Câncer de pele: tipos, sinais de alerta e quando procurar o dermatologista

Ilustração de três lesões de pele diferentes ampliadas por lente, capa do artigo sobre câncer de pele

Em poucas palavras

Câncer de pele não é uma doença única. Os carcinomas basocelular e espinocelular são os tumores mais frequentes do Brasil e, na grande maioria dos casos, permanecem restritos ao local onde surgiram. O melanoma é bem menos comum, mas é o mais grave, porque tem maior capacidade de se espalhar para outros órgãos. Nem todo câncer de pele é uma pinta escura: uma lesão rosada ou perolada, uma mancha áspera que descama ou uma ferida que não cicatriza também merecem atenção. Lesões novas, que mudam ou que persistem por mais de 15 dias devem ser avaliadas por um dermatologista. Esse prazo não significa que seja necessário esperar 15 dias para procurar atendimento. Lesões que apresentam sinais suspeitos, como crescimento rápido, alterações importantes ou sangramento espontâneo, podem justificar avaliação antes desse período. Para pessoas sem sintomas, não há recomendação de exame periódico igual para todos: a frequência do acompanhamento depende do risco de cada um.

O que é o câncer de pele

Câncer de pele é o crescimento descontrolado de células da pele que sofreram alterações no seu material genético. A principal causa conhecida é a radiação ultravioleta, do sol ou de fontes artificiais, seja acumulada ao longo da vida, seja recebida em queimaduras intensas [1, 2].

O tipo de célula de origem define a doença. Quando o tumor nasce dos queratinócitos, as células que formam a maior parte da epiderme, fala-se em carcinoma, ou câncer de pele não melanoma. Quando nasce dos melanócitos, as células que produzem pigmento, fala-se em melanoma. A diferença não é apenas técnica: frequência, aparência, velocidade de crescimento, risco de disseminação e tratamento são distintos.

Quantos casos o Brasil registra

Para cada ano do triênio 2026–2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 263.280 novos casos de câncer de pele não melanoma e 9.360 de melanoma no Brasil [3]. O não melanoma é o câncer mais frequente do país. O melanoma corresponde a uma parcela pequena dos casos, mas é o tipo com maior potencial de disseminação; em 2024, foram registrados 2.031 óbitos por melanoma no país [1].

Números do câncer de pele no Brasil segundo o INCA: 263.280 casos de não melanoma e 9.360 de melanoma por ano

Melanoma e carcinomas: por que não são a mesma doença

Esquema da epiderme mostrando queratinócitos, células basais e melanócitos, onde começam os tipos de câncer de pele
Carcinoma basocelular Carcinoma espinocelular Melanoma
Célula de origem Células da camada basal da epiderme Queratinócitos da epiderme Melanócitos
Frequência Cerca de 80% dos casos de não melanoma [2] Cerca de 20% dos casos de não melanoma [2] Cerca de 9 mil casos por ano no Brasil [3]
Aparência típica Nódulo ou ferida de bordas rosadas, translúcidas ou peroladas Lesão avermelhada, áspera, que descama e pode sangrar Pinta nova ou que muda; geralmente escura, nem sempre
Comportamento Crescimento lento; raramente se espalha, mas pode invadir tecidos vizinhos Pode crescer mais rápido; em uma minoria dos casos, atinge gânglios Maior potencial de disseminação; a espessura no diagnóstico é o principal fator prognóstico
Onde aparece Áreas expostas ao sol, sobretudo o rosto Áreas expostas: rosto, lábio inferior, orelhas, couro cabeludo, dorso das mãos Qualquer área, inclusive pouco expostas ao sol, como palmas, plantas e unhas

Carcinoma basocelular

É o câncer de pele mais comum. Costuma surgir como um nódulo brilhante, rosado ou perolado, às vezes com pequenos vasos visíveis na superfície, ou como uma ferida que se forma, parece melhorar e volta a abrir [2]. Raramente se espalha para outros órgãos, mas, sem tratamento, pode invadir e destruir estruturas vizinhas, o que é especialmente delicado no rosto, perto de olhos, nariz e orelhas [4].

Carcinoma espinocelular

Geralmente aparece como uma lesão avermelhada, áspera ou endurecida, que descama, forma crosta e sangra com facilidade [2]. Pode se desenvolver sobre uma ceratose actínica, lesão áspera causada pelo sol acumulado, comum no rosto, no couro cabeludo calvo e no dorso das mãos [5]. Em comparação com o basocelular, tem maior capacidade de crescer em profundidade e, em uma minoria dos casos, de atingir gânglios. O risco é maior em lábios e orelhas e em pessoas com imunidade reduzida, como transplantados de órgãos [5].

