Categoria: Tecnologias e Tratamentos

  • Preenchimento de mento: guia completo para equilibrar o queixo, a mandíbula e o perfil facial

    Preenchimento de mento: guia completo para equilibrar o queixo, a mandíbula e o perfil facial

    Preenchimento de mento: guia completo para equilibrar o queixo, a mandíbula e o perfil facial

    O preenchimento de mento é um procedimento realizado, geralmente com ácido hialurônico, para melhorar a projeção do queixo e contribuir para o equilíbrio do perfil facial. Quando bem indicado, ele pode aumentar a definição da mandíbula, harmonizar a relação entre nariz, lábios e queixo e proporcionar um contorno facial mais proporcional. No entanto, nem toda alteração no perfil é causada por um mento pouco projetado. Por isso, a avaliação individualizada é a etapa mais importante antes de qualquer tratamento.

    Muitas pessoas procuram esse procedimento acreditando que desejam apenas um queixo maior. Na prática, durante a avaliação médica, frequentemente se observa que a principal necessidade está em outro ponto da face. Alterações na mandíbula, no pescoço, na estrutura óssea, na pele ou até mesmo no nariz podem influenciar a percepção do perfil facial e modificar completamente a estratégia de tratamento.

    Esse é um dos motivos pelos quais o preenchimento do queixo não deve ser encarado como uma solução isolada. O objetivo não é simplesmente aumentar o volume da região, mas restaurar ou criar equilíbrio entre todas as estruturas do terço inferior da face, respeitando as características anatômicas e as expectativas de cada paciente.

    Neste guia, você entenderá quando o preenchimento de mento pode ser indicado, como ele funciona, quais são seus benefícios, limitações e riscos, além de conhecer as principais alternativas disponíveis. O conteúdo foi elaborado com base em evidências científicas e revisado dentro da filosofia editorial do Instituto Pontello, priorizando informação clara, objetiva e útil para quem busca tomar uma decisão consciente.


    Em poucas palavras

    Se você procura uma resposta rápida, estes são os principais pontos sobre o preenchimento de mento:

    • É um procedimento utilizado para melhorar a projeção e o formato do queixo.
    • Pode harmonizar o perfil facial e aumentar a definição da mandíbula em pacientes bem selecionados.
    • Na maioria dos casos, é realizado com ácido hialurônico.
    • Nem todo perfil retraído precisa de preenchimento; em alguns pacientes, outras abordagens oferecem resultados mais adequados.
    • O sucesso do tratamento depende mais do diagnóstico correto do que da quantidade de produto utilizada.
    • Como qualquer procedimento injetável, apresenta riscos e deve ser realizado por médico com conhecimento aprofundado da anatomia facial.

    O que você vai aprender neste artigo

    • Como o queixo influencia a harmonia do rosto.
    • Por que um queixo pequeno nem sempre é o verdadeiro problema.
    • Como é feita a avaliação do perfil facial.
    • Quando o preenchimento de mento é realmente indicado.
    • Quais são os benefícios, limitações e riscos do procedimento.
    • Quando a cirurgia ou outros tratamentos podem ser alternativas mais adequadas.
    • O que as evidências científicas mostram sobre o preenchimento do queixo.

    Antes de entender o preenchimento de mento, é preciso entender por que o queixo é tão importante

    Quando pensamos em beleza facial, é comum que a atenção se volte para os olhos, os lábios ou o nariz. No entanto, existe uma estrutura que influencia silenciosamente a percepção de todo o rosto: o mento, conhecido popularmente como queixo.

    Embora muitas pessoas só percebam sua importância quando observam o perfil no espelho ou em fotografias, o queixo participa do equilíbrio entre praticamente todos os elementos da face. Sua posição interfere na relação com o nariz, modifica a definição da mandíbula, influencia o contorno do pescoço e pode até alterar a forma como os lábios são percebidos.

    Por esse motivo, pequenas mudanças na projeção do mento podem produzir uma impressão de harmonia muito maior do que intervenções realizadas em outras regiões. Da mesma forma, um diagnóstico incorreto pode levar ao tratamento da estrutura errada, gerando resultados artificiais ou insuficientes.

    É justamente por isso que o preenchimento de mento não deve ser indicado apenas porque o paciente deseja um queixo maior. Antes de qualquer procedimento, é necessário compreender por que aquele perfil parece desproporcional. Em muitos casos, a causa principal não está no queixo.

