XERF: como funciona a radiofrequência monopolar de dupla frequência

Aplicação da tecnologia XERF em radiofrequência no rosto de uma paciente, no Instituto Pontello

O que é o XERF?

O XERF é um sistema de radiofrequência monopolar de dupla frequência, desenvolvido para tratar a flacidez e melhorar progressivamente a firmeza da pele. A tecnologia combina duas frequências de radiofrequência — uma de 6,78 MHz e outra de 2 MHz — com um sistema de resfriamento da superfície da pele.

Embora utilize um princípio já consolidado na dermatologia, a radiofrequência monopolar, o XERF representa uma nova geração desse recurso: seu sistema busca distribuir o aquecimento de maneira mais uniforme e em diferentes profundidades, além de favorecer maior conforto durante a aplicação.

Nos últimos meses, a tecnologia ganhou visibilidade internacional, inclusive na imprensa e nas redes sociais, o que aumentou o interesse de pacientes por esse tipo de tratamento. Popularidade, porém, não é sinônimo de indicação correta — por isso este artigo se concentra no que a tecnologia é, como funciona e em que situações ela pode (ou não) fazer sentido, e não na repercussão que recebeu.

No Instituto Pontello, em Londrina, o Dr. Rubens Pontello Junior avalia cada tecnologia com critério antes de incorporá-la aos protocolos da clínica — considerando as evidências científicas disponíveis, o mecanismo de ação, a segurança e o benefício potencial para os pacientes. Foi esse processo que levou à incorporação do XERF.

Como o XERF funciona?

Com o passar dos anos, o organismo reduz gradualmente a produção de colágeno e elastina, e a pele perde parte da sustentação, da resistência e da elasticidade. Esse processo costuma aparecer primeiro como linhas finas e, mais tarde, como perda de definição do contorno facial.

O XERF utiliza radiofrequência para gerar um aquecimento controlado nos tecidos, em diferentes profundidades da pele. Esse estímulo térmico pode favorecer respostas biológicas relacionadas à reorganização das fibras de colágeno existentes e à formação de novas fibras ao longo do tempo. Enquanto a energia atua nos tecidos, o sistema de resfriamento protege a superfície da pele, o que contribui para o conforto e para o controle da aplicação.

O XERF não é um preenchimento e não tem como objetivo aumentar o volume do rosto. A proposta é estimular uma melhora progressiva da firmeza, da elasticidade e da qualidade da pele — um processo biológico que acompanha o tempo de resposta do próprio organismo, e não uma transformação imediata.

O que diferencia o XERF de outras radiofrequências?

Nem todos os equipamentos de radiofrequência funcionam da mesma forma. Existem diferenças na frequência utilizada, na distribuição do calor, no sistema de resfriamento e nas possibilidades de ajuste dos parâmetros.

O XERF se diferencia por combinar duas frequências de radiofrequência monopolar (6,78 MHz e 2 MHz) com um sistema de controle térmico, o que permite distribuir a energia de forma diferente ao longo da espessura da pele, em vez de concentrá-la em um único plano. Isso amplia as possibilidades de ajuste dentro do planejamento — mas não significa, por si só, um resultado proporcionalmente maior: a resposta depende de como cada tecido reage ao estímulo, não apenas do número de frequências envolvidas.

O XERF não substitui automaticamente as demais tecnologias disponíveis. Em alguns pacientes, a radiofrequência pode representar a principal escolha; em outros, lasers, ultrassom microfocado, bioestimuladores ou protocolos combinados podem ser mais adequados. Por isso, o Instituto Pontello não organiza seus tratamentos a partir do equipamento mais recente: o Dr. Rubens Pontello Junior primeiro identifica as principais alterações presentes na pele do paciente, para só então definir quais recursos podem atuar de forma complementar.

Quais áreas podem ser tratadas com o XERF?

O XERF pode ser utilizado em regiões que apresentam perda de firmeza e redução da qualidade da pele, entre elas:

  • rosto;
  • linha da mandíbula;
  • região abaixo do queixo;
  • pescoço;
  • colo;
  • determinadas áreas corporais, conforme avaliação médica.

Cada região exige parâmetros e objetivos específicos — a presença de flacidez não significa que todas as áreas devam receber o mesmo protocolo. O planejamento realizado pelo Dr. Rubens Pontello Junior considera tanto a região tratada quanto a causa predominante da alteração.

Quem pode se beneficiar do XERF?

Em geral, o tratamento pode beneficiar homens e mulheres que começam a perceber perda de firmeza, redução da elasticidade ou alteração do contorno facial, incluindo queixas como mandíbula menos definida, flacidez facial leve a moderada, pele mais fina e menos firme, rugas finas, perda de sustentação no pescoço e aspecto cansado associado à perda de qualidade da pele.

