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    Flacidez no rosto: por que acontece e quais tratamentos realmente fazem sentido

    Por Dr. Rubens Pontello Junior — Médico dermatologista em Londrina
    CRM-PR 24.645 | RQE 2.050

    Resposta rápida

    A flacidez facial não acontece apenas porque a pele “perde colágeno”.

    O envelhecimento do rosto é um processo tridimensional. Com o passar do tempo, ocorrem mudanças na pele, nos compartimentos de gordura, nos ligamentos de sustentação, nos músculos e até nos ossos da face.

    Por isso, duas pessoas que dizem ter “flacidez” podem apresentar problemas completamente diferentes — e, consequentemente, precisar de estratégias diferentes.

    Radiofrequência, ultrassom focado, bioestimuladores de colágeno, lasers, preenchedores e outros procedimentos podem fazer parte do tratamento em situações específicas. Entretanto, nenhuma tecnologia é universalmente a melhor para flacidez facial.

    O ponto de partida é identificar qual estrutura está contribuindo para a alteração percebida no rosto.

    O que é flacidez facial?

    A palavra “flacidez” é usada para descrever várias mudanças diferentes.

    O paciente pode perceber:

    • bochechas mais baixas;
    • perda da definição da mandíbula;
    • formação ou acentuação do “bigode chinês”;
    • linhas de marionete;
    • papada;
    • pele mais fina ou enrugada;
    • pescoço menos definido;
    • sensação de que o rosto está “caindo”;
    • mudança do formato do rosto ao longo dos anos.

    Esses sinais podem aparecer juntos, mas não necessariamente possuem a mesma causa.

    É por isso que, na dermatologia, flacidez deve ser entendida mais como uma manifestação do envelhecimento do que como um diagnóstico único.

    A pergunta mais útil não é apenas:

    “Quanto de flacidez essa pessoa tem?”

    Mas:

    “Quais estruturas estão produzindo essa aparência?”

    Essa diferença muda completamente o planejamento do tratamento.

    Por que o rosto fica flácido com o envelhecimento?

    O rosto é formado por diferentes camadas que funcionam de maneira integrada.

    De forma simplificada, podemos pensar em:

    1. pele;
    2. tecido subcutâneo e compartimentos superficiais de gordura;
    3. sistema músculo-aponeurótico e musculatura;
    4. compartimentos profundos de gordura e estruturas de sustentação;
    5. esqueleto facial.

    Todas essas estruturas sofrem modificações ao longo da vida.1,4

    Por isso, o envelhecimento facial não ocorre apenas “de fora para dentro”.

    Ele também acontece de dentro para fora.

    1. A pele perde parte de sua capacidade de sustentação

    Colágeno e elastina são componentes importantes da matriz extracelular da pele.

    Com o envelhecimento, ocorrem alterações na produção, organização e degradação dessas estruturas.5–7

    A exposição solar acumulada, especialmente à radiação ultravioleta, também contribui para acelerar alterações relacionadas ao envelhecimento cutâneo.5,6

    Clinicamente, isso pode aparecer como:

    • pele mais fina;
    • menor elasticidade;
    • linhas finas;
    • textura irregular;
    • perda de firmeza;
    • rugas;
    • alterações de pigmentação.

    Mas existe um ponto fundamental:

    melhorar a qualidade da pele não necessariamente reposiciona todas as estruturas responsáveis pela mudança do contorno facial.

    A pele é apenas uma das camadas envolvidas.

    2. Os compartimentos de gordura do rosto também mudam

    A gordura facial não é uma camada homogênea distribuída igualmente pelo rosto.

    Ela está organizada em diferentes compartimentos, superficiais e profundos.3

    Esses compartimentos possuem anatomia e comportamento próprios.

    Ao longo do envelhecimento, determinadas regiões podem perder volume, enquanto outras sofrem deslocamentos ou alterações de proporção.

    Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas percebem:

    • região das têmporas mais funda;
    • olhos mais encovados;
    • perda de volume na região média da face;
    • acentuação do sulco nasogeniano;
    • formação de jowls;
    • alteração do contorno mandibular.

    Portanto, nem sempre aquilo que o paciente chama de “pele caída” corresponde apenas à pele.

    Em alguns casos, parte importante da alteração está relacionada à redistribuição ou perda de volume em planos mais profundos.

    3. Os ligamentos de sustentação participam do envelhecimento facial

    O rosto possui ligamentos que conectam e estabilizam diferentes planos dos tecidos faciais.

    Eles ajudam a manter determinadas estruturas em suas posições anatômicas.2

    O envelhecimento modifica a relação entre pele, gordura, ligamentos e estruturas profundas.

    Como consequência, determinadas transições do rosto tornam-se mais evidentes.

    Podem aparecer:

    • sulcos;
    • depressões;
    • alterações na transição entre bochecha e mandíbula;
    • perda de definição do contorno;
    • mudança na posição aparente dos tecidos.

    Essa anatomia ajuda a explicar por que simplesmente “estimular colágeno” pode não resolver todos os casos descritos como flacidez.

    4. O esqueleto facial também envelhece

    Esse é um dos aspectos menos conhecidos pelos pacientes.

    O osso não permanece exatamente igual durante toda a vida.

    O envelhecimento também envolve remodelação do esqueleto facial.1,4

    Mudanças podem ocorrer em regiões como:

    • órbitas;
    • maxila;
    • mandíbula;
    • região perioral.

    Essas estruturas funcionam como parte do suporte sobre o qual os tecidos moles estão organizados.

    Quando essa base se modifica, a relação entre pele, gordura e musculatura também pode mudar.

    Por isso, tratar envelhecimento facial olhando exclusivamente para a superfície é uma simplificação excessiva.

    5. Os músculos continuam participando da aparência do rosto

    A musculatura facial também influencia o envelhecimento.

    Alguns músculos estão continuamente envolvidos nas expressões faciais.

    Com o tempo, movimentos repetidos contribuem para linhas que inicialmente aparecem apenas durante a expressão e posteriormente podem permanecer visíveis mesmo em repouso.

    Na parte inferior do rosto e no pescoço, músculos como o platisma também podem participar de alterações do contorno mandibular e cervical.

    Isso significa que uma alteração percebida como “flacidez” pode ter componentes de:

    pele + volume + sustentação + estrutura óssea + dinâmica muscular.

    E a proporção entre esses componentes varia de pessoa para pessoa.

    Então flacidez facial não é apenas falta de colágeno?

    Não.

    A perda e a remodelação do colágeno são componentes importantes do envelhecimento cutâneo, mas não explicam isoladamente todo o envelhecimento facial.

    Esse é um dos conceitos mais importantes para compreender tratamentos de rejuvenescimento.

    Quando o problema predominante está na qualidade e firmeza da pele, estratégias voltadas à remodelação de colágeno podem fazer sentido.

    Quando existe perda estrutural de volume, a necessidade pode ser diferente.

    Quando existe excesso significativo de pele, determinados procedimentos não cirúrgicos possuem limitações.

    Quando há alteração muscular, outro mecanismo precisa ser considerado.

    E frequentemente mais de um desses fatores está presente simultaneamente.

    Por isso, a pergunta:

    “Qual é o melhor tratamento para flacidez?”

    não possui uma resposta universal.

    Quais regiões do rosto costumam mostrar flacidez primeiro?

    Isso varia conforme anatomia, genética, exposição solar, qualidade da pele, variações de peso e outros fatores.

    Entretanto, algumas regiões costumam chamar mais atenção.

    Bochechas

    Mudanças na região média da face podem alterar a transição entre pálpebra, bochecha e sulco nasogeniano.

    O paciente frequentemente descreve essa mudança dizendo que “a bochecha caiu”.

    Linha mandibular

    A mandíbula jovem costuma apresentar uma transição mais definida entre rosto e pescoço.

    Com alterações de volume, sustentação, pele e musculatura, essa linha pode ficar progressivamente menos nítida.

    É comum o paciente perceber pequenos abaulamentos próximos à mandíbula, conhecidos como jowls.

    Bigode chinês

    O sulco nasogeniano é uma estrutura anatômica normal.

    Entretanto, alterações na região média da face podem torná-lo mais evidente ao longo do envelhecimento.

    Por isso, simplesmente preencher o sulco nem sempre significa tratar o mecanismo responsável pela mudança.

    Pescoço

    No pescoço, a aparência pode envolver diferentes componentes:

    • pele;
    • gordura;
    • músculo platisma;
    • estrutura mandibular;
    • posição dos tecidos;
    • anatomia do queixo.

    Por isso, “flacidez no pescoço” também não representa um diagnóstico único.

    Leia também: Envelhecimento do pescoço e platisma: causas e tratamentos

    Papada

    A papada pode decorrer de gordura submentoniana, flacidez, anatomia mandibular, pouca projeção do queixo, alterações do platisma ou combinações desses fatores.

    Leia também: Papada: causas, tratamentos e como melhorar o contorno do rosto e do pescoço

    Por que algumas pessoas apresentam flacidez antes de outras?

    A idade cronológica é apenas um dos fatores.

    Duas pessoas de 45 anos podem apresentar padrões de envelhecimento completamente diferentes.

    Entre os fatores que podem influenciar estão:

    • genética;
    • anatomia facial;
    • formato do rosto;
    • espessura da pele;
    • exposição solar acumulada;
    • tabagismo;
    • variações importantes de peso;
    • distribuição dos compartimentos de gordura;
    • alterações hormonais;
    • qualidade da pele;
    • hábitos de vida;
    • histórico de tratamentos;
    • características individuais do esqueleto facial.

    Isso explica por que comparar o próprio envelhecimento com o de outra pessoa da mesma idade costuma ser pouco útil.

    Leia também: Envelhecimento facial: por que cada rosto precisa de uma estratégia diferente

    Emagrecer pode aumentar a aparência de flacidez no rosto?

    Pode, especialmente quando existe perda significativa ou rápida de peso.

    O rosto possui compartimentos de gordura que participam do volume e das transições faciais.

    Quando ocorre perda de volume, a relação entre o conteúdo facial e o envelope de pele pode mudar.

    Entretanto, isso não significa que emagrecer necessariamente “envelheça” todas as pessoas.

    A repercussão depende de:

    • quantidade de peso perdido;
    • velocidade da perda;
    • idade;
    • distribuição de gordura;
    • elasticidade da pele;
    • anatomia facial inicial.

    Por isso, pacientes que passaram por grandes variações de peso precisam ser avaliados considerando também essa história.

    Sol piora a flacidez?

    A exposição crônica à radiação ultravioleta é um dos principais fatores extrínsecos relacionados ao envelhecimento da pele.

    O chamado fotoenvelhecimento está associado a alterações na matriz extracelular, incluindo colágeno e elastina.5,6

    Por isso, fotoproteção não deve ser entendida apenas como estratégia para evitar manchas.

    Ela também faz parte da prevenção do envelhecimento cutâneo.

    Entretanto, novamente é importante separar os conceitos:

    fotoproteção protege a pele, mas não impede todas as alterações estruturais do envelhecimento facial.

    Existe uma idade certa para começar a tratar a flacidez?

    Não existe uma idade universal.

    Tratamento não deveria ser indicado simplesmente porque alguém completou 30, 40 ou 50 anos.