    O que é o mento?

    O mento é a região mais anterior do terço inferior da face, localizada abaixo do lábio inferior e à frente da mandíbula. Ele é formado principalmente pelo osso mandibular, recoberto por músculos, gordura e pele.

    Sua função vai muito além da estética. O mento participa da sustentação dos tecidos do terço inferior da face, influencia o equilíbrio entre as proporções faciais e contribui para a definição do contorno mandibular. Além disso, ajuda a compor o perfil facial observado de lado, um dos principais parâmetros utilizados durante a avaliação estética.

    Na prática, quando um médico analisa essa região, ele não observa apenas o tamanho do queixo. Também são avaliadas características como:

    • projeção em relação ao restante da face;
    • altura do terço inferior;
    • largura e formato do mento;
    • contorno da mandíbula;
    • posição dos lábios;
    • ângulo entre o queixo e o pescoço;
    • qualidade da pele e dos tecidos moles.

    Essa avaliação global explica por que dois pacientes com queixos aparentemente semelhantes podem receber recomendações completamente diferentes. O objetivo não é reproduzir um padrão único de beleza, mas buscar equilíbrio entre todas as estruturas da face.

    Importante: Um queixo pequeno nem sempre significa falta de volume no mento. Alterações na mandíbula, no pescoço, na posição dos lábios, na estrutura óssea da face ou até mesmo no nariz podem criar essa impressão. Por isso, o diagnóstico é sempre o primeiro passo antes de indicar qualquer procedimento.

    Por que um queixo pequeno nem sempre é o verdadeiro problema

    Muitas pessoas olham para o espelho e concluem rapidamente que têm um queixo pequeno. No entanto, essa impressão pode enganar. O rosto funciona como um conjunto e pequenas alterações em uma região podem modificar a percepção de toda a face.

    Por exemplo, um nariz mais projetado pode fazer o queixo parecer menor. Da mesma forma, a perda de definição da mandíbula, o excesso de gordura abaixo do queixo ou a flacidez do pescoço também podem criar essa sensação. Por isso, tratar apenas o mento nem sempre resolve a principal queixa do paciente.

    Além disso, o envelhecimento altera a estrutura da face ao longo dos anos. O osso perde suporte, a pele diminui sua elasticidade e os compartimentos de gordura mudam de posição. Como consequência, o perfil facial pode parecer mais retraído mesmo quando o tamanho do queixo permanece praticamente o mesmo.

    Em pacientes mais jovens, a causa costuma estar relacionada às características anatômicas individuais. Já em pessoas com idade mais avançada, o envelhecimento frequentemente participa desse processo. Ainda assim, cada caso exige uma avaliação específica.

    Por esse motivo, o médico não deve responder apenas à pergunta “o que falta?”. Antes disso, ele precisa responder outra questão ainda mais importante: qual estrutura realmente provoca o desequilíbrio do perfil facial?

    As principais causas de um perfil facial retraído

    Diferentes alterações podem produzir uma aparência semelhante. Entretanto, cada uma exige uma estratégia diferente. Quando o diagnóstico identifica corretamente a causa predominante, as chances de alcançar um resultado natural aumentam de forma significativa.

    Causa predominante O que acontece Tratamento pode incluir
    Mento pouco projetado O queixo apresenta menor projeção em relação ao restante da face. Preenchimento de mento ou, em alguns casos, mentoplastia.
    Mandíbula pouco definida O contorno mandibular perde definição ou nunca foi bem marcado. Abordagem individualizada da mandíbula, do mento ou de ambos.
    Gordura submentoniana O acúmulo de gordura reduz o ângulo entre o queixo e o pescoço. Tratamentos para gordura localizada, conforme a avaliação médica.
    Flacidez da pele A pele perde firmeza e modifica o contorno do terço inferior da face. Tecnologias para flacidez, bioestimuladores ou tratamentos combinados.
    Alterações estruturais dos maxilares A posição dos ossos influencia todo o perfil facial. Avaliação com cirurgião bucomaxilofacial quando necessário.

    Embora essas alterações possam parecer semelhantes, elas possuem causas diferentes. Consequentemente, o tratamento também muda. Essa é uma das razões pelas quais copiar o procedimento realizado em outra pessoa raramente produz o mesmo resultado.