Melanoma

Pode surgir em pele aparentemente normal ou a partir de uma pinta que já existia e passa a mudar de tamanho, cor ou forma [1]. Na maioria das vezes é escuro, mas existem melanomas avermelhados ou da cor da pele [8]. O principal fator prognóstico é a espessura do tumor no momento do diagnóstico, medida no exame anatomopatológico [6]. Por isso, reconhecer cedo faz diferença.

Quem tem mais risco

Qualquer pessoa pode ter câncer de pele, inclusive quem tem pele morena ou negra. Alguns fatores, porém, aumentam o risco [1, 2, 4, 5]:

  • pele clara, que se queima com facilidade e pouco bronzeia; olhos claros; cabelos ruivos ou loiros;
  • exposição solar intensa ao longo da vida, especialmente queimaduras na infância e na adolescência;
  • trabalho ou lazer ao ar livre por longos períodos;
  • uso de bronzeamento artificial;
  • histórico pessoal ou familiar de câncer de pele;
  • grande número de pintas ou pintas atípicas (fator ligado sobretudo ao melanoma);
  • imunossupressão, como em transplantados de órgãos.

Esses fatores indicam quem se beneficia de atenção maior. Ninguém está isento apenas por não tê-los.

Sinais que merecem avaliação

Não existe um sinal único que confirme ou descarte câncer de pele. O que orienta a decisão de procurar avaliação é o conjunto: a lesão é nova, está mudando, é diferente das demais ou não desaparece.

Pintas que mudam

A regra ABCDE resume características que tornam uma pinta mais suspeita: assimetria, bordas irregulares, cores variadas, diâmetro acima de cerca de 6 mm e evolução, isto é, mudança de tamanho, forma, cor ou sintomas [1, 7]. É um alerta, não um diagnóstico. A maioria das pintas com algum desses critérios é benigna [1], e alguns melanomas não seguem o padrão: os nodulares crescem como um nódulo simétrico e elevado, e os pouco pigmentados podem ser rosados [8]. Por isso, o sinal mais importante é a mudança. Também chama atenção a pinta que destoa das demais da mesma pessoa, o chamado sinal do “patinho feio” [9].

Lesões que não são escuras

Boa parte dos cânceres de pele não tem cor escura. Merecem avaliação [2]:

  • um nódulo brilhante, rosado ou perolado, que cresce aos poucos;
  • uma mancha avermelhada e áspera que descama e não melhora com hidratante;
  • uma “casquinha” que cai e volta a se formar no mesmo lugar;
  • uma lesão endurecida, elevada, que sangra com pequenos atritos.

Feridas que não cicatrizam

Uma ferida sem causa evidente, que sangra, forma crosta e não fecha, deve ser examinada. O INCA orienta que lesões que persistem por mais de 15 dias sejam avaliadas por um especialista [2]. O sinal vale especialmente para rosto, lábios, orelhas, couro cabeludo e dorso das mãos.

Palmas, plantas e unhas

O melanoma também pode aparecer em áreas pouco expostas ao sol, como palmas das mãos, plantas dos pés e embaixo das unhas, em qualquer tom de pele [8]. Uma faixa escura nova na unha, sobretudo se alarga ou se a pigmentação passa para a pele ao redor, deve ser avaliada.

Câncer de pele no rosto

O rosto concentra boa parte dos carcinomas, porque recebe sol todos os dias por décadas. Nariz, têmporas, testa, lábio inferior e orelhas são regiões frequentes [4, 5]. Ali, o diagnóstico precoce importa não só para a saúde, mas também para a preservação estética e funcional: lesões menores costumam exigir tratamentos menores. Uma lesão que “parece uma espinha que não sara” ou uma descamação persistente no lábio são exemplos que merecem consulta.

Investigação de lesões suspeitas é diferente de rastreamento

São duas situações distintas, e a diferença muda a conduta.

Investigação de uma lesão suspeita. Quando há uma pinta que mudou, uma lesão nova diferente das demais ou uma ferida que não cicatriza, a avaliação dermatológica é indicada. Esse é o diagnóstico precoce, recomendado pelo INCA para todas as pessoas [1, 2].

Rastreamento de pessoas sem sintomas. É o exame periódico da pele inteira em quem não tem queixa nem fator de risco relevante. Para pessoas sem sintomas, ainda não existem evidências suficientes para determinar se os benefícios do rastreamento sistemático por exame visual da pele superam seus possíveis danos. Isso não se aplica à investigação de lesões suspeitas, e pessoas com fatores de risco podem necessitar de acompanhamento individualizado. Com base nesse cenário, o INCA não recomenda o rastreamento populacional [1, 2], e a Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF) classificou a evidência como insuficiente em 2023 [10].

Isso não significa que examinar a pele seja inútil. Pessoas com histórico pessoal ou familiar de câncer de pele, muitas pintas, pintas atípicas, pele muito clara com grande exposição solar ou imunossupressão podem precisar de acompanhamento regular, definido pelo dermatologista [4, 5, 8].