    A decisão depende de:

    • alterações presentes;
    • velocidade percebida de mudança;
    • características da pele;
    • anatomia;
    • objetivos pessoais;
    • histórico de saúde;
    • expectativa de resultado.

    Em uma pessoa mais jovem, a estratégia pode estar muito mais relacionada à prevenção do dano solar e à manutenção da qualidade da pele.

    Em outra pessoa, pode existir uma alteração estrutural que justifique outra abordagem.

    Idade ajuda a contextualizar. Não substitui diagnóstico.

    Qual é o melhor tratamento para flacidez no rosto?

    Não existe um procedimento que seja o melhor para todos os pacientes.

    A escolha depende principalmente da camada e do mecanismo predominantes.

    Entre as possibilidades que podem fazer parte de um planejamento estão:

    • cuidados dermatológicos e fotoproteção;
    • bioestimuladores de colágeno;
    • radiofrequência;
    • radiofrequência microagulhada;
    • ultrassom focado;
    • lasers;
    • preenchimentos em situações selecionadas;
    • tratamentos combinados;
    • procedimentos cirúrgicos quando existe indicação.

    Esses tratamentos não são equivalentes.

    Eles atuam por mecanismos e em profundidades diferentes.

    Radiofrequência funciona para flacidez facial?

    A radiofrequência utiliza corrente elétrica de alta frequência para gerar aquecimento controlado nos tecidos.

    Esse estímulo térmico pode desencadear processos relacionados à remodelação de colágeno.

    Revisões da literatura descrevem melhora de parâmetros relacionados à firmeza, elasticidade e laxidez em pacientes selecionados.8–10

    Entretanto, “radiofrequência” não representa um único tratamento.

    Existem diferentes equipamentos, frequências, formas de entrega de energia, profundidades, sistemas de resfriamento e protocolos.

    Por isso, resultados obtidos com uma tecnologia não devem automaticamente ser atribuídos a todas as outras.

    Na prática do Dr. Rubens Pontello Junior, diferentes tecnologias de radiofrequência podem ser consideradas conforme o objetivo e a anatomia identificados durante a avaliação.

    XERF

    O XERF é um sistema de radiofrequência monopolar que utiliza duas frequências associadas, permitindo diferentes distribuições de energia nos tecidos.

    Conheça o XERF

    Morpheus8

    O Morpheus8 combina microagulhamento com radiofrequência fracionada, permitindo entrega de energia através de microagulhas em profundidades determinadas.

    Conheça o Morpheus8

    Esses equipamentos não devem ser entendidos como concorrentes em uma lista de “qual é melhor”.

    A pergunta clínica é outra:

    qual mecanismo e qual profundidade fazem sentido para aquele tecido?

    Ultrassom focado funciona para flacidez?

    O ultrassom focado utiliza energia acústica concentrada em profundidades determinadas.

    Isso permite produzir estímulos térmicos localizados em planos específicos.

    Assim como acontece com a radiofrequência, existem diferentes equipamentos, cartuchos, profundidades e protocolos.

    O ultrassom pode fazer parte de estratégias relacionadas à sustentação e ao contorno em pacientes selecionados.11,12

    Entretanto, a profundidade e o objetivo precisam ser definidos cuidadosamente.

    Isso é particularmente relevante em rostos magros ou com perda de volume, nos quais determinados estímulos em planos inadequados podem ser indesejáveis.

    Na prática clínica do Dr. Rubens Pontello Junior, o LinearZ é uma das tecnologias de ultrassom focado disponíveis para planejamentos nos quais esse mecanismo apresenta indicação.

    Conheça o LinearZ

    Bioestimulador de colágeno funciona para flacidez?

    Bioestimuladores são substâncias injetáveis utilizadas para estimular processos relacionados à formação e remodelação de colágeno.13,14

    Podem ser considerados quando a avaliação identifica perda de firmeza ou qualidade da pele compatível com esse mecanismo.

    Entretanto, bioestimulador também não deve ser tratado como sinônimo de lifting.

    Ele atua principalmente sobre aspectos relacionados à matriz dérmica e à produção de colágeno.

    Se a principal alteração estiver relacionada a outro componente anatômico, estimular colágeno isoladamente pode não responder completamente à queixa.

    Entenda como funcionam os bioestimuladores de colágeno

    Veja também como PLLA e CaHA se diferenciam.

    Preenchimento trata flacidez?

    Não diretamente.

    Preenchedores podem ser úteis quando existe indicação de recuperar volume, suporte ou determinadas proporções faciais.

    Mas isso é diferente de simplesmente “preencher um rosto flácido”.

    Esse conceito é importante.

    Um rosto que perdeu volume em regiões estratégicas pode se beneficiar de reposição criteriosa.

    Por outro lado, adicionar volume indiscriminadamente a um rosto que já apresenta peso ou excesso de tecido pode produzir uma aparência mais pesada.

    Por isso, preenchimento não deve ser utilizado automaticamente como resposta para flacidez.

    Laser trata flacidez?

    Depende do laser e do objetivo.

    “Laser” também não representa um único tratamento.

    Existem diferentes comprimentos de onda, formas de emissão e profundidades de interação com a pele.

    Alguns recursos podem ser utilizados principalmente para textura, pigmentação ou remodelação cutânea.

    Outros podem produzir estímulos térmicos relacionados à formação de colágeno.

    Portanto, dizer apenas que alguém “fez laser para flacidez” fornece pouca informação.

    É necessário saber:

    • qual tecnologia;
    • qual comprimento de onda;
    • qual objetivo;
    • qual profundidade;
    • qual indicação.

    Dá para tratar flacidez sem cirurgia?

    Em muitos casos, é possível melhorar determinados componentes da flacidez facial com tratamentos não cirúrgicos.

    Mas existe um limite.

    Tecnologias e injetáveis não reproduzem o efeito de uma cirurgia quando existe excesso importante de pele ou deslocamento estrutural significativo.

    Esse limite precisa ser discutido antes do tratamento.

    Prometer um “lifting sem cirurgia” equivalente a um procedimento cirúrgico cria uma expectativa que nem sempre corresponde ao que as tecnologias conseguem entregar.

    Em alguns pacientes, uma melhora discreta e progressiva é exatamente o objetivo.

    Em outros, o grau de alteração pode fazer com que tratamentos não cirúrgicos tenham benefício limitado.

    Reconhecer essa diferença também faz parte de uma boa indicação.

    Uma sessão é suficiente para tratar flacidez?

    Não existe uma resposta única.

    Algumas tecnologias são utilizadas em protocolos com menor número de sessões e acompanhamento da resposta ao longo dos meses.

    Outras estratégias são planejadas em séries.

    Bioestimuladores, lasers e diferentes equipamentos também possuem protocolos próprios.

    O número de sessões depende de:

    • tecnologia utilizada;
    • intensidade e parâmetros;
    • área tratada;
    • grau de alteração;
    • objetivo;
    • resposta biológica individual;
    • combinação com outros tratamentos.

    Por isso, o número de sessões não deveria ser definido apenas pela queixa descrita por mensagem ou por uma fotografia.

    Quanto tempo demora para aparecer o resultado?

    Tratamentos que dependem de remodelação de colágeno normalmente produzem mudanças progressivas.

    O organismo precisa de tempo para responder biologicamente ao estímulo.

    Por isso, dependendo do tratamento, a evolução pode continuar ao longo de semanas ou meses.

    Também é importante distinguir:

    resultado imediato de resultado biológico tardio.

    Uma fotografia realizada logo após determinado procedimento pode refletir edema, contração transitória ou outras alterações temporárias e não necessariamente representar o resultado final.

    O acompanhamento ao longo do tempo é parte importante da avaliação.

    O resultado do tratamento para flacidez é permanente?

    Não.

    Nenhum tratamento interrompe o envelhecimento.

    Mesmo quando existe melhora, os processos biológicos relacionados ao envelhecimento continuam acontecendo.

    Exposição solar, genética, alterações hormonais, variações de peso e outros fatores continuam influenciando pele e estruturas faciais.

    Por isso, o tratamento do envelhecimento deve ser entendido mais como acompanhamento ao longo do tempo do que como uma correção definitiva realizada uma única vez.

    Combinar tratamentos é melhor?

    Não necessariamente.

    Combinar procedimentos pode fazer sentido quando existem alterações diferentes que exigem mecanismos diferentes.

    Por exemplo, um paciente pode apresentar simultaneamente:

    • alteração de qualidade da pele;
    • perda de firmeza;
    • perda localizada de volume;
    • atividade muscular;
    • alterações de pigmentação.

    Nesse cenário, esperar que uma única ferramenta resolva todas as dimensões seria pouco realista.

    Mas isso não significa que utilizar mais procedimentos produza necessariamente um resultado melhor.

    Combinação só faz sentido quando cada componente possui uma indicação clara.

    Caso contrário, existe apenas acúmulo de tratamentos.

    Como o Dr. Rubens Pontello Junior avalia a flacidez facial?

    Na avaliação dermatológica, o objetivo não é simplesmente classificar a pessoa como tendo “pouca” ou “muita” flacidez.

    A análise procura entender onde está a alteração e o que está produzindo aquela aparência.

    Entre os aspectos considerados estão:

    • Qualidade da pele: Textura, espessura, pigmentação, dano solar, firmeza e características da superfície.
    • Distribuição de volume: Presença de perda, redistribuição ou excesso de volume em determinadas regiões.
    • Contorno facial: Transição entre bochecha, mandíbula, queixo e pescoço.
    • Estrutura e proporções: Características anatômicas que influenciam suporte e aparência do rosto.
    • Movimento: Comportamento da musculatura durante repouso e expressão.
    • Histórico: Exposição solar, variações de peso, tratamentos anteriores, condições dermatológicas e outros fatores relevantes.

    Quando necessário, a documentação fotográfica e a análise tridimensional com QuantifiCare LifeViz podem complementar o acompanhamento, permitindo comparar determinadas características ao longo do tempo.

    Entenda como o LifeViz 3D é utilizado na avaliação dermatológica

    O objetivo dessa análise é responder a uma pergunta simples:

    o que realmente precisa ser tratado — e o que não precisa?

    O maior erro é escolher primeiro o aparelho

    Novas tecnologias aparecem continuamente.

    Com isso, é natural que pacientes cheguem à consulta perguntando:

    “XERF é melhor?”

    “Preciso de ultrassom?”

    “Devo fazer bioestimulador?”

    “Morpheus8 funciona?”

    “Qual aparelho levanta mais?”

    Essas perguntas são compreensíveis.

    Mas elas começam pelo final do raciocínio.

    Uma tecnologia pode ser excelente e ainda assim não ser a melhor ferramenta para determinada alteração.

    Por isso, na abordagem utilizada pelo Dr. Rubens Pontello Junior, a tecnologia é a última pergunta, não a primeira.

    Primeiro:

    o que mudou?

    Depois:

    em qual camada?

    Depois:

    qual é a prioridade?

    E somente então:

    qual recurso pode produzir uma resposta biologicamente coerente naquela estrutura?

    Flacidez facial tem prevenção?

    Não é possível impedir completamente o envelhecimento.

    Entretanto, alguns fatores modificáveis influenciam especialmente o envelhecimento da pele.