    Ponto importante: O preenchimento de mento corrige a falta de projeção do queixo em pacientes bem selecionados. Entretanto, ele não elimina gordura localizada, não trata flacidez importante e não substitui uma cirurgia quando existe uma alteração óssea significativa.

    Como o médico avalia o perfil facial antes de indicar o preenchimento de mento?

    O sucesso de um procedimento não depende apenas da técnica utilizada. Antes de tudo, depende da qualidade da avaliação clínica. Por isso, um bom diagnóstico costuma ser muito mais importante do que a quantidade de ácido hialurônico aplicada.

    Durante a consulta, o médico observa o rosto como um conjunto. Em vez de analisar apenas o queixo, ele procura entender como todas as estruturas se relacionam entre si. Afinal, pequenas alterações em uma região podem modificar completamente a percepção das demais.

    Além disso, essa avaliação não acontece apenas com o paciente parado. O médico também observa a face durante a conversa, o sorriso e outros movimentos naturais. Dessa forma, consegue identificar características que muitas vezes passam despercebidas em uma fotografia.

    A análise começa pela face como um todo

    Primeiramente, o especialista avalia as proporções gerais da face. Em seguida, observa a posição da testa, do nariz, dos lábios, do queixo, da mandíbula e do pescoço. Somente depois dessa análise global faz sentido estudar cada região isoladamente.

    Esse raciocínio evita um erro relativamente comum: tratar apenas o local que incomoda o paciente sem identificar a verdadeira origem do desequilíbrio facial.

    O perfil facial fornece informações importantes

    A visão lateral revela detalhes que nem sempre aparecem na avaliação frontal. Por esse motivo, ela faz parte da rotina de quem realiza uma análise facial completa.

    Nessa etapa, o médico observa, por exemplo:

    • a projeção do mento em relação ao nariz e aos lábios;
    • o contorno da mandíbula;
    • o ângulo entre o queixo e o pescoço;
    • a presença de gordura abaixo do queixo;
    • a qualidade da pele e o grau de flacidez;
    • o equilíbrio entre o terço médio e o terço inferior da face.

    Consequentemente, dois pacientes que apresentam uma queixa semelhante podem receber indicações completamente diferentes. Enquanto um realmente se beneficia do preenchimento de mento, outro pode precisar de um tratamento para flacidez, redução da gordura submentoniana ou, em alguns casos, de uma abordagem cirúrgica.

    Não existe um perfil facial ideal para todas as pessoas

    Muitas imagens divulgadas nas redes sociais transmitem a ideia de que existe um único formato de queixo considerado bonito. Entretanto, a literatura científica e a prática clínica mostram que a percepção de harmonia depende das proporções entre todas as estruturas da face e das características individuais de cada pessoa.

    Além disso, fatores como sexo, idade, formato do rosto, estrutura óssea e objetivos do paciente influenciam diretamente o planejamento do tratamento. Portanto, reproduzir exatamente o perfil de outra pessoa dificilmente produz um resultado natural.

    Em resumo: antes de indicar o preenchimento de mento, o médico precisa responder uma pergunta simples, mas decisiva: o desequilíbrio do perfil realmente começa no queixo ou outra estrutura explica melhor essa alteração? Essa resposta orienta todo o planejamento do tratamento.

    O que a ciência considera um queixo equilibrado?

    Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, não existe uma única medida capaz de definir um queixo bonito. A ciência mostra que a percepção de harmonia facial depende da relação entre todas as estruturas do rosto, e não apenas do tamanho do mento.

    Por isso, durante a avaliação, o médico não procura um padrão universal. Em vez disso, ele analisa proporções, ângulos e a relação entre testa, nariz, lábios, queixo, mandíbula e pescoço. Somente depois dessa análise faz sentido decidir se o preenchimento de mento pode realmente contribuir para o equilíbrio facial.

    A linha E de Ricketts é apenas uma referência

    Entre os parâmetros mais conhecidos está a linha estética de Ricketts, também chamada de linha E. Ela corresponde a uma linha imaginária traçada entre a ponta do nariz e o ponto mais anterior do queixo. Em seguida, o médico observa a posição dos lábios em relação a essa referência.

