Olheiras: tipos, causas e o que cada tratamento pode fazer

Dermatologia · Londrina

Em poucas palavras

Olheira não é uma coisa só. A região abaixo dos olhos pode escurecer por excesso de pigmento, por vasos que aparecem através de uma pele fina, por sombra causada pela perda de volume ou por bolsas e flacidez. Muitas vezes esses fatores aparecem juntos [1][2].

Cada tipo responde a um tratamento diferente. Preenchimento ajuda quando o problema é volume; cremes e peelings atuam no pigmento; alguns lasers ajudam em casos pigmentados e vasculares; e a cirurgia é a opção quando sobra pele ou há bolsas marcadas [2]. Por isso, o primeiro passo é descobrir qual é o seu tipo.

Se as olheiras incomodam você, a consulta identifica o que predomina no seu caso e quais opções fazem sentido, inclusive quando a melhor decisão é não tratar.

Consultas com o Dr. Rubens Pontello Junior no Instituto Pontello, em Londrina.

O que são olheiras

Olheira é o nome popular para o escurecimento ou a sombra da região abaixo dos olhos. Ela resulta de vários fatores ao mesmo tempo: a anatomia profunda do rosto, mudanças nos tecidos moles com a idade e características da própria pele [1].

É uma queixa estética muito comum e, na maioria das vezes, não indica doença. Ainda assim, o tratamento só funciona quando se entende de onde vem a cor ou a sombra, porque o que melhora um tipo pode não fazer diferença em outro [2].

Os tipos de olheira

As revisões científicas costumam separar as olheiras em quatro grupos, que podem se combinar na mesma pessoa [1][2][3]:

Tipo Como costuma aparecer O que está por trás
Pigmentada Tom acastanhado, mais comum em peles morenas Excesso de melanina na pele da pálpebra
Vascular Tom arroxeado ou azulado, que pode piorar com cansaço Pele fina que deixa ver vasos e músculo logo abaixo
Estrutural (sombra) Sulco fundo entre a pálpebra e a bochecha Perda de volume e anatomia da região, que criam sombra
Por bolsas ou flacidez Volume abaixo dos olhos ou excesso de pele Bolsas de gordura e perda de firmeza da pálpebra

Na olheira mista, mais de um desses componentes está presente. É a situação mais comum e a que mais exige um plano combinado.

O que causa ou piora as olheiras

  • Genética e anatomia: o formato dos ossos e a espessura da pele da região são, em grande parte, herdados [1].
  • Envelhecimento: com o tempo, a região perde volume e firmeza, o que aprofunda o sulco e realça a sombra [1].
  • Exposição ao sol: estimula a produção de pigmento e piora as olheiras pigmentadas.
  • Coçar e esfregar os olhos: comum em quem tem alergia ou dermatite, pode escurecer a pele com o tempo.
  • Cansaço e noites mal dormidas: costumam deixar as olheiras mais aparentes, mas raramente são a causa principal.

Tratamento para cada tipo

Uma revisão sistemática de 39 estudos resumiu o que tende a funcionar em cada situação [2]:

  • Perda de volume: preenchedores e enxerto de gordura são as opções mais eficazes.
  • Excesso de pele: a cirurgia das pálpebras (blefaroplastia) é a melhor indicação. Nesses casos, o Dr. Rubens Pontello Junior orienta e encaminha ao cirurgião.
  • Pigmento: cremes clareadores e peelings químicos são úteis, sempre com fotoproteção diária.
  • Pigmento e componente vascular: lasers trazem benefício leve a moderado.

Os próprios autores lembram que a qualidade das evidências ainda é limitada, e que os resultados devem ser interpretados com cautela [2]. Na prática, isso significa ajustar expectativas: o objetivo é suavizar e equilibrar a região, não apagar qualquer sinal de cor ou sombra.

O Dr. Rubens Pontello Junior trata olheiras com preenchimento, quando há perda de volume, e com a indicação de tecnologias para a qualidade da pele e o pigmento, conforme a avaliação. A flacidez da pálpebra é tratada em detalhe no artigo sobre flacidez palpebral.

Preenchimento de olheiras: o que mostram os estudos

O preenchimento com ácido hialurônico é a técnica mais estudada para o sulco abaixo dos olhos. Uma meta-análise com 31 estudos e 2.556 participantes encontrou satisfação de 91% [4]. Os efeitos adversos mais frequentes foram inchaço (19%) e hematomas (18%). Vermelhidão (7%), irregularidades ou caroços (5%) e um tom azulado sob a pele, chamado efeito Tyndall (cerca de 1%), foram menos comuns [4].