    Entre eles:

    • fotoproteção adequada;
    • evitar tabagismo;
    • tratamento das doenças dermatológicas presentes;
    • cuidados tópicos orientados conforme a pele;
    • evitar oscilações extremas de peso quando possível;
    • hábitos gerais compatíveis com saúde.

    Essas medidas não impedem alterações ósseas, ligamentares ou todas as mudanças relacionadas ao tempo.

    Mas fazem parte de uma estratégia de saúde da pele ao longo da vida.

    Leia mais sobre Saúde da Pele e Longevidade

    Perguntas frequentes sobre flacidez facial

    Qual é o melhor tratamento para flacidez no rosto?

    Não existe um tratamento universalmente melhor. Radiofrequência, ultrassom focado, bioestimuladores, lasers, preenchimentos e outras estratégias atuam sobre mecanismos diferentes. A escolha depende da anatomia, da camada predominante e do grau de alteração identificado na avaliação.

    O que realmente funciona para firmar a pele do rosto?

    Existem tratamentos capazes de produzir melhora de parâmetros relacionados à firmeza e à qualidade da pele em pacientes adequadamente selecionados. Entre eles estão algumas modalidades de radiofrequência, ultrassom focado, bioestimulação e determinados lasers. A magnitude do resultado varia conforme o paciente, a tecnologia, os parâmetros e o mecanismo responsável pela queixa.

    Flacidez facial é falta de colágeno?

    Não apenas. A perda e remodelação do colágeno fazem parte do envelhecimento cutâneo, mas o envelhecimento facial também envolve gordura, ligamentos, músculos e estrutura óssea.

    Radiofrequência ou ultrassom: qual é melhor?

    Não existe vencedor universal. São formas diferentes de entregar energia aos tecidos. A escolha depende da profundidade que se pretende atingir, das características anatômicas, da qualidade da pele e do objetivo do tratamento.

    Bioestimulador ou XERF: qual é melhor para flacidez?

    Eles não são equivalentes. Bioestimuladores são substâncias injetáveis que estimulam processos relacionados à produção de colágeno. O XERF é uma tecnologia de radiofrequência monopolar. Podem ser considerados isoladamente ou dentro de estratégias diferentes, conforme a avaliação.

    Flacidez no rosto pode melhorar sem preenchimento?

    Sim. Preenchimento não é obrigatório no tratamento da flacidez. Ele pode ser considerado quando existe uma indicação relacionada a volume ou suporte. Outros pacientes podem ter estratégias sem preenchimento.

    Dá para melhorar o contorno da mandíbula sem preencher?

    Em alguns pacientes, sim. Depende do motivo da perda de definição. Pele, gordura, platisma, estrutura óssea e distribuição de volume podem influenciar o contorno mandibular.

    Depois dos 40 anos a flacidez acelera?

    O envelhecimento é progressivo e não começa subitamente aos 40 anos. Entretanto, mudanças hormonais, exposição ambiental acumulada e alterações estruturais podem tornar determinados sinais mais perceptíveis nessa fase. A velocidade e o padrão variam entre indivíduos.

    Emagrecer deixa o rosto flácido?

    Pode aumentar a percepção de flacidez em algumas pessoas, especialmente após perda significativa ou rápida de peso. O efeito depende da quantidade de volume perdido, da elasticidade da pele, da idade e da anatomia facial.

    Creme consegue tratar flacidez facial?

    Cuidados tópicos podem contribuir para qualidade da pele e determinadas alterações relacionadas ao fotoenvelhecimento, dependendo dos ativos utilizados. Entretanto, um cosmético não reposiciona compartimentos de gordura, não recupera suporte ósseo e não produz os mesmos efeitos de procedimentos que atuam em planos mais profundos.

    Colágeno oral acaba com a flacidez?

    Não há evidência para afirmar que suplementação oral de colágeno seja capaz de corrigir isoladamente a flacidez facial estrutural. A flacidez possui múltiplos componentes anatômicos e não pode ser reduzida a uma única deficiência nutricional.

    Quando a cirurgia deve ser considerada?

    Quando existe excesso importante de pele ou deslocamento estrutural significativo, procedimentos não cirúrgicos podem apresentar benefício limitado. Nesses casos, uma avaliação cirúrgica pode ser necessária para discutir possibilidades e expectativas realistas.

    Em resumo

    A flacidez facial não é uma doença única e não possui um tratamento único.

    O que percebemos como “rosto caindo” pode resultar da combinação de alterações na:

    pele → gordura → ligamentos → musculatura → estrutura óssea.

    Por isso, escolher primeiro um aparelho e depois tentar encaixá-lo no paciente inverte a lógica do tratamento.

    Uma abordagem mais racional começa identificando:

    1. o que mudou;
    2. qual estrutura participa dessa mudança;
    3. qual é a prioridade;
    4. qual resultado é realisticamente possível;
    5. e somente então qual tratamento ou tecnologia faz sentido.

    Essa é a lógica utilizada pelo Dr. Rubens Pontello Junior, médico dermatologista em Londrina, na avaliação do envelhecimento facial.

    A tecnologia pode ser uma ferramenta importante.

    A indicação vem antes dela.

    Agendar consulta com o Dr. Rubens Pontello Junior


    Sobre o autor

    Dr. Rubens Pontello Junior
    Médico dermatologista
    CRM-PR 24.645 | RQE 2.050
    Londrina — Paraná

    Sua prática integra dermatologia, cosmiatria, estudo do envelhecimento facial, qualidade da pele e tecnologias médicas. A avaliação parte da anatomia e das características individuais de cada paciente antes da escolha de procedimentos ou equipamentos.

    Revisão médica: Dr. Rubens Pontello Junior
    Última revisão: 29 de setembro de 2026

    Referências científicas

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    2. Alghoul M, Codner MA. Retaining ligaments of the face: review of anatomy and clinical applications. Aesthetic Surgery Journal. 2013;33(6):769-782. doi:10.1177/1090820X13495405
    3. Cotofana S, Lachman N. Anatomy of the Facial Fat Compartments and their Relevance in Aesthetic Surgery. Journal der Deutschen Dermatologischen Gesellschaft. 2019;17(4):399-413. doi:10.1111/ddg.13737
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    9. Rohrich RJ, Schultz KP, Chamata ES, Bellamy JL, Alleyne B. Minimally Invasive Approach to Skin Tightening of the Face and Body: Systematic Review of Monopolar and Bipolar Radiofrequency Devices. Plastic and Reconstructive Surgery. 2022;150(4):771-780. doi:10.1097/PRS.0000000000009535
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    11. Contini M, Hollander MHJ, Vissink A, Schepers RH, Jansma J, Schortinghuis J. A Systematic Review of the Efficacy of Microfocused Ultrasound for Facial Skin Tightening. International Journal of Environmental Research and Public Health. 2023;20(2):1522. doi:10.3390/ijerph20021522
    12. Ayatollahi A, Gholami J, Saberi M, Hosseini H, Firooz A. Systematic review and meta-analysis of safety and efficacy of high-intensity focused ultrasound (HIFU) for face and neck rejuvenation. Lasers in Medical Science. 2020;35(5):1007-1024. doi:10.1007/s10103-020-02957-9
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    Conteúdo médico informativo: Este artigo possui finalidade educativa e não substitui consulta médica. A indicação de qualquer tratamento depende de avaliação individual, histórico clínico, exame da pele, anatomia facial, objetivos e contraindicações de cada paciente.

  • O que realmente define o formato do bumbum? Entenda a anatomia dos glúteos

    O que realmente define o formato do bumbum? Entenda a anatomia dos glúteos

    Em poucas palavras: o formato dos glúteos resulta da interação entre estrutura óssea, musculatura, distribuição de gordura, pele e estruturas de sustentação. Não existe um único tratamento capaz de modificar todos esses componentes.

    O formato do bumbum não depende de uma única característica. Estrutura óssea da pelve, musculatura glútea, quantidade e distribuição de gordura, qualidade e firmeza da pele, fáscias e ligamentos, proporção entre cintura e quadril e até alterações provocadas pelo envelhecimento e por variações de peso participam do contorno da região.

    Por isso, duas pessoas com peso e percentual de gordura semelhantes podem apresentar glúteos completamente diferentes — e aumentar ou diminuir o volume nem sempre produz o formato imaginado.

    O assunto ganhou atenção recentemente após a aparência dos glúteos de Virginia Fonseca repercutir nas redes sociais e na imprensa. Mas, do ponto de vista médico, a questão mais interessante não é analisar o corpo de uma pessoa específica, e sim entender por que os glúteos apresentam formatos tão diferentes e quais dessas características realmente podem ser modificadas.

    Neste artigo, o Dr. Rubens Pontello Junior, médico dermatologista (CRM-PR 24.645 | RQE 2.050), explica o que a anatomia e a literatura científica mostram sobre o formato dos glúteos.

    O que determina o formato dos glúteos?

    A região glútea é tridimensional. Quando observamos seu formato, estamos percebendo simultaneamente largura, projeção, volume, transição com a cintura e as coxas, posição do sulco infraglúteo e qualidade da superfície da pele.

    Os principais componentes que participam do formato dos glúteos são:

    • estrutura óssea da pelve;
    • volume e desenvolvimento da musculatura glútea;
    • quantidade e distribuição da gordura subcutânea;
    • fáscias e estruturas fibrosas de sustentação;
    • espessura, elasticidade e firmeza da pele;
    • proporção entre cintura, quadril e coxas;
    • presença de flacidez e ptose;
    • celulite e irregularidades da superfície;
    • idade, genética e histórico de ganho ou perda de peso.

    Isso explica por que avaliar apenas o tamanho do bumbum é uma simplificação. Volume e formato não são a mesma coisa.

    A estrutura óssea influencia o formato do bumbum?

    Sim. A pelve constitui a base estrutural sobre a qual músculos, gordura e pele se distribuem.

    Largura da pelve, posição das cristas ilíacas, relação entre sacro e quadril e outras características anatômicas interferem na largura e nas proporções da região glútea.

    Essa estrutura é predominantemente determinada geneticamente e não pode ser modificada por exercícios ou procedimentos dermatológicos.

    É justamente por isso que tentar reproduzir em uma pessoa o formato observado em outra pode ser anatomicamente impossível: os pontos de partida são diferentes.

    O músculo glúteo muda o formato?

    Sim. A musculatura é um dos componentes importantes da projeção e do contorno glúteo.

    O glúteo máximo é o maior músculo da região e exerce papel importante no volume e na projeção posterior. Glúteo médio e glúteo mínimo também participam da anatomia e do contorno da região.

    O treinamento de força adequado pode promover hipertrofia muscular — o aumento do tamanho das fibras musculares — modificando progressivamente determinadas características do contorno.

    Entretanto, exercício não altera a estrutura óssea e não permite escolher com precisão absoluta onde o organismo armazenará ou perderá gordura.

    Estudos anatômicos e de imagem ajudam a demonstrar por que mais projeção não significa necessariamente mais gordura.1,2 Musculatura, tecido adiposo, estrutura corporal e proporções participam conjuntamente da aparência da região.

    Qual é o papel da gordura no formato dos glúteos?

    A gordura subcutânea não se distribui como uma camada perfeitamente uniforme ao redor dos glúteos.