    Durante muitos anos, diversos profissionais utilizaram essa análise para avaliar o perfil facial. Entretanto, atualmente ela representa apenas um dos critérios disponíveis. Afinal, a linha E foi desenvolvida a partir de grupos populacionais específicos e não considera toda a diversidade de características faciais observadas na prática clínica.

    Além disso, idade, sexo, origem étnica, formato do nariz e espessura dos tecidos moles influenciam essa avaliação. Portanto, utilizar apenas esse parâmetro pode levar a interpretações equivocadas.

    O equilíbrio facial vai além das medidas

    Hoje, a avaliação facial combina referências anatômicas com análise clínica individualizada. Em vez de buscar números perfeitos, o médico procura identificar se existe equilíbrio entre os diferentes terços da face e se o perfil mantém uma aparência natural.

    Por exemplo, um paciente pode apresentar um mento discretamente retraído e, ainda assim, possuir um perfil harmonioso. Por outro lado, outra pessoa pode apresentar medidas semelhantes, mas sofrer um desequilíbrio importante por causa da mandíbula, da posição dos lábios ou da estrutura do nariz.

    Consequentemente, dois pacientes raramente recebem exatamente o mesmo planejamento. Embora a anatomia siga princípios comuns, cada rosto possui características próprias que exigem uma abordagem personalizada.

    Homens e mulheres costumam apresentar características diferentes

    As diferenças anatômicas entre homens e mulheres também influenciam o planejamento do tratamento. Em geral, rostos masculinos apresentam um mento mais largo, maior projeção anterior e uma mandíbula mais marcada. Já os rostos femininos costumam apresentar contornos mais delicados e transições mais suaves.

    Isso não significa que exista um único padrão considerado correto. Pelo contrário. O objetivo do tratamento não é masculinizar ou feminilizar a face, mas preservar as características individuais e melhorar o equilíbrio entre suas estruturas.

    Em resumo: o melhor resultado não acontece quando o médico aumenta o queixo até atingir uma medida específica. O melhor resultado acontece quando o perfil facial se torna mais equilibrado, respeitando a anatomia, as proporções e a identidade de cada paciente.

    Quando o preenchimento de mento é indicado?

    Quando o preenchimento de mento costuma ser indicado?

    Situação clínica O preenchimento pode ajudar?
    Queixo retraído Sim. É uma das principais indicações.
    Desequilíbrio do perfil facial Sim, quando a projeção do mento participa dessa alteração.
    Mandíbula pouco definida Em alguns pacientes, pode melhorar o contorno.
    Papada causada por retração do queixo Pode melhorar a aparência de forma indireta.
    Alteração óssea importante Nem sempre. Em alguns casos, a cirurgia oferece resultados mais adequados.

    O preenchimento de mento é indicado quando a falta de projeção do queixo compromete o equilíbrio do perfil facial. Nesses casos, o procedimento pode melhorar a harmonia entre nariz, lábios, mandíbula e pescoço sem alterar a identidade do rosto.

    Entretanto, o objetivo nem sempre é aumentar o queixo. Muitas vezes, uma pequena projeção já proporciona um perfil mais equilibrado. Por isso, o planejamento deve considerar toda a face e não apenas a região do mento.

    De forma geral, o procedimento pode beneficiar pacientes que apresentam:

    • queixo retraído ou pouco projetado;
    • desproporção entre nariz, lábios e queixo;
    • contorno mandibular com pouca definição;
    • desejo de melhorar o perfil facial sem cirurgia.

    Por outro lado, nem toda pessoa com perfil retraído precisa de preenchimento. Em alguns casos, a principal alteração está na mandíbula, na gordura abaixo do queixo, na flacidez da pele ou na estrutura óssea da face. Nesses pacientes, outras abordagens podem oferecer resultados mais adequados.

    Importante: a indicação do preenchimento de mento depende da avaliação da anatomia facial. O mesmo procedimento pode ser excelente para um paciente e inadequado para outro.

    Como é feito o preenchimento de mento?

    Como costuma ser o procedimento?

    Etapa O que acontece
    Avaliação facial O médico analisa a anatomia e define o planejamento.
    Marcação São definidos os pontos de aplicação.
    Aplicação O ácido hialurônico é injetado com agulha ou cânula.
    Modelagem O médico ajusta o contorno quando necessário.
    Orientações O paciente recebe os cuidados para o pós-procedimento.