Nem toda flacidez tem a mesma origem: algumas pessoas apresentam perda predominante de colágeno, enquanto outras têm excesso de pele, redução de volume ou alterações mais profundas de sustentação — e mais de um fator pode estar presente na mesma pessoa. Por isso, duas pessoas com idade e queixas semelhantes podem receber indicações completamente diferentes, e a consulta com o Dr. Rubens Pontello Junior é a etapa que define se o XERF deve atuar sozinho ou em associação com outros tratamentos.

Quem não deve realizar o XERF?

Embora seja um procedimento não cirúrgico, o XERF não é indicado automaticamente para todas as pessoas. De modo geral, o tratamento deve ser evitado durante a gestação e em regiões com infecção, feridas abertas ou inflamação ativa. Pacientes com marcapasso, outros dispositivos eletrônicos implantáveis ou determinados implantes metálicos precisam informar essas condições durante a consulta, assim como outras doenças ou tratamentos em andamento.

Pacientes com excesso acentuado de pele também podem não alcançar, apenas com radiofrequência, o resultado que esperam. Nessas situações, o Dr. Rubens Pontello Junior explica as limitações do método e apresenta alternativas mais compatíveis com o caso.

O que os estudos científicos mostram até agora?

A radiofrequência monopolar tem uma trajetória consolidada no tratamento da flacidez leve e moderada. Já o XERF, especificamente, é uma tecnologia recente — por isso a literatura científica dedicada a ele ainda é limitada, mas já existem estudos publicados em periódicos revisados por pares:

  • Um estudo prospectivo multicêntrico, com 39 pacientes em quatro centros, avaliou o uso do XERF para flacidez facial e definição do terço inferior da face, com duas sessões de tratamento espaçadas em quatro semanas. Aos 90 dias, 92,3% dos participantes apresentaram melhora clinicamente relevante pela Escala de Avaliação Estética Global (GAIS), sem eventos adversos duradouros registrados.
  • Um estudo retrospectivo, com 16 mulheres, avaliou os efeitos de uma aplicação única de XERF e encontrou elevação discreta da sobrancelha (entre 1,1 e 1,4 mm) e redistribuição volumétrica na região tratada, além de percepção subjetiva de rejuvenescimento pelas próprias pacientes.
  • Um estudo clínico realizado na Coreia do Sul, com 20 mulheres, avaliou a segurança e a eficácia de um dispositivo de radiofrequência monopolar de dupla frequência para sinais de fotoenvelhecimento facial, com avaliadores de imagem cegados para o resultado, e não registrou eventos adversos relevantes.
  • Um estudo de modelagem computacional e análise histológica investigou como as frequências de 6,78 MHz e 2 MHz se comportam nos tecidos, mostrando efeitos térmicos em diferentes profundidades e remodelação da matriz extracelular, sem sinais de morte de adipócitos.

Esses estudos são importantes porque tratam especificamente do XERF (e não apenas do princípio geral da radiofrequência), mas ainda têm limitações relevantes: amostras pequenas (16 a 39 participantes), a maioria sem grupo controle, sem placebo ou cegamento completo, e acompanhamento de curto a médio prazo. Ou seja: existe mecanismo plausível e sinais clínicos preliminares favoráveis, mas isso ainda é diferente de uma base de evidência robusta e de longo prazo — o que é esperado para uma tecnologia recente, e reforça por que a indicação deve continuar sendo individualizada e conduzida por avaliação médica.

Além dos estudos independentes, a fabricante do equipamento também disponibiliza material técnico institucional descrevendo o sistema de dupla frequência. Esse tipo de documentação é útil para especificações técnicas do equipamento, mas não substitui — e não deve ser confundido com — evidência clínica independente.

Quais resultados podem ser esperados?

O objetivo do XERF é melhorar progressivamente a firmeza, a elasticidade e a qualidade da pele. Alguns pacientes percebem uma mudança inicial pouco tempo depois da aplicação, mas a remodelação do colágeno exige tempo — por isso a evolução costuma acontecer ao longo das semanas e dos meses seguintes, com melhora do contorno facial, redução discreta da flacidez e aparência mais firme e descansada entre os possíveis benefícios.

O resultado varia conforme a idade, a qualidade da pele, o grau de flacidez, os hábitos de vida e a resposta individual ao tratamento. O XERF não substitui uma cirurgia quando existe excesso importante de pele. Por isso, o Dr. Rubens Pontello Junior alinha as expectativas antes do procedimento e explica quais mudanças são plausíveis em cada caso.

Por que realizar o XERF com o Dr. Rubens Pontello Junior?

O acesso a uma tecnologia moderna representa apenas o começo do tratamento. Para alcançar um resultado coerente, o médico precisa compreender a anatomia do paciente, identificar as causas da flacidez e ajustar a energia de acordo com cada região — além de reconhecer quando o XERF pode atuar sozinho e quando uma combinação de tratamentos faz mais sentido.