    Estudos anatômicos demonstram diferenças de espessura e organização do tecido adiposo entre diferentes regiões. Em determinadas áreas existe maior espessura de gordura; em outras, a relação entre pele, tecido adiposo e estruturas fibrosas é diferente.2,3

    Genética, sexo biológico, hormônios, idade, peso corporal e histórico de variações de peso podem interferir nessa distribuição.

    Por isso, duas pessoas com o mesmo percentual de gordura corporal podem apresentar proporções bastante diferentes.

    A relação entre cintura e quadril interfere na aparência dos glúteos?

    Sim. O cérebro não interpreta o glúteo isoladamente. A aparência da região depende também da relação entre cintura, quadril, glúteos e coxas.

    Isso significa que uma mesma projeção glútea pode parecer mais ou menos pronunciada dependendo da largura da cintura e do quadril.

    Pesquisas antropométricas sobre percepção estética mostram que proporções corporais, incluindo a relação entre cintura e quadril, influenciam a maneira como o contorno é percebido.1

    Importante: essas proporções são observações populacionais sobre percepção estética e não constituem uma regra médica ou um padrão que deva ser perseguido individualmente. Preferências estéticas variam entre culturas, épocas e indivíduos.

    Por que algumas pessoas têm o bumbum mais redondo, quadrado ou em formato de coração?

    Essas classificações populares tentam resumir uma anatomia muito mais complexa.

    O aspecto mais arredondado, largo, estreito ou com maior volume inferior ou superior resulta da combinação entre:

    • largura da pelve;
    • desenvolvimento muscular;
    • distribuição regional da gordura;
    • posição do ponto de maior projeção;
    • transição entre cintura e quadril;
    • transição entre glúteos e coxas;
    • posição e extensão do sulco infraglúteo;
    • firmeza e qualidade da pele.

    Portanto, classificar um glúteo simplesmente como “quadrado”, “redondo” ou “em coração” pode ser útil como descrição visual, mas é insuficiente para uma avaliação médica.

    O que é o sulco infraglúteo e por que ele importa?

    O sulco infraglúteo é a dobra localizada na transição entre a parte inferior do glúteo e a região posterior da coxa.

    Sua posição e extensão participam da aparência geral dos glúteos. Ele não é simplesmente uma dobra criada pela gordura: estruturas fibrosas e relações anatômicas profundas contribuem para sua formação.2

    Com alterações de peso, envelhecimento e ptose dos tecidos, esse sulco pode se modificar, tornando-se mais longo ou mudando de posição.

    A flacidez muda o formato do bumbum?

    Sim. A flacidez da região glútea pode alterar a posição aparente dos tecidos, aumentar determinadas dobras e modificar a transição entre glúteos e coxas.

    Ela também não deve ser entendida como uma alteração única. Durante uma avaliação médica, diferentes características podem precisar ser consideradas, como:

    • ptose glútea;
    • perda de firmeza da pele;
    • aspecto ondulado ou irregular;
    • alterações do sulco infraglúteo;
    • acúmulo de gordura no terço inferior;
    • depressões e irregularidades da superfície.

    Existem inclusive escalas clínicas desenvolvidas para avaliar a gravidade da flacidez da pele dos glúteos.7

    O envelhecimento faz o bumbum cair?

    O envelhecimento pode contribuir para mudanças no contorno dos glúteos, mas não age sozinho.

    Ao longo da vida ocorrem alterações na pele, no tecido adiposo e na musculatura. Estudos antropométricos também descrevem modificações na posição e distribuição dos tecidos da região glútea.8

    Entretanto, ganho e perda de peso também exercem influência importante. Perdas expressivas de peso podem deixar excesso cutâneo e modificar o suporte dos tecidos, enquanto ganho de peso pode alterar o volume e a distribuição da gordura.

    Portanto, atribuir toda mudança do contorno glúteo simplesmente à idade é uma simplificação.

    Celulite e flacidez são a mesma coisa?

    Não. Embora possam coexistir na mesma região, celulite e flacidez são alterações diferentes.

    A celulite é caracterizada por depressões e irregularidades da superfície da pele, especialmente em coxas e glúteos. Sua formação envolve a interação entre tecido adiposo, pele e septos fibrosos, estruturas que conectam tecidos superficiais e profundos.3–6

    A flacidez, por outro lado, está relacionada à perda de firmeza e sustentação dos tecidos.

    Alteração Principal característica Estruturas envolvidas
    Celulite Depressões e irregularidades da superfície Pele, gordura e septos fibrosos
    Flacidez Perda de firmeza e sustentação Pele e estruturas de suporte
    Gordura localizada Aumento localizado de volume Tecido adiposo
    Baixa projeção muscular Menor contribuição muscular para volume e projeção Musculatura
    Ptose glútea Deslocamento inferior dos tecidos Múltiplas estruturas

    Essa distinção é importante porque tratamentos direcionados à gordura não necessariamente tratam celulite ou flacidez — e o inverso também é verdadeiro.

    Uma pessoa magra pode ter celulite e flacidez nos glúteos?

    Sim. Celulite não significa simplesmente excesso de gordura.

    A arquitetura dos septos fibrosos, as características da pele e a organização do tecido subcutâneo também participam de sua formação.3,4

    Da mesma maneira, uma pessoa com baixo percentual de gordura pode apresentar flacidez ou determinadas características anatômicas do contorno glúteo.

    A celulite é extremamente frequente em mulheres após a puberdade. Por isso, sua presença isoladamente não deve ser interpretada como sinal de excesso de peso.5

    É possível mudar o formato do bumbum sem cirurgia?

    Alguns componentes podem ser modificados sem cirurgia; outros, não. Essa distinção é fundamental para estabelecer expectativas realistas.

    Componente Pode ser modificado? Possibilidades gerais
    Estrutura óssea Não por tratamentos dermatológicos É uma característica anatômica de base
    Musculatura Sim Treinamento de força e estratégias selecionadas
    Gordura Em determinadas situações Mudança de composição corporal e procedimentos específicos, quando indicados
    Qualidade da pele Parcialmente Tratamentos dermatológicos de estímulo e remodelação
    Flacidez leve a moderada Pode apresentar melhora parcial Tecnologias e procedimentos selecionados
    Excesso importante de pele Há limitações importantes para métodos não cirúrgicos Avaliação cirúrgica pode ser necessária
    Celulite Pode apresentar melhora O tratamento depende do padrão predominante e da avaliação individual

    Essa é uma das razões pelas quais começar a avaliação perguntando “qual aparelho devo fazer?” pode levar a uma interpretação inadequada do problema.

    Primeiro é necessário identificar qual estrutura está produzindo a característica que incomoda o paciente. Depois disso, é possível discutir quais intervenções fazem sentido.

    Quais tratamentos podem ser considerados para melhorar o contorno dos glúteos?

    Não existe um tratamento universal para melhorar o formato dos glúteos.

    Dependendo da avaliação, diferentes estratégias podem ser consideradas para atuar sobre qualidade da pele, flacidez, tecido adiposo, celulite ou musculatura. Procedimentos cirúrgicos também constituem uma alternativa quando existe necessidade de mudanças estruturais que os métodos não cirúrgicos não conseguem produzir.

    Entre as abordagens estudadas para determinadas alterações corporais estão radiofrequência, ultrassom, ondas acústicas, procedimentos direcionados aos septos da celulite, tecnologias de estimulação muscular e outras modalidades.

    Entretanto, essas técnicas não são equivalentes e não tratam o mesmo problema.

    Revisões da literatura sobre tratamentos para celulite e contorno corporal encontram resultados favoráveis para algumas modalidades, mas também mostram diferenças importantes entre equipamentos, protocolos, populações estudadas e métodos utilizados para avaliar os resultados.9,10

    Isso impede tratar qualquer tecnologia como solução universal.

    Radiofrequência pode melhorar os glúteos?

    A radiofrequência é uma família de tecnologias que utiliza energia elétrica para produzir aquecimento controlado dos tecidos.

    Dependendo do equipamento, da profundidade atingida e dos parâmetros utilizados, o objetivo pode envolver remodelação de colágeno, melhora de determinadas formas de flacidez ou alterações da superfície corporal.

    Há estudos mostrando melhora de parâmetros relacionados à celulite e ao contorno corporal com determinadas modalidades de radiofrequência. Entretanto, equipamentos e protocolos são bastante heterogêneos.9

    Isso significa que não é correto afirmar simplesmente que “radiofrequência levanta o bumbum”. A resposta depende da alteração que está sendo tratada, da tecnologia utilizada, dos parâmetros empregados e das características individuais.

    Tecnologias conseguem aumentar o bumbum?

    É necessário diferenciar aumento de volume, hipertrofia muscular, melhora de firmeza e melhora visual do contorno.

    Uma tecnologia que melhora a firmeza da pele pode fazer o contorno parecer mais definido sem produzir aumento relevante de volume.

    Da mesma forma, tecnologias de estimulação muscular são estudadas com o objetivo de provocar contrações musculares intensas e podem produzir alterações na musculatura em determinados protocolos. A literatura disponível, entretanto, apresenta diferenças importantes entre equipamentos, estudos e formas de avaliação.10

    Portanto, “aumentar”, “levantar”, “firmar” e “modelar” não devem ser utilizados como se significassem a mesma coisa.

    E quando existe excesso importante de pele?

    Esse é um dos limites mais importantes dos tratamentos não cirúrgicos.

    Tecnologias voltadas à remodelação dos tecidos podem produzir melhora em pacientes adequadamente selecionados, principalmente quando a flacidez é discreta ou moderada.

    Entretanto, tratamentos não cirúrgicos não removem grandes quantidades de pele.

    Quando existe excesso cutâneo importante, especialmente após grande perda de peso, uma avaliação cirúrgica pode ser necessária para discutir possibilidades que os tratamentos dermatológicos não conseguem reproduzir.

    Existe um formato de bumbum considerado ideal?

    Não existe um formato universalmente ideal do ponto de vista médico.

    Estudos de percepção estética tentaram identificar determinadas proporções consideradas mais atraentes por grupos de participantes, incluindo relações entre cintura e quadril e posição do ponto de maior projeção glútea.1

    Esses resultados ajudam a compreender percepção e proporção corporal, mas não estabelecem uma regra de beleza.

    Preferências mudam conforme cultura, época, características individuais e tendências estéticas.

    Na medicina estética, transformar uma média populacional em objetivo obrigatório para todos os pacientes seria uma interpretação inadequada desses estudos.

    Por que copiar o corpo de uma celebridade não é um bom objetivo médico?

    Fotografias de celebridades podem criar referências estéticas, mas não mostram todas as variáveis necessárias para uma avaliação médica.

    Além das diferenças anatômicas individuais, uma imagem pode sofrer influência de:

    • posição corporal;
    • contração muscular;
    • ângulo da câmera;
    • distância e lente utilizada;
    • iluminação;
    • roupa;
    • edição e filtros.

    Mais importante: mesmo quando a imagem representa fielmente aquela pessoa, sua anatomia não pode ser simplesmente transferida para outra.

    Uma referência visual pode ajudar o paciente a explicar uma preferência estética, mas o planejamento deve considerar aquilo que é anatomicamente possível, proporcional e seguro para aquele indivíduo.

    Como deve ser feita a avaliação do contorno glúteo?

    Uma avaliação adequada não começa escolhendo um equipamento.

    Primeiro é necessário compreender a queixa e identificar quais estruturas participam dela.