    Na maioria dos casos, o médico realiza o preenchimento de mento com ácido hialurônico, uma substância biocompatível e reabsorvível pelo organismo. Antes de iniciar o procedimento, ele avalia a anatomia facial, define os pontos de aplicação e planeja a quantidade de produto necessária para cada paciente.

    Em seguida, o profissional higieniza a pele e pode utilizar anestésico local para aumentar o conforto. Depois, aplica o produto com agulha ou cânula, sempre de acordo com a técnica mais adequada para a região.

    Durante toda a aplicação, o objetivo não é apenas aumentar o queixo. Pelo contrário, o médico busca melhorar a projeção, preservar as proporções da face e criar uma transição mais harmoniosa entre o mento, a mandíbula e o pescoço.

    Além disso, o procedimento costuma durar entre 20 e 40 minutos. Como ele é realizado em consultório, o paciente normalmente retorna às atividades no mesmo dia. Ainda assim, o médico pode orientar alguns cuidados nas primeiras 24 a 48 horas para reduzir o risco de inchaço e hematomas.

    Importante: a técnica, o plano de aplicação e a quantidade de ácido hialurônico variam conforme a anatomia de cada paciente. Por isso, não existe um volume ideal que sirva para todas as pessoas.

    Quanto tempo dura o preenchimento de mento?

    Resumo das principais informações

    Pergunta Resposta
    Tempo do procedimento 20 a 40 minutos.
    Anestesia Pode ser utilizada para aumentar o conforto.
    Resultado inicial Logo após a aplicação.
    Duração média Entre 12 e 24 meses.
    Retorno às atividades Geralmente no mesmo dia.

    A duração do preenchimento de mento varia conforme o tipo de ácido hialurônico utilizado, o metabolismo de cada paciente e a movimentação da região. De forma geral, os resultados costumam permanecer entre 12 e 24 meses, embora esse período possa variar.

    Além disso, fatores como prática intensa de atividade física, características individuais e quantidade de produto aplicada também podem influenciar a durabilidade. Por isso, duas pessoas tratadas com o mesmo produto podem apresentar tempos de permanência diferentes.

    Quantos mL são necessários?

    Não existe uma quantidade padrão. O médico define o volume após avaliar a anatomia da face, o grau de projeção do queixo e o objetivo do tratamento. Enquanto alguns pacientes precisam apenas de uma pequena correção, outros podem se beneficiar de um planejamento em etapas.

    Por esse motivo, utilizar o mesmo volume aplicado em outra pessoa dificilmente produz o mesmo resultado. Em harmonização facial, a individualização costuma ser mais importante do que a quantidade de produto.

    Como é a recuperação?

    Na maioria dos casos, a recuperação é rápida. O paciente pode retornar às atividades habituais no mesmo dia. Entretanto, é comum ocorrer um discreto inchaço, sensibilidade ou pequenos hematomas nos primeiros dias.

    Além disso, o médico pode orientar alguns cuidados temporários, como evitar pressão sobre a região tratada e seguir corretamente as recomendações após o procedimento. Dessa forma, o processo de recuperação tende a ocorrer de maneira mais confortável.

    Importante: embora o resultado inicial seja percebido logo após a aplicação, o aspecto definitivo costuma ser avaliado somente depois que o inchaço diminui completamente.

    O preenchimento de mento melhora a mandíbula e a papada?

    Essa é uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes. A resposta, entretanto, depende da causa da alteração. O preenchimento de mento pode melhorar visualmente a definição da mandíbula e do contorno inferior da face, mas não atua da mesma forma em todos os casos.

    Quando o queixo apresenta pouca projeção, a aplicação de ácido hialurônico pode criar uma transição mais harmoniosa entre o mento e a mandíbula. Como consequência, o perfil parece mais equilibrado e a linha mandibular pode ficar mais definida.

    Por outro lado, esse procedimento não remove gordura localizada nem trata flacidez importante. Portanto, pacientes com excesso de gordura abaixo do queixo ou com perda significativa da firmeza da pele geralmente precisam de outras abordagens, que podem ser associadas ao preenchimento quando houver indicação.

    Queixa principal O preenchimento de mento ajuda?
    Queixo retraído Sim. Essa é uma das principais indicações do procedimento.
    Mandíbula com pouca definição Em alguns casos. O resultado depende da anatomia e da causa da alteração.
    Papada causada por retração do queixo Pode melhorar a aparência ao aumentar a projeção do mento.
    Papada por gordura localizada Não. O preenchimento não elimina gordura.
    Flacidez importante no pescoço Não. Nesses casos, outros tratamentos costumam ser mais indicados.