O Dr. Rubens Pontello Junior reúne experiência em dermatologia estética, conhecimento anatômico e acesso a diferentes tecnologias dentro do Instituto Pontello, o que permite construir uma estratégia compatível com as necessidades de cada paciente, em vez de adaptar todos os casos ao mesmo protocolo.

Em Londrina, o XERF faz parte dos planejamentos do Dr. Rubens Pontello Junior, dermatologista (CRM-PR 24.645 | RQE 2.050), e está disponível no Instituto Pontello. Mais do que adquirir um equipamento novo, a proposta é compreender quando essa tecnologia pode contribuir de forma concreta para cada paciente — por isso toda indicação começa com uma avaliação médica individual.

Se você deseja entender se o XERF é indicado para o seu caso, agende uma avaliação com o Dr. Rubens Pontello Junior no Instituto Pontello, em Londrina.

Perguntas frequentes

O que é o XERF?

É um sistema de radiofrequência monopolar de dupla frequência (6,78 MHz e 2 MHz) usado para tratar a flacidez e melhorar progressivamente a firmeza da pele, estimulando a remodelação do colágeno.

Como funciona o XERF?

O equipamento gera calor controlado nos tecidos em diferentes profundidades, o que pode estimular a reorganização do colágeno existente e a formação de novas fibras ao longo do tempo, enquanto um sistema de resfriamento protege a superfície da pele.

Para quem o XERF pode ser indicado?

Para pessoas com sinais leves a moderados de flacidez e perda de firmeza no rosto, na mandíbula, no pescoço ou no colo. A indicação depende de avaliação médica individual, já que a origem da flacidez varia de paciente para paciente.

O procedimento dói?

A tecnologia foi desenvolvida com um sistema de resfriamento pensado para tornar a aplicação mais confortável, mas a sensação varia de pessoa para pessoa e conforme a região tratada. Estudos publicados relatam desconforto leve a moderado durante a aplicação, sem eventos adversos relevantes.

Existe tempo de recuperação?

Por ser um procedimento não cirúrgico, em geral não exige afastamento das atividades habituais. Pode haver vermelhidão temporária na região tratada logo após a aplicação, que tende a diminuir em poucas horas.

Quantas sessões são necessárias?

Varia conforme o planejamento definido na consulta. Em um dos estudos publicados, o protocolo utilizado envolveu duas sessões espaçadas em quatro semanas — mas o número ideal para cada paciente depende da avaliação individual feita pelo médico.

Quando os resultados aparecem?

Alguns pacientes percebem mudanças iniciais logo após a aplicação, mas como o efeito depende da remodelação do colágeno, a evolução mais consistente costuma ocorrer ao longo de semanas a poucos meses.

Referências científicas

Bhatia AC, Weiss RA, Wang J, DiBernardo B. Clinical Outcomes Following Dual-Frequency Noninvasive Monopolar Radiofrequency Treatment for Facial Laxity and Lower Face Lifting: A Prospective Multicenter Study. Cureus. 2026;18(3):e104546. doi:10.7759/cureus.104546

Erlich G, Dahan E, Wolf Y. Objective and subjective retrospective evaluation of XERF, a novel single-shot dual-frequency non-invasive monopolar radiofrequency. Lasers in Medical Science. 2026;41(1):194. doi:10.1007/s10103-026-04996-0

Hwang JK. Evaluation of the clinical safety and efficacy of a noninvasive dual-frequency monopolar radiofrequency device in the treatment of facial photoaging sequelae in Republic of Korea: a clinical study. Medical Lasers. 2025;14(1):23-30. doi:10.25289/ML.24.035

Ko K, Ryu HG, Park J, Kim W, Kim S, Ko J, Cho SB. Computational modeling and histologic analysis of 6.78- and 2-MHz monopolar radiofrequency-induced thermal reactions. Lasers in Medical Science. 2025;40(1):501. doi:10.1007/s10103-025-04746-8

Documentação técnica do fabricante (não constitui evidência clínica independente): Cynosure Lutronic. Comunicado institucional sobre o sistema de radiofrequência monopolar de dupla frequência.

Autoria, revisão médica e transparência

Conteúdo médico e revisão: Dr. Rubens Pontello Junior — CRM-PR 24.645 | RQE 2.050 · perfil profissional
Área de atuação: Dermatologia e Cosmiatria
Produção editorial: Equipe de Conteúdo do Instituto Pontello, Londrina — Paraná
Publicado em: 25 de julho de 2026 · Última revisão editorial: 10 de setembro de 2026
Próxima revisão programada: setembro de 2027
Transparência: o Instituto Pontello utiliza o XERF em sua prática clínica, o que representa um potencial conflito de interesse na avaliação desta tecnologia específica. Por isso a indicação segue os critérios clínicos descritos neste artigo, e não a disponibilidade do equipamento.

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