    Dependendo do caso, podem ser avaliados:

    • proporções corporais;
    • distribuição de gordura;
    • massa muscular;
    • firmeza e qualidade da pele;
    • grau de flacidez;
    • presença e padrão de celulite;
    • ptose;
    • histórico de ganho e perda de peso;
    • objetivos e expectativas do paciente.

    Somente depois dessa análise faz sentido discutir se existe indicação para tratamento dermatológico, mudança de composição corporal, fortalecimento muscular, procedimento cirúrgico ou uma combinação de estratégias.

    O que a ciência ainda não consegue responder?

    Apesar do grande interesse pela estética corporal, a literatura sobre tratamentos da região glútea ainda apresenta limitações.

    Existem estudos com amostras pequenas, protocolos diferentes, equipamentos distintos, períodos curtos de acompanhamento e métodos variados para medir resultados.

    Isso é especialmente relevante em tecnologias corporais: resultados obtidos com determinado equipamento e determinados parâmetros não devem ser automaticamente atribuídos a toda uma categoria de tecnologias.

    Também existe uma diferença importante entre demonstrar uma alteração mensurável em um estudo e afirmar que essa mudança produzirá o resultado estético desejado por todos os pacientes.

    A interpretação das evidências precisa considerar essas limitações.

    Perguntas frequentes

    O formato do bumbum é genético?

    A genética influencia estrutura óssea, distribuição de gordura, características musculares e qualidade dos tecidos, portanto tem participação importante. Entretanto, composição corporal, treinamento, idade e variações de peso também podem modificar a aparência ao longo da vida.

    Academia consegue mudar o formato do bumbum?

    O treinamento de força pode promover hipertrofia dos músculos glúteos e modificar parte do volume e da projeção. Porém, não altera a estrutura óssea nem permite controlar completamente a distribuição da gordura.

    Emagrecer diminui o bumbum?

    Pode diminuir o volume quando existe perda de gordura na região, mas a quantidade perdida varia entre indivíduos. Perdas importantes de peso também podem tornar flacidez ou excesso de pele mais evidentes.

    Celulite significa excesso de gordura?

    Não. A celulite envolve uma interação entre pele, tecido adiposo e septos fibrosos e pode ocorrer inclusive em pessoas magras.

    Radiofrequência levanta o bumbum?

    Algumas modalidades de radiofrequência podem contribuir para melhora de firmeza, qualidade da pele ou determinados aspectos da celulite em pacientes selecionados. Isso não equivale a um lifting cirúrgico nem significa que toda radiofrequência produzirá o mesmo resultado.

    Existe tratamento para bumbum caído?

    Depende do que está produzindo a aparência de queda. Flacidez da pele, excesso de gordura inferior, características musculares, ptose dos tecidos e excesso cutâneo importante são problemas diferentes e podem exigir abordagens distintas. Por isso, o diagnóstico vem antes da escolha do tratamento.

    É possível tratar celulite e flacidez ao mesmo tempo?

    Em alguns pacientes, um planejamento pode abordar mais de um componente. Entretanto, como celulite e flacidez possuem mecanismos diferentes, pode ser necessário combinar estratégias em vez de esperar que um único procedimento resolva ambos.

    Qual é o melhor tratamento para melhorar o formato dos glúteos?

    Não existe um tratamento universalmente melhor. A escolha depende de qual componente predomina: musculatura, gordura, flacidez, qualidade da pele, celulite, ptose ou uma combinação deles.

    Formato dos glúteos é consequência de anatomia, não apenas de volume

    O formato dos glúteos é resultado da interação entre estrutura óssea, musculatura, gordura, pele e sistemas de sustentação. Por isso, reduzir toda a discussão a “aumentar o bumbum” ou “levantar os glúteos” ignora boa parte da anatomia envolvida.

    Essa compreensão também muda a lógica do tratamento.

    Uma pessoa pode apresentar predominantemente uma questão muscular; outra pode ter flacidez; outra, celulite; outra, uma característica relacionada à distribuição de gordura. Em muitos casos, mais de um componente está presente simultaneamente.

    Por isso, a pergunta mais útil não é “qual procedimento deixa o bumbum mais bonito?”, mas “qual estrutura está determinando o contorno que se deseja modificar?”.

    A avaliação médica permite separar essas alterações, discutir o que realmente pode ser modificado e estabelecer expectativas compatíveis com a anatomia individual.

    Como diferentes alterações anatômicas podem produzir aparências semelhantes, a avaliação médica é importante para identificar quais estruturas estão envolvidas e discutir as possibilidades de tratamento de forma individualizada.

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    Revisão médica

    Este conteúdo foi elaborado e/ou revisado pelo Dr. Rubens Pontello Junior, médico dermatologista (CRM-PR 24.645 | RQE 2.050). As informações têm caráter educativo e não substituem uma consulta médica individualizada.

    Referências científicas

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  • Envelhecimento facial: por que cada rosto precisa de uma estratégia diferente

    Envelhecimento facial: por que cada rosto precisa de uma estratégia diferente

    Envelhecimento facial: por que duas pessoas da mesma idade podem precisar de tratamentos completamente diferentes

    O envelhecimento facial não acontece da mesma forma em todas as pessoas. Duas pacientes podem ter a mesma idade, usar a mesma palavra para descrever a queixa e, ainda assim, apresentar alterações anatômicas completamente diferentes.

    Durante a consulta, uma pergunta aparece com frequência:

    “Qual é o melhor tratamento para flacidez?”

    À primeira vista, essa parece ser uma pergunta simples. Entretanto, na prática, quase nunca existe uma resposta única.

    Isso ocorre porque uma pessoa pode ter perdido sustentação e volume, enquanto outra pode apresentar maior deslocamento dos tecidos. Embora ambas descrevam o problema como “flacidez”, os mecanismos envolvidos no envelhecimento do rosto podem ser diferentes.

    Consequentemente, a escolha do tratamento não deveria começar pelo nome de um procedimento. Antes de tudo, é necessário compreender como aquele rosto envelheceu, quais estruturas mudaram e quais alterações realmente incomodam o paciente.

    Essa análise individualizada orienta a avaliação realizada pelo Dr. Rubens Pontello Junior no Instituto Pontello, em Londrina.

    O que é envelhecimento facial?

    O envelhecimento facial é um processo progressivo que envolve mudanças na pele, na gordura, nos ligamentos, nos músculos e nos ossos da face.

    Portanto, ele não se resume ao aparecimento de rugas nem ocorre apenas pela redução do colágeno.

    Com o passar dos anos, algumas regiões podem perder volume. Ao mesmo tempo, outras podem acumular ou deslocar tecidos. Além disso, a pele tende a se tornar mais fina, menos elástica e mais suscetível a manchas, linhas e alterações de textura.

    Como essas mudanças acontecem em intensidades diferentes, cada pessoa desenvolve um padrão particular de envelhecimento facial.

    Por que o envelhecimento facial é diferente em cada pessoa?

    A idade cronológica representa apenas um dos fatores envolvidos.

    Além dela, características genéticas, anatômicas, hormonais e comportamentais influenciam diretamente a maneira como o rosto envelhece.

    Entre os fatores mais relevantes estão:

    • formato e proporções do rosto;
    • espessura e qualidade da pele;
    • distribuição dos compartimentos de gordura;
    • estrutura óssea facial;
    • força e dinâmica dos músculos;
    • exposição solar acumulada;
    • tabagismo;
    • variações importantes de peso;
    • alterações hormonais;
    • qualidade do sono;
    • alimentação e hábitos de vida;
    • histórico de tratamentos anteriores.

    Por esse motivo, comparar o próprio rosto com o de outra pessoa da mesma idade costuma levar a conclusões equivocadas.

    O maior erro no tratamento do envelhecimento facial

    Um dos principais erros na medicina estética ocorre quando a escolha começa pela tecnologia, e não pelo diagnóstico.

    Atualmente, existem lasers, bioestimuladores de colágeno, ultrassom microfocado, radiofrequência, preenchimentos, toxina botulínica e várias possibilidades de associação.

    No entanto, nenhuma dessas ferramentas é “a melhor” por si só.

    Um procedimento tecnicamente excelente pode produzir resultados limitados quando trata o mecanismo errado. Além disso, em determinadas situações, uma indicação inadequada pode acentuar o peso facial, alterar proporções ou comprometer a naturalidade.

    Assim, a pergunta mais importante da consulta não deveria ser:

    “Qual aparelho vamos usar?”

    Em vez disso, a pergunta correta é:

    “Qual é o padrão de envelhecimento facial deste paciente?”

    É essa resposta que orienta a estratégia terapêutica.

    Nem toda flacidez facial representa o mesmo problema

    Essa diferença aparece com frequência no consultório.

    Imagine duas pacientes com aproximadamente 55 anos. Ambas chegam dizendo:

    “Meu rosto está ficando flácido.”

    Apesar da mesma queixa, uma pode apresentar perda de volume e suporte estrutural. A outra, por sua vez, pode ter maior descenso e acúmulo dos tecidos na região inferior da face.

    Portanto, embora as duas usem a palavra “flacidez”, elas não estão necessariamente falando do mesmo processo biológico.

    Como consequência, o tratamento também não deveria ser igual. Entenda em detalhes por que a flacidez facial acontece e quais tratamentos fazem sentido.

    Quais são os principais padrões de envelhecimento facial?

    Existem inúmeras combinações anatômicas. Entretanto, para facilitar a compreensão, alguns rostos apresentam predominância de dois grandes padrões.

    Esses conceitos têm finalidade didática. Portanto, não representam diagnósticos médicos formais nem substituem uma avaliação individualizada.

    Envelhecimento facial com perda de sustentação: Slim Face

    Algumas pessoas envelhecem principalmente pela redução do suporte estrutural do rosto.

    Ao longo dos anos, podem ocorrer perda de gordura profunda, remodelação óssea e redução do volume facial. Consequentemente, determinadas regiões ficam mais fundas, menos projetadas ou aparentemente esvaziadas.

    Entre os sinais mais frequentes estão:

    • olheiras mais profundas;
    • afundamento das têmporas;
    • redução das maçãs do rosto;
    • aspecto facial mais magro;
    • perda de suporte na região malar;
    • contornos menos definidos;
    • aparência de cansaço ou emagrecimento facial.

    Nesse padrão, o rosto parece “sumir” ou “esvaziar”. Assim, o problema principal nem sempre é o excesso de pele, mas a perda progressiva de suporte e volume.

    Envelhecimento facial com descenso dos tecidos: Heavy Face

    Outros pacientes mantêm maior volume facial ao longo da vida.

    Contudo, conforme a pele, os ligamentos e os compartimentos de gordura se modificam, os tecidos podem se deslocar em direção à parte inferior da face.

    Entre os sinais mais comuns estão:

    • queda das bochechas;
    • apagamento do contorno facial;
    • perda de definição da mandíbula;
    • formação do chamado “buldogue” facial;
    • aumento da flacidez no pescoço;
    • maior peso na região inferior do rosto;
    • aspecto facial mais pesado.

    Nesse cenário, o problema principal muitas vezes não é a falta de volume. Pelo contrário, o deslocamento e o peso dos tecidos podem exercer papel predominante.

    Qual é a diferença entre Slim Face e Heavy Face?