    Além disso, muitos pacientes apresentam mais de uma alteração ao mesmo tempo. Por exemplo, uma pessoa pode ter um queixo discretamente retraído, acúmulo de gordura abaixo do queixo e flacidez leve. Nessas situações, o melhor resultado costuma depender da combinação de tratamentos, e não de um único procedimento.

    Em resumo: o preenchimento de mento pode melhorar a definição do perfil facial e até reduzir visualmente a aparência da papada em pacientes selecionados. Entretanto, ele não substitui tratamentos para gordura localizada ou flacidez quando essas alterações representam a principal causa da queixa.

    Perguntas frequentes sobre preenchimento de mento

    O preenchimento de mento dói?

    Na maioria dos casos, o desconforto é leve. Além disso, muitos produtos contêm anestésico em sua composição e, quando necessário, o médico pode utilizar anestesia local para aumentar o conforto durante o procedimento.

    O resultado é imediato?

    Sim. A melhora da projeção do queixo pode ser observada logo após a aplicação. Entretanto, o resultado definitivo deve ser avaliado após a redução do inchaço inicial, que costuma ocorrer nos dias seguintes.

    O preenchimento de mento é definitivo?

    Não. O ácido hialurônico é reabsorvido gradualmente pelo organismo. Por isso, o efeito costuma durar entre 12 e 24 meses, embora esse período possa variar conforme as características individuais de cada paciente.

    Quem não deve fazer o procedimento?

    Pacientes com infecção ativa na região, alergia conhecida aos componentes do produto ou outras contraindicações identificadas durante a avaliação médica podem não ser candidatos ao procedimento. Além disso, algumas alterações estruturais importantes podem exigir outro tipo de tratamento.

    O preenchimento de mento pode deixar o rosto artificial?

    Quando o procedimento respeita a anatomia facial e as proporções individuais, a tendência é obter um resultado natural. Por outro lado, o excesso de produto ou uma indicação inadequada podem comprometer a harmonia da face.

    O preenchimento substitui a mentoplastia?

    Não. O preenchimento pode corrigir retrações leves e moderadas em pacientes bem selecionados. Entretanto, alterações ósseas mais importantes podem exigir tratamento cirúrgico. A escolha depende da avaliação clínica.


    Benefícios e limitações do preenchimento de mento

    Benefícios Limitações
    Melhora a projeção do queixo. Não elimina gordura localizada.
    Equilibra o perfil facial. Não trata flacidez importante.
    Pode aumentar a definição da mandíbula. Não substitui a cirurgia quando há alteração óssea significativa.
    É minimamente invasivo. O resultado não é permanente.
    Apresenta recuperação rápida. Depende de uma indicação correta para alcançar um resultado natural.

    Conclusão

    O preenchimento de mento vai muito além do aumento do queixo. Quando existe indicação, ele pode melhorar o equilíbrio do perfil facial, aumentar a definição da mandíbula e harmonizar a relação entre diferentes estruturas da face. No entanto, os melhores resultados não dependem apenas da técnica ou do produto utilizado. Eles começam com um diagnóstico preciso e um planejamento individualizado.

    Por isso, antes de decidir por qualquer procedimento, vale a pena realizar uma avaliação completa da anatomia facial. Em muitos casos, o tratamento ideal envolve a combinação de diferentes abordagens, sempre de acordo com as características e os objetivos de cada paciente.


    Revisão médica

    Este conteúdo foi elaborado e revisado pelo Dr. Rubens Pontello Junior, médico dermatologista (CRM-PR 24.645 | RQE 2.050), diretor técnico do Instituto Pontello, em Londrina. O artigo possui finalidade educativa e não substitui uma consulta médica individualizada.


    Principais referências científicas

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    3. Beer K, Kaufman-Janette J, Bank D, et al. Safe and effective chin augmentation with the hyaluronic acid injectable filler, VYC-20L. Dermatologic Surgery. 2021;47(1):80-85. doi:10.1097/DSS.0000000000002795. Disponível em: PubMed PMID: 33347003.
  • XERF: como funciona a radiofrequência monopolar de dupla frequência

    XERF: como funciona a radiofrequência monopolar de dupla frequência

    O que é o XERF?

