme o tratamento e as necessidades individuais.

    Tratamentos combinados são sempre melhores?

    Não. Combinar procedimentos pode ser útil quando diferentes mecanismos precisam ser tratados. Contudo, realizar várias técnicas sem indicação clara não melhora necessariamente o resultado e pode aumentar custos, riscos e tempo de recuperação.

    Conclusão: o tratamento do envelhecimento facial começa pelo diagnóstico

    O envelhecimento facial faz parte da vida. Entretanto, a forma como ele acontece varia de uma pessoa para outra.

    Por esse motivo, duas pessoas da mesma idade podem apresentar queixas parecidas e, ainda assim, precisar de estratégias completamente diferentes.

    Antes de escolher um procedimento, é fundamental compreender quais estruturas perderam suporte, quais tecidos se deslocaram, como está a qualidade da pele e quais resultados podem ser alcançados com segurança.

    Portanto, a melhor estratégia dificilmente começa por um aparelho. Ela começa por uma avaliação criteriosa.

    No Instituto Pontello, em Londrina, o Dr. Rubens Pontello Junior realiza uma análise individualizada do envelhecimento facial para definir um plano terapêutico baseado na anatomia, nas necessidades e nos objetivos de cada paciente.

    O objetivo não é transformar todos os rostos da mesma maneira. Pelo contrário, é preservar a identidade, respeitar as proporções e tratar cada paciente de acordo com a forma como ele realmente envelheceu.

    Autoria e revisão médica

    Dr. Rubens Pontello Junior — Dermatologista, CRM-PR 24.645 | RQE 2.050, diretor técnico do Instituto Pontello.

    Conflitos de interesse: o Dr. Rubens Pontello Junior declara não possuir conflitos de interesse relacionados ao conteúdo deste artigo.

  • XERF: como funciona a radiofrequência monopolar de dupla frequência

    XERF: como funciona a radiofrequência monopolar de dupla frequência

    O que é o XERF?

    O XERF é um sistema de radiofrequência monopolar de dupla frequência, desenvolvido para tratar a flacidez e melhorar progressivamente a firmeza da pele. A tecnologia combina duas frequências de radiofrequência — uma de 6,78 MHz e outra de 2 MHz — com um sistema de resfriamento da superfície da pele.

    Embora utilize um princípio já consolidado na dermatologia, a radiofrequência monopolar, o XERF representa uma nova geração desse recurso: seu sistema busca distribuir o aquecimento de maneira mais uniforme e em diferentes profundidades, além de favorecer maior conforto durante a aplicação.

    Nos últimos meses, a tecnologia ganhou visibilidade internacional, inclusive na imprensa e nas redes sociais, o que aumentou o interesse de pacientes por esse tipo de tratamento. Popularidade, porém, não é sinônimo de indicação correta — por isso este artigo se concentra no que a tecnologia é, como funciona e em que situações ela pode (ou não) fazer sentido, e não na repercussão que recebeu.

    No Instituto Pontello, em Londrina, o Dr. Rubens Pontello Junior avalia cada tecnologia com critério antes de incorporá-la aos protocolos da clínica — considerando as evidências científicas disponíveis, o mecanismo de ação, a segurança e o benefício potencial para os pacientes. Foi esse processo que levou à incorporação do XERF.

    Como o XERF funciona?

    Com o passar dos anos, o organismo reduz gradualmente a produção de colágeno e elastina, e a pele perde parte da sustentação, da resistência e da elasticidade. Esse processo costuma aparecer primeiro como linhas finas e, mais tarde, como perda de definição do contorno facial.

    O XERF utiliza radiofrequência para gerar um aquecimento controlado nos tecidos, em diferentes profundidades da pele. Esse estímulo térmico pode favorecer respostas biológicas relacionadas à reorganização das fibras de colágeno existentes e à formação de novas fibras ao longo do tempo. Enquanto a energia atua nos tecidos, o sistema de resfriamento protege a superfície da pele, o que contribui para o conforto e para o controle da aplicação.