    Característica Slim Face Heavy Face
    Mecanismo predominante Perda de volume, suporte e sustentação Descenso, deslocamento e peso dos tecidos
    Aparência geral Rosto mais magro, fundo ou encovado Rosto mais pesado, caído ou menos definido
    Têmporas Podem apresentar afundamento Podem manter volume ou apresentar alterações menos evidentes
    Região malar Redução de projeção e suporte Descenso das bochechas
    Região dos olhos Maior profundidade e perda de sustentação Peso ou queda dos tecidos ao redor dos olhos
    Mandíbula Menor suporte estrutural Perda de definição por deslocamento dos tecidos
    Pescoço Pode apresentar pele fina e menor sustentação Pode apresentar maior peso, flacidez e excesso de tecido
    Planejamento Recuperar suporte e proporções quando indicado Melhorar firmeza, contorno e distribuição dos tecidos

    Uma pessoa pode apresentar mais de um padrão de envelhecimento facial?

    Sim. Na realidade, poucos pacientes se encaixam perfeitamente em apenas um perfil.

    É comum que uma pessoa apresente perda de volume em algumas regiões e, ao mesmo tempo, desenvolva descenso dos tecidos em outras.

    Por exemplo, o mesmo paciente pode apresentar:

    • afundamento das têmporas;
    • perda de volume na região malar;
    • olheiras mais profundas;
    • descenso da linha mandibular;
    • flacidez cervical;
    • redução da qualidade da pele.

    Por isso, protocolos fixos raramente representam a melhor estratégia.

    Quanto mais individualizada for a análise, maior tende a ser a coerência entre diagnóstico, indicação e expectativa de resultado.

    Como o envelhecimento facial acontece nas diferentes camadas?

    O rosto envelhece em várias camadas ao mesmo tempo. No entanto, a intensidade das alterações não é igual em todas elas.

    Alterações da pele no envelhecimento facial

    Com o tempo, a pele pode perder colágeno, elastina, hidratação e capacidade de reparação.

    Além disso, a exposição solar acumulada favorece manchas, vasos, rugas e alterações de textura.

    Consequentemente, a superfície pode ficar mais fina, irregular, ressecada ou flácida.

    Alterações da gordura facial

    A gordura do rosto não se comporta como uma única camada.

    Na verdade, ela se distribui em diferentes compartimentos. Enquanto alguns perdem volume, outros podem aumentar ou se deslocar.

    Essa redistribuição ajuda a explicar por que determinadas regiões ficam encovadas, enquanto outras parecem mais pesadas.

    Alterações dos ligamentos faciais

    Os ligamentos ajudam a sustentar e organizar os tecidos do rosto.

    Com o envelhecimento facial, a relação entre esses pontos de fixação e os tecidos ao redor pode se modificar.

    Consequentemente, algumas regiões perdem definição e apresentam maior deslocamento.

    Alterações musculares

    Os músculos faciais continuam atuando ao longo de toda a vida.

    Entretanto, mudanças no tônus, no padrão de movimentação e na interação entre músculos, gordura e pele influenciam a formação de rugas e a posição dos tecidos.

    Alterações ósseas no envelhecimento facial

    O esqueleto facial também passa por remodelação.

    Com isso, algumas regiões perdem suporte, projeção e estabilidade. Como resultado, os tecidos moles podem parecer menos sustentados.

    O que a ciência mostra sobre o envelhecimento facial?

    O conhecimento científico atual considera o envelhecimento facial um processo tridimensional e multicamadas.

    Portanto, a explicação baseada apenas em “perda de colágeno” é incompleta.

    Camada facial Principais mudanças relacionadas ao envelhecimento
    Pele Redução de colágeno, elastina, hidratação, espessura e capacidade de reparação
    Gordura Atrofia em alguns compartimentos, aumento ou deslocamento em outros
    Ligamentos Alterações na contenção e na sustentação dos tecidos
    Músculos Mudanças na dinâmica, no tônus e na interação com outras estruturas
    Ossos Remodelação e redução do suporte estrutural em áreas específicas

    Esse conjunto de mudanças explica por que pessoas da mesma idade podem desenvolver aparências muito diferentes.

    Além disso, reforça a necessidade de um planejamento que considere a face como um sistema integrado.

    Como é feita a avaliação do envelhecimento facial?

    Uma avaliação facial adequada não se limita a observar onde existe uma ruga ou uma dobra.

    Primeiramente, o médico procura entender o padrão geral do rosto. Em seguida, analisa as diferentes camadas, os pontos de sustentação e as prioridades do paciente.

    Entre os aspectos avaliados estão:

    • qualidade, espessura e textura da pele;
    • presença de manchas, vasos e rugas;
    • distribuição do volume facial;
    • posição dos compartimentos de gordura;
    • sustentação ligamentar;
    • estrutura óssea;
    • dinâmica muscular;
    • proporções e contornos faciais;
    • simetrias anatômicas;
    • flacidez da mandíbula e do pescoço;
    • tratamentos realizados anteriormente;
    • objetivos e expectativas do paciente.

    Somente após essa interpretação é possível elaborar um plano terapêutico personalizado.

    Essa abordagem busca tratar os mecanismos predominantes do envelhecimento, e não apenas sinais isolados.

    Quem deve fazer uma avaliação do envelhecimento facial?

    A avaliação pode ser útil para pessoas que perceberam mudanças progressivas no rosto, mas não sabem exatamente qual tratamento faz sentido.

    Ela também pode beneficiar quem apresenta:

    • perda de definição da mandíbula;
    • rosto mais fundo ou encovado;
    • afundamento das têmporas;
    • queda das bochechas;
    • olheiras mais profundas;
    • flacidez facial ou cervical;
    • alteração da textura da pele;
    • sensação de rosto cansado ou pesado;
    • resultados insatisfatórios com tratamentos anteriores;
    • dúvida entre diferentes tecnologias e procedimentos.

    Além disso, a avaliação pode ajudar pacientes que desejam planejar cuidados de forma progressiva, evitando decisões impulsivas baseadas apenas em tendências.

    Quando iniciar o tratamento do envelhecimento facial?

    Não existe uma idade universal para começar.

    O momento depende das alterações presentes, da percepção do paciente, dos hábitos de vida e dos objetivos individuais.

    Em alguns casos, a estratégia prioriza prevenção de danos e melhora da qualidade da pele. Em outros, o foco envolve recuperar suporte, firmeza, volume ou contorno.

    Portanto, a indicação deve se basear no que o rosto apresenta, e não apenas na idade registrada no documento.

    O melhor tratamento para envelhecimento facial depende do diagnóstico

    Muitos pacientes chegam à consulta perguntando diretamente sobre um equipamento.

    Entre as dúvidas mais frequentes estão:

    Entretanto, essas perguntas deveriam vir depois da análise anatômica.

    Cada tecnologia atua de maneira diferente. Algumas melhoram textura e qualidade da pele. Outras estimulam colágeno. Determinadas técnicas recuperam suporte ou volume, enquanto outras buscam firmeza e definição.

    Além disso, alguns pacientes se beneficiam de tratamentos combinados e organizados em etapas.

    Assim, o procedimento deve ser escolhido depois do diagnóstico, nunca antes.

    Quais tratamentos podem fazer parte do plano para envelhecimento facial?

    O plano varia conforme as alterações identificadas. Portanto, nem todos os pacientes precisam das mesmas técnicas.

    Dependendo do caso, o planejamento pode incluir:

    • fotoproteção e cuidados dermatológicos;
    • rotina personalizada de skincare;
    • toxina botulínica;
    • bioestimuladores de colágeno;
    • preenchedores injetáveis;
    • lasers dermatológicos;
    • radiofrequência;
    • ultrassom microfocado;
    • tecnologias para firmeza e qualidade da pele;
    • tratamentos para pescoço e linha mandibular;
    • procedimentos combinados;
    • abordagens cirúrgicas, quando indicadas por profissional habilitado.

    Entretanto, a existência de várias opções não significa que todas devam ser utilizadas.

    O objetivo é selecionar apenas aquilo que apresenta indicação coerente, benefício provável e relação favorável entre risco e resultado.

    Preenchimento facial é indicado para todo tipo de envelhecimento?

    Não. O preenchimento pode ser útil quando existe perda de suporte ou volume em regiões específicas.

    Contudo, ele não representa uma solução universal para flacidez.

    Em um rosto que já apresenta maior peso ou volume, a aplicação inadequada pode aumentar a sensação de face pesada, distorcer proporções ou reduzir a naturalidade.

    Por outro lado, evitar completamente a recuperação de suporte em um rosto muito esvaziado também pode limitar o resultado.

    Portanto, a indicação depende da anatomia, do padrão de envelhecimento facial, da região tratada e dos objetivos do paciente.

    Bioestimulador resolve todos os padrões de envelhecimento facial?

    Não. Os bioestimuladores de colágeno podem melhorar firmeza e qualidade da pele quando recebem indicação adequada.

    Entretanto, eles não corrigem todos os mecanismos do envelhecimento.

    Quando a queixa decorre principalmente de perda de suporte ósseo, redução de volume ou descenso importante dos tecidos, apenas estimular colágeno pode não ser suficiente.

    Além disso, rostos mais pesados exigem cautela em relação ao produto, à diluição, à quantidade e às regiões tratadas.

    Assim, o bioestimulador deve integrar uma estratégia, e não funcionar como uma resposta automática para toda queixa de flacidez.

    Lasers tratam o envelhecimento facial?

    Os lasers podem melhorar aspectos importantes da pele, como manchas, textura, poros, rugas finas e qualidade superficial.

    Entretanto, sua capacidade de corrigir perda estrutural ou deslocamento importante dos tecidos depende da tecnologia e da intensidade das alterações.

    Por isso, em alguns pacientes, o laser funciona como tratamento principal. Em outros, ele atua como parte de uma combinação mais ampla.

    Radiofrequência e ultrassom são indicados para todo rosto?

    Não. Tanto a radiofrequência quanto o ultrassom podem ser úteis em situações específicas.

    No entanto, o benefício depende da espessura da pele, da distribuição de gordura, do grau de flacidez, da região tratada e dos parâmetros utilizados.

    Além disso, tratamentos energéticos aplicados sem análise cuidadosa podem produzir resultados discretos ou inadequados para determinados perfis.

    Consequentemente, a escolha da tecnologia deve considerar o padrão anatômico e a profundidade que precisa ser tratada.

    Quais são os benefícios de um plano personalizado para envelhecimento facial?

    Um planejamento individualizado melhora a coerência entre diagnóstico e tratamento.

    Entre os principais benefícios estão:

    • seleção mais precisa das tecnologias;
    • menor risco de excesso de volume;
    • melhor distribuição dos procedimentos ao longo do tempo;
    • preservação das proporções faciais;
    • maior foco na naturalidade;
    • definição de prioridades reais;
    • combinação racional de tratamentos;
    • alinhamento entre possibilidades e expectativas.

    Além disso, um plano estruturado evita que o paciente escolha procedimentos isolados sem compreender como eles se conectam.

    Quais são as limitações dos tratamentos para envelhecimento facial?

    Nenhum tratamento interrompe completamente o envelhecimento.

    Além disso, procedimentos não cirúrgicos apresentam limites. Eles podem melhorar firmeza, textura, suporte, volume e contorno, mas não substituem cirurgias em todos os casos.