    O XERF é um sistema de radiofrequência monopolar de dupla frequência, desenvolvido para tratar a flacidez e melhorar progressivamente a firmeza da pele. A tecnologia combina duas frequências de radiofrequência — uma de 6,78 MHz e outra de 2 MHz — com um sistema de resfriamento da superfície da pele.

    Embora utilize um princípio já consolidado na dermatologia, a radiofrequência monopolar, o XERF representa uma nova geração desse recurso: seu sistema busca distribuir o aquecimento de maneira mais uniforme e em diferentes profundidades, além de favorecer maior conforto durante a aplicação.

    Nos últimos meses, a tecnologia ganhou visibilidade internacional, inclusive na imprensa e nas redes sociais, o que aumentou o interesse de pacientes por esse tipo de tratamento. Popularidade, porém, não é sinônimo de indicação correta — por isso este artigo se concentra no que a tecnologia é, como funciona e em que situações ela pode (ou não) fazer sentido, e não na repercussão que recebeu.

    No Instituto Pontello, em Londrina, o Dr. Rubens Pontello Junior avalia cada tecnologia com critério antes de incorporá-la aos protocolos da clínica — considerando as evidências científicas disponíveis, o mecanismo de ação, a segurança e o benefício potencial para os pacientes. Foi esse processo que levou à incorporação do XERF.

    Como o XERF funciona?

    Com o passar dos anos, o organismo reduz gradualmente a produção de colágeno e elastina, e a pele perde parte da sustentação, da resistência e da elasticidade. Esse processo costuma aparecer primeiro como linhas finas e, mais tarde, como perda de definição do contorno facial.

    O XERF utiliza radiofrequência para gerar um aquecimento controlado nos tecidos, em diferentes profundidades da pele. Esse estímulo térmico pode favorecer respostas biológicas relacionadas à reorganização das fibras de colágeno existentes e à formação de novas fibras ao longo do tempo. Enquanto a energia atua nos tecidos, o sistema de resfriamento protege a superfície da pele, o que contribui para o conforto e para o controle da aplicação.

    O XERF não é um preenchimento e não tem como objetivo aumentar o volume do rosto. A proposta é estimular uma melhora progressiva da firmeza, da elasticidade e da qualidade da pele — um processo biológico que acompanha o tempo de resposta do próprio organismo, e não uma transformação imediata.

    O que diferencia o XERF de outras radiofrequências?

    Nem todos os equipamentos de radiofrequência funcionam da mesma forma. Existem diferenças na frequência utilizada, na distribuição do calor, no sistema de resfriamento e nas possibilidades de ajuste dos parâmetros.

    O XERF se diferencia por combinar duas frequências de radiofrequência monopolar (6,78 MHz e 2 MHz) com um sistema de controle térmico, o que permite distribuir a energia de forma diferente ao longo da espessura da pele, em vez de concentrá-la em um único plano. Isso amplia as possibilidades de ajuste dentro do planejamento — mas não significa, por si só, um resultado proporcionalmente maior: a resposta depende de como cada tecido reage ao estímulo, não apenas do número de frequências envolvidas.

    O XERF não substitui automaticamente as demais tecnologias disponíveis. Em alguns pacientes, a radiofrequência pode representar a principal escolha; em outros, lasers, ultrassom microfocado, bioestimuladores ou protocolos combinados podem ser mais adequados. Por isso, o Instituto Pontello não organiza seus tratamentos a partir do equipamento mais recente: o Dr. Rubens Pontello Junior primeiro identifica as principais alterações presentes na pele do paciente, para só então definir quais recursos podem atuar de forma complementar.

    Quais áreas podem ser tratadas com o XERF?

    O XERF pode ser utilizado em regiões que apresentam perda de firmeza e redução da qualidade da pele, entre elas:

    • rosto;
    • linha da mandíbula;
    • região abaixo do queixo;
    • pescoço.

    Cada região exige parâmetros e objetivos específicos — a presença de flacidez não significa que todas as áreas devam receber o mesmo protocolo. O planejamento realizado pelo Dr. Rubens Pontello Junior considera tanto a região tratada quanto a causa predominante da alteração.

    Quem pode se beneficiar do XERF?