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico começa pela conversa e pelo exame clínico da pele. A dermatoscopia, exame feito com um aparelho de aumento e iluminação especial, permite observar estruturas invisíveis a olho nu; uma revisão Cochrane mostrou que, associada ao exame visual, ela aumenta a precisão no diagnóstico de melanoma [11]. A confirmação vem da biópsia e da análise ao microscópio (exame anatomopatológico), que define o tipo de tumor e, no melanoma, a espessura que orienta os próximos passos [6, 8].

Câncer de pele tem cura?

Quando o diagnóstico é precoce, as chances de cura são altas na maioria dos casos. Carcinomas basocelulares e espinocelulares pequenos costumam ser tratados com procedimentos locais [4, 12]. No melanoma, quanto mais fino o tumor no diagnóstico, melhor o prognóstico [6]. O tratamento é sempre individual e depende do tipo, do tamanho, da localização e do estágio.

Prevenção: o que reduz o risco e o que não garante proteção

A fotoproteção reduz o risco, mas nenhuma medida isolada elimina a possibilidade de câncer de pele.

No principal ensaio clínico sobre o tema, realizado na Austrália, o uso diário de protetor solar reduziu o número de carcinomas espinocelulares, sem diferença significativa na proporção de pessoas que desenvolveram o primeiro carcinoma basocelular ou espinocelular durante o estudo [13]. No acompanhamento de longo prazo do mesmo grupo, houve menos melanomas entre os usuários regulares: a redução foi limítrofe do ponto de vista estatístico para o total e mais consistente para os melanomas invasivos [14].

Na prática, a proteção combina várias medidas [1, 15]:

  • evitar o sol intenso entre 10h e 16h e procurar sombra;
  • usar roupas, chapéu de abas largas e óculos com proteção UV;
  • aplicar protetor solar de amplo espectro em quantidade adequada e reaplicar ao longo do dia, inclusive nos lábios;
  • não usar bronzeamento artificial, proibido no Brasil para fins estéticos desde 2009 [16].

O Consenso Brasileiro de Fotoproteção faz um alerta: quem confia apenas no protetor tende a ficar mais tempo ao sol, o que reduz o benefício [15].

Medidas de prevenção do câncer de pele: sombra, roupas e chapéu, protetor solar e não fazer bronzeamento artificial

Quando procurar o dermatologista

Procure avaliação quando notar:

  • uma pinta nova na vida adulta, ou diferente das demais;
  • uma pinta que muda de tamanho, cor, forma ou relevo, coça ou sangra;
  • uma lesão rosada, perolada ou avermelhada que cresce ou descama;
  • uma ferida sem causa clara que não cicatriza em mais de 15 dias;
  • uma faixa escura nova em uma unha;
  • qualquer lesão que preocupe, mesmo sem um desses sinais.

Quem tem fatores de risco importantes deve combinar com o dermatologista uma rotina de acompanhamento adequada ao seu caso.

Perguntas frequentes

Câncer de pele dói?

Na maioria das vezes, não, especialmente no início. A ausência de dor não é sinal de benignidade. Coceira, sangramento ou sensibilidade em uma lesão que muda merecem avaliação.

Pele morena ou negra tem câncer de pele?

Sim. O risco é menor do que em peles claras, mas existe. O melanoma também pode surgir em áreas pouco expostas ao sol, como palmas, plantas e unhas, que merecem atenção em qualquer tom de pele. Em estudos norte-americanos, pessoas não brancas tiveram o melanoma diagnosticado com mais frequência em estágio avançado [17].

Toda pinta que coça é câncer?

Não. Coceira tem muitas causas benignas. Se vier acompanhada de mudança de tamanho, cor, forma ou de sangramento, a pinta deve ser examinada.

Uma ferida que não cicatriza pode ser câncer de pele?

Pode. Feridas sem causa clara que sangram, formam crosta e não fecham por mais de 15 dias devem ser avaliadas por um especialista, conforme orienta o INCA.

Usar protetor solar todos os dias elimina o risco?

Não. O protetor reduz o risco, e nos estudos o efeito mais consistente foi sobre o carcinoma espinocelular. Ele funciona melhor associado a sombra, roupas, chapéu e horários adequados. Nenhuma medida isolada garante proteção total.

Preciso fazer um exame de pele todo ano?

Depende do seu risco. Não há recomendação de rastreamento igual para toda a população sem sintomas. Quem tem histórico de câncer de pele, muitas pintas ou outros fatores de risco pode precisar de acompanhamento regular, definido em consulta. Lesões novas ou que mudam devem ser avaliadas a qualquer momento.