    Também não existe resposta idêntica entre pacientes.

    Os resultados variam conforme:

    • anatomia individual;
    • grau de envelhecimento;
    • qualidade da pele;
    • tipo de tecnologia;
    • produto utilizado;
    • técnica empregada;
    • resposta biológica;
    • hábitos de vida;
    • continuidade dos cuidados.

    Por isso, promessas universais, imediatas ou definitivas devem ser analisadas com cautela.

    Quais são os riscos de tratar o padrão errado?

    Quando o tratamento não corresponde ao mecanismo predominante, podem ocorrer resultados artificiais, limitados ou desproporcionais.

    Entre os possíveis problemas estão:

    • aumento do peso facial;
    • excesso de volume;
    • apagamento dos contornos;
    • mudança inadequada das proporções;
    • resultado insuficiente;
    • realização de procedimentos desnecessários;
    • frustração por expectativas incompatíveis;
    • necessidade de correções posteriores.

    Além disso, todo procedimento possui riscos próprios. Portanto, a indicação, a técnica e o acompanhamento médico influenciam diretamente a segurança.

    Quem deve evitar determinados tratamentos para envelhecimento facial?

    As contraindicações dependem do procedimento escolhido.

    De modo geral, algumas técnicas podem exigir adiamento ou cuidados especiais em casos de:

    • infecção ou inflamação ativa na área tratada;
    • doenças descompensadas;
    • alterações de coagulação;
    • uso de determinados medicamentos;
    • gestação ou amamentação, conforme o procedimento;
    • alergia conhecida a componentes utilizados;
    • histórico de complicações com tratamentos anteriores;
    • expectativas irreais;
    • condições anatômicas incompatíveis com a técnica proposta.

    Assim, a avaliação médica também serve para identificar situações em que o tratamento deve ser ajustado, adiado ou evitado.

    Quais são as alternativas aos procedimentos estéticos?

    Nem todo cuidado com o envelhecimento facial precisa começar por um procedimento.

    Dependendo do caso, medidas importantes incluem:

    • fotoproteção diária;
    • tratamento adequado de manchas e doenças da pele;
    • uso de ativos dermatológicos;
    • interrupção do tabagismo;
    • sono regular;
    • alimentação equilibrada;
    • controle de variações intensas de peso;
    • atividade física regular;
    • acompanhamento dermatológico periódico.

    Essas medidas não impedem o envelhecimento. Contudo, elas ajudam a reduzir danos evitáveis e preservam a qualidade da pele.

    O que ainda não sabemos sobre o envelhecimento facial?

    Embora a ciência tenha avançado, ainda existem limitações.

    Nem sempre é possível prever com precisão quanto cada paciente responderá a um tratamento. Além disso, ainda faltam estudos comparativos de alta qualidade para várias combinações de tecnologias, produtos e protocolos.

    Também existe grande variação entre equipamentos, técnicas e parâmetros. Portanto, os resultados de um estudo não podem ser automaticamente extrapolados para qualquer aparelho ou qualquer profissional.

    Por esse motivo, a experiência clínica deve complementar — e não substituir — a melhor evidência disponível.

    Como acontece a avaliação do envelhecimento facial no Instituto Pontello?

    No Instituto Pontello, em Londrina, a consulta busca compreender como cada estrutura facial se modificou ao longo do tempo.

    O Dr. Rubens Pontello Junior avalia não apenas a queixa visível, mas também a relação entre pele, volume, sustentação, músculos, contornos e proporções.

    Em seguida, o planejamento considera as prioridades do paciente, as limitações de cada técnica e a possibilidade de combinar tratamentos de forma progressiva.

    Assim, a estratégia não começa pelo aparelho mais novo ou pelo procedimento mais comentado. Ela começa pela interpretação do rosto.

    Perguntas frequentes sobre envelhecimento facial

    Pessoas da mesma idade apresentam o mesmo envelhecimento facial?

    Não. Genética, anatomia, exposição solar, tabagismo, variações de peso, hormônios e hábitos de vida fazem com que cada pessoa envelheça de maneira diferente.

    Toda flacidez facial significa perda de colágeno?

    Não. A perda de colágeno representa apenas uma parte do processo. Além dela, podem existir perda de sustentação, deslocamento dos tecidos, remodelação óssea e redistribuição da gordura facial.

    Existe um melhor tratamento para envelhecimento facial?

    Não existe um tratamento universal. A melhor opção depende do mecanismo predominante, da anatomia, da qualidade da pele e dos objetivos de cada paciente.

    O que significa Slim Face?

    Slim Face é uma expressão didática usada para descrever rostos que apresentam maior tendência à perda de volume, suporte e sustentação. Portanto, não se trata de um diagnóstico médico formal.

    O que significa Heavy Face?

    Heavy Face é uma expressão didática utilizada para explicar rostos com maior volume e tendência ao descenso ou ao peso dos tecidos. Da mesma forma, não corresponde a um diagnóstico médico formal.

    Uma pessoa pode apresentar Slim Face e Heavy Face ao mesmo tempo?

    Sim. Um paciente pode apresentar afundamento das têmporas e perda de volume malar, enquanto também desenvolve descenso na mandíbula e no pescoço.

    Quem tem Heavy Face não pode fazer preenchimento?

    Não existe essa regra absoluta. Em alguns casos, pequenas correções estruturais podem ser úteis. Entretanto, a aplicação indiscriminada de volume pode aumentar o peso facial. Por isso, a indicação deve ser individualizada.

    Quem tem Slim Face precisa necessariamente de preenchimento?

    Não. Embora a perda de suporte possa justificar o uso de preenchedores em determinados casos, outras estratégias também podem ser necessárias ou mais adequadas.

    É possível impedir o envelhecimento facial?

    Não. O envelhecimento faz parte da biologia humana. Entretanto, fotoproteção, hábitos saudáveis, cuidados dermatológicos e tratamentos bem indicados podem reduzir danos e melhorar a qualidade da pele ao longo do tempo.

    Qual profissional deve avaliar o envelhecimento facial?

    A avaliação deve ser realizada por médico habilitado, com conhecimento da anatomia facial, das doenças da pele, das tecnologias disponíveis e dos riscos de cada procedimento.

    O tratamento do envelhecimento facial precisa ser contínuo?

    Em geral, o planejamento exige acompanhamento. Isso ocorre porque o envelhecimento continua e os resultados dos procedimentos não são permanentes. Entretanto, a frequência varia conforme o tratamento e as necessidades individuais.

    Tratamentos combinados são sempre melhores?

    Não. Combinar procedimentos pode ser útil quando diferentes mecanismos precisam ser tratados. Contudo, realizar várias técnicas sem indicação clara não melhora necessariamente o resultado e pode aumentar custos, riscos e tempo de recuperação.

    Conclusão: o tratamento do envelhecimento facial começa pelo diagnóstico

    O envelhecimento facial faz parte da vida. Entretanto, a forma como ele acontece varia de uma pessoa para outra.

    Por esse motivo, duas pessoas da mesma idade podem apresentar queixas parecidas e, ainda assim, precisar de estratégias completamente diferentes.

    Antes de escolher um procedimento, é fundamental compreender quais estruturas perderam suporte, quais tecidos se deslocaram, como está a qualidade da pele e quais resultados podem ser alcançados com segurança.

    Portanto, a melhor estratégia dificilmente começa por um aparelho. Ela começa por uma avaliação criteriosa.

    No Instituto Pontello, em Londrina, o Dr. Rubens Pontello Junior realiza uma análise individualizada do envelhecimento facial para definir um plano terapêutico baseado na anatomia, nas necessidades e nos objetivos de cada paciente.

    O objetivo não é transformar todos os rostos da mesma maneira. Pelo contrário, é preservar a identidade, respeitar as proporções e tratar cada paciente de acordo com a forma como ele realmente envelheceu.

    Autoria e revisão médica

    Dr. Rubens Pontello Junior — Dermatologista, CRM-PR 24.645 | RQE 2.050, diretor técnico do Instituto Pontello.

    Conflitos de interesse: o Dr. Rubens Pontello Junior declara não possuir conflitos de interesse relacionados ao conteúdo deste artigo.

  • XERF: como funciona a radiofrequência monopolar de dupla frequência

    XERF: como funciona a radiofrequência monopolar de dupla frequência

    O que é o XERF?

    O XERF é um sistema de radiofrequência monopolar de dupla frequência, desenvolvido para tratar a flacidez e melhorar progressivamente a firmeza da pele. A tecnologia combina duas frequências de radiofrequência — uma de 6,78 MHz e outra de 2 MHz — com um sistema de resfriamento da superfície da pele.

    Embora utilize um princípio já consolidado na dermatologia, a radiofrequência monopolar, o XERF representa uma nova geração desse recurso: seu sistema busca distribuir o aquecimento de maneira mais uniforme e em diferentes profundidades, além de favorecer maior conforto durante a aplicação.

    Nos últimos meses, a tecnologia ganhou visibilidade internacional, inclusive na imprensa e nas redes sociais, o que aumentou o interesse de pacientes por esse tipo de tratamento. Popularidade, porém, não é sinônimo de indicação correta — por isso este artigo se concentra no que a tecnologia é, como funciona e em que situações ela pode (ou não) fazer sentido, e não na repercussão que recebeu.

    No Instituto Pontello, em Londrina, o Dr. Rubens Pontello Junior avalia cada tecnologia com critério antes de incorporá-la aos protocolos da clínica — considerando as evidências científicas disponíveis, o mecanismo de ação, a segurança e o benefício potencial para os pacientes. Foi esse processo que levou à incorporação do XERF.

    Como o XERF funciona?

    Com o passar dos anos, o organismo reduz gradualmente a produção de colágeno e elastina, e a pele perde parte da sustentação, da resistência e da elasticidade. Esse processo costuma aparecer primeiro como linhas finas e, mais tarde, como perda de definição do contorno facial.

    O XERF utiliza radiofrequência para gerar um aquecimento controlado nos tecidos, em diferentes profundidades da pele. Esse estímulo térmico pode favorecer respostas biológicas relacionadas à reorganização das fibras de colágeno existentes e à formação de novas fibras ao longo do tempo. Enquanto a energia atua nos tecidos, o sistema de resfriamento protege a superfície da pele, o que contribui para o conforto e para o controle da aplicação.

    O XERF não é um preenchimento e não tem como objetivo aumentar o volume do rosto. A proposta é estimular uma melhora progressiva da firmeza, da elasticidade e da qualidade da pele — um processo biológico que acompanha o tempo de resposta do próprio organismo, e não uma transformação imediata.

    O que diferencia o XERF de outras radiofrequências?

    Nem todos os equipamentos de radiofrequência funcionam da mesma forma. Existem diferenças na frequência utilizada, na distribuição do calor, no sistema de resfriamento e nas possibilidades de ajuste dos parâmetros.

    O XERF se diferencia por combinar duas frequências de radiofrequência monopolar (6,78 MHz e 2 MHz) com um sistema de controle térmico, o que permite distribuir a energia de forma diferente ao longo da espessura da pele, em vez de concentrá-la em um único plano. Isso amplia as possibilidades de ajuste dentro do planejamento — mas não significa, por si só, um resultado proporcionalmente maior: a resposta depende de como cada tecido reage ao estímulo, não apenas do número de frequências envolvidas.