    O XERF não é um preenchimento e não tem como objetivo aumentar o volume do rosto. A proposta é estimular uma melhora progressiva da firmeza, da elasticidade e da qualidade da pele — um processo biológico que acompanha o tempo de resposta do próprio organismo, e não uma transformação imediata.

    O que diferencia o XERF de outras radiofrequências?

    Nem todos os equipamentos de radiofrequência funcionam da mesma forma. Existem diferenças na frequência utilizada, na distribuição do calor, no sistema de resfriamento e nas possibilidades de ajuste dos parâmetros.

    O XERF se diferencia por combinar duas frequências de radiofrequência monopolar (6,78 MHz e 2 MHz) com um sistema de controle térmico, o que permite distribuir a energia de forma diferente ao longo da espessura da pele, em vez de concentrá-la em um único plano. Isso amplia as possibilidades de ajuste dentro do planejamento — mas não significa, por si só, um resultado proporcionalmente maior: a resposta depende de como cada tecido reage ao estímulo, não apenas do número de frequências envolvidas.

    O XERF não substitui automaticamente as demais tecnologias disponíveis. Em alguns pacientes, a radiofrequência pode representar a principal escolha; em outros, lasers, ultrassom microfocado, bioestimuladores ou protocolos combinados podem ser mais adequados. Por isso, o Instituto Pontello não organiza seus tratamentos a partir do equipamento mais recente: o Dr. Rubens Pontello Junior primeiro identifica as principais alterações presentes na pele do paciente, para só então definir quais recursos podem atuar de forma complementar.

    Quais áreas podem ser tratadas com o XERF?

    O XERF pode ser utilizado em regiões que apresentam perda de firmeza e redução da qualidade da pele, entre elas:

    • rosto;
    • linha da mandíbula;
    • região abaixo do queixo;
    • pescoço;
    • colo;
    • determinadas áreas corporais, conforme avaliação médica.

    Cada região exige parâmetros e objetivos específicos — a presença de flacidez não significa que todas as áreas devam receber o mesmo protocolo. O planejamento realizado pelo Dr. Rubens Pontello Junior considera tanto a região tratada quanto a causa predominante da alteração.

    Quem pode se beneficiar do XERF?

    Em geral, o tratamento pode beneficiar homens e mulheres que começam a perceber perda de firmeza, redução da elasticidade ou alteração do contorno facial, incluindo queixas como mandíbula menos definida, flacidez facial leve a moderada, pele mais fina e menos firme, rugas finas, perda de sustentação no pescoço e aspecto cansado associado à perda de qualidade da pele.

    Nem toda flacidez tem a mesma origem: algumas pessoas apresentam perda predominante de colágeno, enquanto outras têm excesso de pele, redução de volume ou alterações mais profundas de sustentação — e mais de um fator pode estar presente na mesma pessoa. Por isso, duas pessoas com idade e queixas semelhantes podem receber indicações completamente diferentes, e a consulta com o Dr. Rubens Pontello Junior é a etapa que define se o XERF deve atuar sozinho ou em associação com outros tratamentos.

    Quem não deve realizar o XERF?

    Embora seja um procedimento não cirúrgico, o XERF não é indicado automaticamente para todas as pessoas. De modo geral, o tratamento deve ser evitado durante a gestação e em regiões com infecção, feridas abertas ou inflamação ativa. Pacientes com marcapasso, outros dispositivos eletrônicos implantáveis ou determinados implantes metálicos precisam informar essas condições durante a consulta, assim como outras doenças ou tratamentos em andamento.

    Pacientes com excesso acentuado de pele também podem não alcançar, apenas com radiofrequência, o resultado que esperam. Nessas situações, o Dr. Rubens Pontello Junior explica as limitações do método e apresenta alternativas mais compatíveis com o caso.

    O que os estudos científicos mostram até agora?