Também existem complicações tardias. Uma revisão de casos publicados descreveu inchaço persistente, nódulos e migração do produto, que surgiram em média mais de um ano após a aplicação [5]. Por isso, a região exige técnica cuidadosa, quantidade conservadora de produto e acompanhamento.

Complicações vasculares, como a obstrução de um vaso, são raras, mas podem ser graves no rosto. Quem aplica preenchedores precisa conhecer a anatomia e saber como prevenir e conduzir essas situações [6].

Nem toda olheira deve ser preenchida. Quando há bolsas de gordura salientes, pele muito fina ou tendência a inchaço na região, o preenchimento pode não ser a melhor escolha. A avaliação define isso antes de qualquer aplicação.

A duração do resultado depende do produto, da quantidade aplicada e de cada organismo. A diferença entre resposta, duração e manutenção está explicada em quanto tempo dura a harmonização facial. Detalhes sobre o produto em si estão na página de preenchimento com ácido hialurônico.

Como é a avaliação

Na consulta, o Dr. Rubens Pontello Junior examina a região sob diferentes ângulos e iluminações, observa a cor e a espessura da pele, o volume e a presença de bolsas ou excesso de pele. A partir disso, explica qual componente predomina e quais opções fazem sentido, inclusive quando a melhor conduta é não intervir ou encaminhar para cirurgia.

Quer entender o tipo da sua olheira e o que pode melhorar no seu caso?

Consultas com o Dr. Rubens Pontello Junior no Instituto Pontello, em Londrina.

Perguntas frequentes

Olheira tem cura?

Depende do tipo. Olheiras causadas por perda de volume ou por bolsas podem melhorar bastante com o tratamento adequado. As pigmentadas e vasculares costumam ser controladas, e não eliminadas, e exigem cuidados contínuos, como a fotoproteção.

Creme para olheira funciona?

Cremes e peelings ajudam principalmente nas olheiras pigmentadas [2]. Eles não corrigem a sombra causada por perda de volume nem as bolsas.

Preenchimento de olheira é seguro?

Em estudos, a maioria dos efeitos adversos foi leve e passageira, como inchaço e hematomas [4]. Complicações tardias e vasculares são raras, mas existem [5][6]. Por isso a indicação e a técnica precisam ser criteriosas.

Quanto tempo dura o preenchimento de olheiras?

Não há um prazo único. A duração varia conforme o produto, a quantidade e a resposta de cada pessoa, e é discutida na consulta.

Dormir bem acaba com a olheira?

Dormir bem pode deixar a região com aspecto menos cansado, mas não muda a anatomia, a espessura da pele nem o pigmento, que são as causas principais na maioria das pessoas.

Quando a olheira merece atenção médica?

Quando surge de repente, aparece de um lado só, vem com inchaço persistente, coceira ou alteração da pele. Nesses casos, vale uma consulta para investigar a causa.

Referências

  1. Vrcek I, Ozgur O, Nakra T. Infraorbital dark circles: a review of the pathogenesis, evaluation and treatment. J Cutan Aesthet Surg. 2016;9(2):65-72. DOI: 10.4103/0974-2077.184046
  2. Michelle L, Pouldar Foulad D, Ekelem C, Saedi N, Mesinkovska NA. Treatments of periorbital hyperpigmentation: a systematic review. Dermatol Surg. 2021;47(1):70-74. DOI: 10.1097/DSS.0000000000002484
  3. Pissaridou MK, Ghanem A, Lowe N. Periorbital discolouration diagnosis and treatment: evidence-based review. J Cosmet Laser Ther. 2020;22(6-8):217-225. DOI: 10.1080/14764172.2021.1899238
  4. Liu X, Gao Y, Ma J, Li J. The efficacy and safety of hyaluronic acid injection in tear trough deformity: a systematic review and meta-analysis. Aesthetic Plast Surg. 2024;48(3):478-490. DOI: 10.1007/s00266-023-03613-7
  5. Trinh LN, McGuigan KC, Gupta A. Delayed complications following dermal filler for tear trough augmentation: a systematic review. Facial Plast Surg. 2022;38(3):250-259. DOI: 10.1055/s-0041-1736390
  6. Beleznay K, Carruthers JDA, Humphrey S, Carruthers A, Jones D. Update on avoiding and treating blindness from fillers: a recent review of the world literature. Aesthet Surg J. 2019;39(6):662-674. DOI: 10.1093/asj/sjz053

Autoria, revisão médica e transparência

Autoria: Dr. Rubens Pontello Junior — Dermatologista em Londrina–PR · CRM-PR 24.645 | RQE 2.050 · Diretor técnico do Instituto Pontello.
Revisão médica: Dr. Rubens Pontello Junior, em 28/10/2026.
Transparência: as informações sobre causas, evidências e segurança se apoiam nas referências acima. Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual.

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