    O XERF não substitui automaticamente as demais tecnologias disponíveis. Em alguns pacientes, a radiofrequência pode representar a principal escolha; em outros, lasers, ultrassom microfocado, bioestimuladores ou protocolos combinados podem ser mais adequados. Por isso, o Instituto Pontello não organiza seus tratamentos a partir do equipamento mais recente: o Dr. Rubens Pontello Junior primeiro identifica as principais alterações presentes na pele do paciente, para só então definir quais recursos podem atuar de forma complementar.

    Quais áreas podem ser tratadas com o XERF?

    O XERF pode ser utilizado em regiões que apresentam perda de firmeza e redução da qualidade da pele, entre elas:

    • rosto;
    • linha da mandíbula;
    • região abaixo do queixo;
    • pescoço;
    • colo;
    • determinadas áreas corporais, conforme avaliação médica.

    Cada região exige parâmetros e objetivos específicos — a presença de flacidez não significa que todas as áreas devam receber o mesmo protocolo. O planejamento realizado pelo Dr. Rubens Pontello Junior considera tanto a região tratada quanto a causa predominante da alteração.

    Quem pode se beneficiar do XERF?

    Em geral, o tratamento pode beneficiar homens e mulheres que começam a perceber perda de firmeza, redução da elasticidade ou alteração do contorno facial, incluindo queixas como mandíbula menos definida, flacidez facial leve a moderada, pele mais fina e menos firme, rugas finas, perda de sustentação no pescoço e aspecto cansado associado à perda de qualidade da pele.

    Nem toda flacidez tem a mesma origem: algumas pessoas apresentam perda predominante de colágeno, enquanto outras têm excesso de pele, redução de volume ou alterações mais profundas de sustentação — e mais de um fator pode estar presente na mesma pessoa. Por isso, duas pessoas com idade e queixas semelhantes podem receber indicações completamente diferentes, e a consulta com o Dr. Rubens Pontello Junior é a etapa que define se o XERF deve atuar sozinho ou em associação com outros tratamentos.

    Quem não deve realizar o XERF?

    Embora seja um procedimento não cirúrgico, o XERF não é indicado automaticamente para todas as pessoas. De modo geral, o tratamento deve ser evitado durante a gestação e em regiões com infecção, feridas abertas ou inflamação ativa. Pacientes com marcapasso, outros dispositivos eletrônicos implantáveis ou determinados implantes metálicos precisam informar essas condições durante a consulta, assim como outras doenças ou tratamentos em andamento.

    Pacientes com excesso acentuado de pele também podem não alcançar, apenas com radiofrequência, o resultado que esperam. Nessas situações, o Dr. Rubens Pontello Junior explica as limitações do método e apresenta alternativas mais compatíveis com o caso.

    O que os estudos científicos mostram até agora?

    A radiofrequência monopolar tem uma trajetória consolidada no tratamento da flacidez leve e moderada. Já o XERF, especificamente, é uma tecnologia recente — por isso a literatura científica dedicada a ele ainda é limitada, mas já existem estudos publicados em periódicos revisados por pares:

    • Um estudo prospectivo multicêntrico, com 39 pacientes em quatro centros, avaliou o uso do XERF para flacidez facial e definição do terço inferior da face, com duas sessões de tratamento espaçadas em quatro semanas. Aos 90 dias, 92,3% dos participantes apresentaram melhora clinicamente relevante pela Escala de Avaliação Estética Global (GAIS), sem eventos adversos duradouros registrados.
    • Um estudo retrospectivo, com 16 mulheres, avaliou os efeitos de uma aplicação única de XERF e encontrou elevação discreta da sobrancelha (entre 1,1 e 1,4 mm) e redistribuição volumétrica na região tratada, além de percepção subjetiva de rejuvenescimento pelas próprias pacientes.
    • Um estudo clínico realizado na Coreia do Sul, com 20 mulheres, avaliou a segurança e a eficácia de um dispositivo de radiofrequência monopolar de dupla frequência para sinais de fotoenvelhecimento facial, com avaliadores de imagem cegados para o resultado, e não registrou eventos adversos relevantes.
    • Um estudo de modelagem computacional e análise histológica investigou como as frequências de 6,78 MHz e 2 MHz se comportam nos tecidos, mostrando efeitos térmicos em diferentes profundidades e remodelação da matriz extracelular, sem sinais de morte de adipócitos.

    Esses estudos são importantes porque tratam especificamente do XERF (e não apenas do princípio geral da radiofrequência), mas ainda têm limitações relevantes: amostras pequenas (16 a 39 participantes), a maioria sem grupo controle, sem placebo ou cegamento completo, e acompanhamento de curto a médio prazo. Ou seja: existe mecanismo plausível e sinais clínicos preliminares favoráveis, mas isso ainda é diferente de uma base de evidência robusta e de longo prazo — o que é esperado para uma tecnologia recente, e reforça por que a indicação deve continuar sendo individualizada e conduzida por avaliação médica.

    Além dos estudos independentes, a fabricante do equipamento também disponibiliza material técnico institucional descrevendo o sistema de dupla frequência. Esse tipo de documentação é útil para especificações técnicas do equipamento, mas não substitui — e não deve ser confundido com — evidência clínica independente.

    Quais resultados podem ser esperados?

    O objetivo do XERF é melhorar progressivamente a firmeza, a elasticidade e a qualidade da pele. Alguns pacientes percebem uma mudança inicial pouco tempo depois da aplicação, mas a remodelação do colágeno exige tempo — por isso a evolução costuma acontecer ao longo das semanas e dos meses seguintes, com melhora do contorno facial, redução discreta da flacidez e aparência mais firme e descansada entre os possíveis benefícios.

    O resultado varia conforme a idade, a qualidade da pele, o grau de flacidez, os hábitos de vida e a resposta individual ao tratamento. O XERF não substitui uma cirurgia quando existe excesso importante de pele. Por isso, o Dr. Rubens Pontello Junior alinha as expectativas antes do procedimento e explica quais mudanças são plausíveis em cada caso.

    Por que realizar o XERF com o Dr. Rubens Pontello Junior?

    O acesso a uma tecnologia moderna representa apenas o começo do tratamento. Para alcançar um resultado coerente, o médico precisa compreender a anatomia do paciente, identificar as causas da flacidez e ajustar a energia de acordo com cada região — além de reconhecer quando o XERF pode atuar sozinho e quando uma combinação de tratamentos faz mais sentido.

    O Dr. Rubens Pontello Junior reúne experiência em dermatologia estética, conhecimento anatômico e acesso a diferentes tecnologias dentro do Instituto Pontello, o que permite construir uma estratégia compatível com as necessidades de cada paciente, em vez de adaptar todos os casos ao mesmo protocolo.

    Em Londrina, o XERF faz parte dos planejamentos do Dr. Rubens Pontello Junior, dermatologista (CRM-PR 24.645 | RQE 2.050), e está disponível no Instituto Pontello. Mais do que adquirir um equipamento novo, a proposta é compreender quando essa tecnologia pode contribuir de forma concreta para cada paciente — por isso toda indicação começa com uma avaliação médica individual.

    Se você deseja entender se o XERF é indicado para o seu caso, agende uma avaliação com o Dr. Rubens Pontello Junior no Instituto Pontello, em Londrina.

    Perguntas frequentes

    O que é o XERF?

    É um sistema de radiofrequência monopolar de dupla frequência (6,78 MHz e 2 MHz) usado para tratar a flacidez e melhorar progressivamente a firmeza da pele, estimulando a remodelação do colágeno.

    Como funciona o XERF?

    O equipamento gera calor controlado nos tecidos em diferentes profundidades, o que pode estimular a reorganização do colágeno existente e a formação de novas fibras ao longo do tempo, enquanto um sistema de resfriamento protege a superfície da pele.

    Para quem o XERF pode ser indicado?

    Para pessoas com sinais leves a moderados de flacidez e perda de firmeza no rosto, na mandíbula, no pescoço ou no colo. A indicação depende de avaliação médica individual, já que a origem da flacidez varia de paciente para paciente.

    O procedimento dói?

    A tecnologia foi desenvolvida com um sistema de resfriamento pensado para tornar a aplicação mais confortável, mas a sensação varia de pessoa para pessoa e conforme a região tratada. Estudos publicados relatam desconforto leve a moderado durante a aplicação, sem eventos adversos relevantes.

    Existe tempo de recuperação?

    Por ser um procedimento não cirúrgico, em geral não exige afastamento das atividades habituais. Pode haver vermelhidão temporária na região tratada logo após a aplicação, que tende a diminuir em poucas horas.

    Quantas sessões são necessárias?

    Varia conforme o planejamento definido na consulta. Em um dos estudos publicados, o protocolo utilizado envolveu duas sessões espaçadas em quatro semanas — mas o número ideal para cada paciente depende da avaliação individual feita pelo médico.

    Quando os resultados aparecem?

    Alguns pacientes percebem mudanças iniciais logo após a aplicação, mas como o efeito depende da remodelação do colágeno, a evolução mais consistente costuma ocorrer ao longo de semanas a poucos meses.

    Referências científicas

    Bhatia AC, Weiss RA, Wang J, DiBernardo B. Clinical Outcomes Following Dual-Frequency Noninvasive Monopolar Radiofrequency Treatment for Facial Laxity and Lower Face Lifting: A Prospective Multicenter Study. Cureus. 2026;18(3):e104546. doi:10.7759/cureus.104546

    Erlich G, Dahan E, Wolf Y. Objective and subjective retrospective evaluation of XERF, a novel single-shot dual-frequency non-invasive monopolar radiofrequency. Lasers in Medical Science. 2026;41(1):194. doi:10.1007/s10103-026-04996-0

    Hwang JK. Evaluation of the clinical safety and efficacy of a noninvasive dual-frequency monopolar radiofrequency device in the treatment of facial photoaging sequelae in Republic of Korea: a clinical study. Medical Lasers. 2025;14(1):23-30. doi:10.25289/ML.24.035

    Ko K, Ryu HG, Park J, Kim W, Kim S, Ko J, Cho SB. Computational modeling and histologic analysis of 6.78- and 2-MHz monopolar radiofrequency-induced thermal reactions. Lasers in Medical Science. 2025;40(1):501. doi:10.1007/s10103-025-04746-8

    Documentação técnica do fabricante (não constitui evidência clínica independente): Cynosure Lutronic. Comunicado institucional sobre o sistema de radiofrequência monopolar de dupla frequência.

    Autoria, revisão médica e transparência

    Conteúdo médico e revisão: Dr. Rubens Pontello Junior — CRM-PR 24.645 | RQE 2.050 · perfil profissional
    Área de atuação: Dermatologia e Cosmiatria
    Produção editorial: Equipe de Conteúdo do Instituto Pontello, Londrina — Paraná
    Publicado em: 25 de julho de 2026 · Última revisão editorial: 10 de setembro de 2026
    Próxima revisão programada: setembro de 2027
    Transparência: o Instituto Pontello utiliza o XERF em sua prática clínica, o que representa um potencial conflito de interesse na avaliação desta tecnologia específica. Por isso a indicação segue os critérios clínicos descritos neste artigo, e não a disponibilidade do equipamento.

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