    A radiofrequência monopolar tem uma trajetória consolidada no tratamento da flacidez leve e moderada. Já o XERF, especificamente, é uma tecnologia recente — por isso a literatura científica dedicada a ele ainda é limitada, mas já existem estudos publicados em periódicos revisados por pares:

    • Um estudo prospectivo multicêntrico, com 39 pacientes em quatro centros, avaliou o uso do XERF para flacidez facial e definição do terço inferior da face, com duas sessões de tratamento espaçadas em quatro semanas. Aos 90 dias, 92,3% dos participantes apresentaram melhora clinicamente relevante pela Escala de Avaliação Estética Global (GAIS), sem eventos adversos duradouros registrados.
    • Um estudo retrospectivo, com 16 mulheres, avaliou os efeitos de uma aplicação única de XERF e encontrou elevação discreta da sobrancelha (entre 1,1 e 1,4 mm) e redistribuição volumétrica na região tratada, além de percepção subjetiva de rejuvenescimento pelas próprias pacientes.
    • Um estudo clínico realizado na Coreia do Sul, com 20 mulheres, avaliou a segurança e a eficácia de um dispositivo de radiofrequência monopolar de dupla frequência para sinais de fotoenvelhecimento facial, com avaliadores de imagem cegados para o resultado, e não registrou eventos adversos relevantes.
    • Um estudo de modelagem computacional e análise histológica investigou como as frequências de 6,78 MHz e 2 MHz se comportam nos tecidos, mostrando efeitos térmicos em diferentes profundidades e remodelação da matriz extracelular, sem sinais de morte de adipócitos.

    Esses estudos são importantes porque tratam especificamente do XERF (e não apenas do princípio geral da radiofrequência), mas ainda têm limitações relevantes: amostras pequenas (16 a 39 participantes), a maioria sem grupo controle, sem placebo ou cegamento completo, e acompanhamento de curto a médio prazo. Ou seja: existe mecanismo plausível e sinais clínicos preliminares favoráveis, mas isso ainda é diferente de uma base de evidência robusta e de longo prazo — o que é esperado para uma tecnologia recente, e reforça por que a indicação deve continuar sendo individualizada e conduzida por avaliação médica.

    Além dos estudos independentes, a fabricante do equipamento também disponibiliza material técnico institucional descrevendo o sistema de dupla frequência. Esse tipo de documentação é útil para especificações técnicas do equipamento, mas não substitui — e não deve ser confundido com — evidência clínica independente.

    Quais resultados podem ser esperados?

    O objetivo do XERF é melhorar progressivamente a firmeza, a elasticidade e a qualidade da pele. Alguns pacientes percebem uma mudança inicial pouco tempo depois da aplicação, mas a remodelação do colágeno exige tempo — por isso a evolução costuma acontecer ao longo das semanas e dos meses seguintes, com melhora do contorno facial, redução discreta da flacidez e aparência mais firme e descansada entre os possíveis benefícios.

    O resultado varia conforme a idade, a qualidade da pele, o grau de flacidez, os hábitos de vida e a resposta individual ao tratamento. O XERF não substitui uma cirurgia quando existe excesso importante de pele. Por isso, o Dr. Rubens Pontello Junior alinha as expectativas antes do procedimento e explica quais mudanças são plausíveis em cada caso.

    Por que realizar o XERF com o Dr. Rubens Pontello Junior?

    O acesso a uma tecnologia moderna representa apenas o começo do tratamento. Para alcançar um resultado coerente, o médico precisa compreender a anatomia do paciente, identificar as causas da flacidez e ajustar a energia de acordo com cada região — além de reconhecer quando o XERF pode atuar sozinho e quando uma combinação de tratamentos faz mais sentido.

    O Dr. Rubens Pontello Junior reúne experiência em dermatologia estética, conhecimento anatômico e acesso a diferentes tecnologias dentro do Instituto Pontello, o que permite construir uma estratégia compatível com as necessidades de cada paciente, em vez de adaptar todos os casos ao mesmo protocolo.

    Em Londrina, o XERF faz parte dos planejamentos do Dr. Rubens Pontello Junior, dermatologista (CRM-PR 24.645 | RQE 2.050), e está disponível no Instituto Pontello. Mais do que adquirir um equipamento novo, a proposta é compreender quando essa tecnologia pode contribuir de forma concreta para cada paciente — por isso toda indicação começa com uma avaliação médica individual.

    Se você deseja entender se o XERF é indicado para o seu caso, agende uma avaliação com o Dr. Rubens Pontello Junior no Instituto Pontello, em Londrina.