Referências

  1. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de pele melanoma — versão para a população. Atualizado em 16 set. 2025. gov.br/inca
  2. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de pele não melanoma — versão para profissionais de saúde. Atualizado em 7 jul. 2023. gov.br/inca
  3. Martins LFL, Chaves GV, Oliveira JFP, et al. Perfil epidemiológico da incidência de câncer no Brasil e regiões: estimativas para o triênio 2026–2028. Rev Bras Cancerol. 2026;72(2). DOI: 10.32635/2176-9745.RBC.2026v72n2.5587
  4. Peris K, Fargnoli MC, Kaufmann R, et al. European consensus-based interdisciplinary guideline for diagnosis and treatment of basal cell carcinoma — update 2023. Eur J Cancer. 2023;192:113254. DOI: 10.1016/j.ejca.2023.113254
  5. Stratigos AJ, Garbe C, Dessinioti C, et al. European consensus-based interdisciplinary guideline for invasive cutaneous squamous cell carcinoma. Part 1: Diagnostics and prevention — update 2023. Eur J Cancer. 2023;193:113251. DOI: 10.1016/j.ejca.2023.113251
  6. Gershenwald JE, Scolyer RA, Hess KR, et al. Melanoma staging: evidence-based changes in the American Joint Committee on Cancer eighth edition cancer staging manual. CA Cancer J Clin. 2017;67(6):472-492. DOI: 10.3322/caac.21409
  7. Abbasi NR, Shaw HM, Rigel DS, et al. Early diagnosis of cutaneous melanoma: revisiting the ABCD criteria. JAMA. 2004;292(22):2771-2776. DOI: 10.1001/jama.292.22.2771
  8. Garbe C, Amaral T, Peris K, et al. European consensus-based interdisciplinary guideline for melanoma. Part 1: Diagnostics — update 2024. Eur J Cancer. 2025;215:115152. DOI: 10.1016/j.ejca.2024.115152
  9. Grob JJ, Bonerandi JJ. The “ugly duckling” sign: identification of the common characteristics of nevi in an individual as a basis for melanoma screening. Arch Dermatol. 1998;134(1):103. DOI: 10.1001/archderm.134.1.103-a
  10. US Preventive Services Task Force. Screening for skin cancer: US Preventive Services Task Force recommendation statement. JAMA. 2023. DOI: 10.1001/jama.2023.4342
  11. Dinnes J, Deeks JJ, Chuchu N, et al. Dermoscopy, with and without visual inspection, for diagnosing melanoma in adults. Cochrane Database Syst Rev. 2018;(12):CD011902. DOI: 10.1002/14651858.CD011902.pub2
  12. Stratigos AJ, Garbe C, Dessinioti C, et al. European consensus-based interdisciplinary guideline for invasive cutaneous squamous cell carcinoma. Part 2: Treatment — update 2023. Eur J Cancer. 2023;193:113252. DOI: 10.1016/j.ejca.2023.113252
  13. Green A, Williams G, Neale R, et al. Daily sunscreen application and betacarotene supplementation in prevention of basal-cell and squamous-cell carcinomas of the skin: a randomised controlled trial. Lancet. 1999;354(9180):723-729. DOI: 10.1016/S0140-6736(98)12168-2
  14. Green AC, Williams GM, Logan V, Strutton GM. Reduced melanoma after regular sunscreen use: randomized trial follow-up. J Clin Oncol. 2011;29(3):257-263. DOI: 10.1200/JCO.2010.28.7078
  15. Schalka S, Steiner D, Ravelli FN, et al. Brazilian Consensus on Photoprotection. An Bras Dermatol. 2014;89(6 Suppl 1):1-76. DOI: 10.1590/abd1806-4841.20143971
  16. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Resolução RDC nº 56, de 9 de novembro de 2009. Proíbe em todo território nacional o uso dos equipamentos para bronzeamento artificial, com finalidade estética. Biblioteca Virtual em Saúde
  17. Cormier JN, Xing Y, Ding M, et al. Ethnic differences among patients with cutaneous melanoma. Arch Intern Med. 2006;166(17):1907-1914. DOI: 10.1001/archinte.166.17.1907

Autoria, revisão médica e transparência

Autoria e revisão médica: Dr. Rubens Pontello Junior — Dermatologista, CRM-PR 24.645 | RQE 2.050, diretor técnico do Instituto Pontello.
Revisão médica: 18 de outubro de 2026
Área de atuação: Dermatologia
Publicado em: 18 de outubro de 2026
Conflitos de interesse: O Dr. Rubens Pontello Junior declara não possuir conflitos de interesse relacionados a este artigo.
Transparência: as afirmações clínicas estão sustentadas pelas referências científicas listadas acima. Nenhuma marca de produto é citada. Este conteúdo tem caráter informativo, não substitui a consulta médica individualizada e não permite autodiagnóstico.

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