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XERF

Radiofrequência monopolar de dupla frequência utilizada em tratamentos voltados à firmeza da pele, conforme avaliação dermatológica individualizada.

Conteúdo informativo. A indicação para o seu caso depende de avaliação individual com o Dr. Rubens.

O que é o XERF?

O XERF é uma tecnologia não invasiva de radiofrequência monopolar utilizada em tratamentos voltados à firmeza da pele.

Seu sistema combina duas frequências, de 6,78 MHz e 2 MHz, para produzir aquecimento controlado dos tecidos, associado ao resfriamento da superfície cutânea.

O equipamento é fabricado pela Cynosure Lutronic e permite diferentes configurações de aplicação da energia de radiofrequência.

Diferentemente dos preenchedores, o XERF não injeta nenhum produto nem tem como finalidade acrescentar volume ao rosto. Seu uso pode ser considerado em determinados casos de flacidez facial e perda de firmeza, conforme as características da pele e a avaliação dermatológica.

A presença de duas frequências não significa, por si só, maior eficácia do que outras tecnologias.

Como funciona o XERF?

A radiofrequência produz energia térmica nos tecidos.

O aquecimento controlado é utilizado com o objetivo de estimular a remodelação do colágeno, proteína importante para a estrutura e a firmeza da pele. Em estudo experimental em pele animal, as duas frequências produziram aquecimento em profundidades diferentes da pele.

O equipamento também conta com um sistema de resfriamento da superfície cutânea.

Essas características técnicas não garantem resultados específicos. A resposta ao tratamento depende de fatores individuais, da condição dos tecidos e dos parâmetros utilizados.

Para conhecer os detalhes do mecanismo e as pesquisas publicadas, consulte o artigo aprofundado sobre XERF.

Para quem o XERF pode ser considerado?

O XERF pode ser considerado em determinados planejamentos dermatológicos relacionados à flacidez facial e à perda de firmeza da pele, quando a avaliação identifica características compatíveis com o mecanismo da radiofrequência.

Os estudos clínicos publicados até agora incluíram as seguintes regiões:

  • Rosto, incluindo o terço inferior e a linha da mandíbula.
  • Região abaixo do queixo.
  • Pescoço.

É importante compreender que a flacidez não tem uma causa única.

Alterações no colágeno, excesso de pele, mudanças na distribuição de gordura, perda de volume e modificações nas estruturas de sustentação podem contribuir de maneiras diferentes para a aparência facial.

Por isso, duas pessoas com a mesma queixa podem precisar de abordagens distintas.

O XERF não substitui automaticamente tratamentos destinados a outras alterações anatômicas.

A escolha da tecnologia começa pela avaliação da pele e das estruturas envolvidas.

Quais são os limites e cuidados do XERF?

O XERF é uma das tecnologias que podem integrar o tratamento dermatológico, mas não é indicado automaticamente para todas as pessoas ou todos os graus de flacidez.

Limitações do tratamento

  • O XERF não tem a finalidade de substituir procedimentos cirúrgicos quando há excesso importante de pele e indicação de cirurgia.
  • Não substitui procedimentos destinados especificamente à reposição de volume.
  • A presença de duas frequências não comprova superioridade clínica em relação a outros equipamentos.
  • A resposta ao tratamento varia entre pacientes.
  • Não há dados publicados sobre a duração dos efeitos além de três meses, nem sobre a necessidade de novos tratamentos.
  • A aplicação pode causar desconforto, que variou de leve a intenso nos estudos. Vermelhidão e inchaço leve foram relatados como efeitos transitórios.

Precauções

Antes de considerar o procedimento, é necessário informar ao dermatologista condições de saúde, tratamentos em andamento e a presença de dispositivos ou implantes.

Os estudos publicados não incluíram pessoas nas situações abaixo, que exigem avaliação específica antes de qualquer indicação:

  • Gestação e amamentação.
  • Marcapasso ou outros dispositivos eletrônicos implantados.
  • Implantes metálicos que possam interferir na passagem da energia.
  • Preenchedores permanentes ou implantes faciais.
  • Infecção na área a ser tratada.

Outras condições clínicas também podem interferir na segurança da aplicação e são avaliadas em consulta.

O que os estudos científicos mostram sobre o XERF?

Estudos clínicos iniciais investigaram o uso do XERF em alterações relacionadas à flacidez e à qualidade da pele facial.

Um estudo retrospectivo publicado em 2026 avaliou 16 mulheres após uma sessão de tratamento, com acompanhamento de até três meses. Os pesquisadores relataram alterações favoráveis em medidas de contorno facial, como a elevação discreta da sobrancelha, e em parâmetros de textura da pele, mas destacaram que os resultados são preliminares.

Outro estudo, prospectivo e multicêntrico, acompanhou 39 participantes submetidos a duas sessões, por até 90 dias. Os autores relataram avaliações favoráveis de melhora estética e satisfação no curto prazo; a melhora foi avaliada pelos próprios médicos que realizaram o tratamento, sem cegamento.

Esses resultados são promissores, mas precisam ser interpretados com cautela.

Entre as limitações das pesquisas estão o número pequeno de participantes, quase todas mulheres e, em um dos estudos, apenas com fototipos de pele I a IV; o acompanhamento curto; a ausência de grupo controle; e a participação do fabricante, que forneceu o equipamento e apoio financeiro a um dos estudos e realizou a análise estatística do outro.

Ainda são necessários estudos maiores, com acompanhamento prolongado e comparações adequadas, para esclarecer melhor a magnitude, a duração dos resultados e as diferenças em relação a outras tecnologias.

Leia o artigo completo sobre XERF, com referências científicas e informações adicionais sobre o tratamento.

XERF, Coolfase e outras tecnologias: qual é a diferença?

Existem diferentes tecnologias utilizadas em planejamentos dermatológicos relacionados à firmeza e à sustentação dos tecidos. Elas não funcionam necessariamente da mesma maneira.

  • XERF: radiofrequência monopolar não invasiva, com duas frequências.
  • Coolfase: radiofrequência monopolar de outro fabricante, com parâmetros próprios.
  • Morpheus8: radiofrequência aplicada por microagulhas.
  • LinearZ: ultrassom focalizado.

As diferenças de mecanismo não permitem concluir que um equipamento seja superior aos demais. Os estudos publicados sobre o XERF não o compararam com essas tecnologias. A escolha depende das características da pele, das estruturas envolvidas, das condições clínicas e dos objetivos definidos em consulta.

Como o XERF entra no planejamento dermatológico?

O XERF está disponível no Instituto Pontello, em Londrina, e integra os planejamentos do dermatologista Dr. Rubens Pontello Junior.

Sua indicação depende da avaliação individual da pele, da anatomia da região e das características da queixa apresentada. Em alguns casos, a avaliação pode identificar que outras abordagens são mais adequadas.

O objetivo não é selecionar um aparelho antes de compreender o paciente, mas definir uma conduta fundamentada nas necessidades identificadas durante a consulta.

Dr. Rubens Pontello Junior
Dermatologista em Londrina–PR
CRM-PR 24.645 | RQE 2.050
Diretor técnico do Instituto Pontello

Conheça a formação e a atuação do Dr. Rubens Pontello Junior.

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Uma indicação segura começa com avaliação.

Cada caso é avaliado individualmente antes de qualquer indicação de tecnologia ou tratamento.

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