    Perguntas frequentes

    O que é o XERF?

    É um sistema de radiofrequência monopolar de dupla frequência (6,78 MHz e 2 MHz) usado para tratar a flacidez e melhorar progressivamente a firmeza da pele, estimulando a remodelação do colágeno.

    Como funciona o XERF?

    O equipamento gera calor controlado nos tecidos em diferentes profundidades, o que pode estimular a reorganização do colágeno existente e a formação de novas fibras ao longo do tempo, enquanto um sistema de resfriamento protege a superfície da pele.

    Para quem o XERF pode ser indicado?

    Para pessoas com sinais leves a moderados de flacidez e perda de firmeza no rosto, na mandíbula, no pescoço ou no colo. A indicação depende de avaliação médica individual, já que a origem da flacidez varia de paciente para paciente.

    O procedimento dói?

    A tecnologia foi desenvolvida com um sistema de resfriamento pensado para tornar a aplicação mais confortável, mas a sensação varia de pessoa para pessoa e conforme a região tratada. Estudos publicados relatam desconforto leve a moderado durante a aplicação, sem eventos adversos relevantes.

    Existe tempo de recuperação?

    Por ser um procedimento não cirúrgico, em geral não exige afastamento das atividades habituais. Pode haver vermelhidão temporária na região tratada logo após a aplicação, que tende a diminuir em poucas horas.

    Quantas sessões são necessárias?

    Varia conforme o planejamento definido na consulta. Em um dos estudos publicados, o protocolo utilizado envolveu duas sessões espaçadas em quatro semanas — mas o número ideal para cada paciente depende da avaliação individual feita pelo médico.

    Quando os resultados aparecem?

    Alguns pacientes percebem mudanças iniciais logo após a aplicação, mas como o efeito depende da remodelação do colágeno, a evolução mais consistente costuma ocorrer ao longo de semanas a poucos meses.

    Referências científicas

    Bhatia AC, Weiss RA, Wang J, DiBernardo B. Clinical Outcomes Following Dual-Frequency Noninvasive Monopolar Radiofrequency Treatment for Facial Laxity and Lower Face Lifting: A Prospective Multicenter Study. Cureus. 2026;18(3):e104546. doi:10.7759/cureus.104546

    Erlich G, Dahan E, Wolf Y. Objective and subjective retrospective evaluation of XERF, a novel single-shot dual-frequency non-invasive monopolar radiofrequency. Lasers in Medical Science. 2026;41(1):194. doi:10.1007/s10103-026-04996-0

    Hwang JK. Evaluation of the clinical safety and efficacy of a noninvasive dual-frequency monopolar radiofrequency device in the treatment of facial photoaging sequelae in Republic of Korea: a clinical study. Medical Lasers. 2025;14(1):23-30. doi:10.25289/ML.24.035

    Ko K, Ryu HG, Park J, Kim W, Kim S, Ko J, Cho SB. Computational modeling and histologic analysis of 6.78- and 2-MHz monopolar radiofrequency-induced thermal reactions. Lasers in Medical Science. 2025;40(1):501. doi:10.1007/s10103-025-04746-8

    Documentação técnica do fabricante (não constitui evidência clínica independente): Cynosure Lutronic. Comunicado institucional sobre o sistema de radiofrequência monopolar de dupla frequência.

    Autoria, revisão médica e transparência

    Conteúdo médico e revisão: Dr. Rubens Pontello Junior — CRM-PR 24.645 | RQE 2.050 · perfil profissional
    Área de atuação: Dermatologia e Cosmiatria
    Produção editorial: Equipe de Conteúdo do Instituto Pontello, Londrina — Paraná
    Publicado em: 25 de julho de 2026 · Última revisão editorial: 10 de setembro de 2026
    Próxima revisão programada: setembro de 2027
    Transparência: o Instituto Pontello utiliza o XERF em sua prática clínica, o que representa um potencial conflito de interesse na avaliação desta tecnologia específica. Por isso a indicação segue os critérios clínicos descritos neste artigo, e não a disponibilidade do equipamento.

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