    Em geral, o tratamento pode beneficiar homens e mulheres que começam a perceber perda de firmeza, redução da elasticidade ou alteração do contorno facial, incluindo queixas como mandíbula menos definida, flacidez facial leve a moderada, pele mais fina e menos firme, rugas finas, perda de sustentação no pescoço e aspecto cansado associado à perda de qualidade da pele.

    Nem toda flacidez tem a mesma origem: algumas pessoas apresentam perda predominante de colágeno, enquanto outras têm excesso de pele, redução de volume ou alterações mais profundas de sustentação — e mais de um fator pode estar presente na mesma pessoa. Por isso, duas pessoas com idade e queixas semelhantes podem receber indicações completamente diferentes, e a consulta com o Dr. Rubens Pontello Junior é a etapa que define se o XERF deve atuar sozinho ou em associação com outros tratamentos.

    Quem não deve realizar o XERF?

    Embora seja um procedimento não cirúrgico, o XERF não é indicado automaticamente para todas as pessoas. De modo geral, o tratamento deve ser evitado durante a gestação e em regiões com infecção, feridas abertas ou inflamação ativa. Pacientes com marcapasso, outros dispositivos eletrônicos implantáveis ou determinados implantes metálicos precisam informar essas condições durante a consulta, assim como outras doenças ou tratamentos em andamento.

    Pacientes com excesso acentuado de pele também podem não alcançar, apenas com radiofrequência, o resultado que esperam. Nessas situações, o Dr. Rubens Pontello Junior explica as limitações do método e apresenta alternativas mais compatíveis com o caso.

    O que os estudos científicos mostram até agora?

    A radiofrequência monopolar tem uma trajetória consolidada no tratamento da flacidez leve e moderada. Já o XERF, especificamente, é uma tecnologia recente — por isso a literatura científica dedicada a ele ainda é limitada, mas já existem estudos publicados em periódicos revisados por pares:

    • Um estudo prospectivo multicêntrico, com 39 pacientes em quatro centros, avaliou o uso do XERF para flacidez facial e definição do terço inferior da face, com duas sessões de tratamento espaçadas em quatro semanas. Aos 90 dias, 92,3% dos participantes apresentaram melhora clinicamente relevante pela Escala de Avaliação Estética Global (GAIS), sem eventos adversos duradouros registrados.
    • Um estudo retrospectivo, com 16 mulheres, avaliou os efeitos de uma aplicação única de XERF e encontrou elevação discreta da sobrancelha (entre 1,1 e 1,4 mm) e redistribuição volumétrica na região tratada, além de percepção subjetiva de rejuvenescimento pelas próprias pacientes.
    • Um estudo clínico realizado na Coreia do Sul, com 20 mulheres, avaliou a segurança e a eficácia de um dispositivo de radiofrequência monopolar de dupla frequência para sinais de fotoenvelhecimento facial, com avaliadores de imagem cegados para o resultado, e não registrou eventos adversos relevantes.
    • Um estudo de modelagem computacional e análise histológica investigou como as frequências de 6,78 MHz e 2 MHz se comportam nos tecidos, mostrando efeitos térmicos em diferentes profundidades e remodelação da matriz extracelular, sem sinais de morte de adipócitos.

    Esses estudos são importantes porque tratam especificamente do XERF (e não apenas do princípio geral da radiofrequência), mas ainda têm limitações relevantes: amostras pequenas (16 a 39 participantes), a maioria sem grupo controle, sem placebo ou cegamento completo, e acompanhamento de curto a médio prazo. Ou seja: existe mecanismo plausível e sinais clínicos preliminares favoráveis, mas isso ainda é diferente de uma base de evidência robusta e de longo prazo — o que é esperado para uma tecnologia recente, e reforça por que a indicação deve continuar sendo individualizada e conduzida por avaliação médica.

    Além dos estudos clínicos publicados, a fabricante do equipamento também disponibiliza material técnico institucional descrevendo o sistema de dupla frequência. Esse tipo de documentação é útil para especificações técnicas do equipamento, mas não substitui — e não deve ser confundido com — evidência clínica independente.

    Quais resultados podem ser esperados?

    O objetivo do XERF é melhorar progressivamente a firmeza, a elasticidade e a qualidade da pele. Alguns pacientes percebem uma mudança inicial pouco tempo depois da aplicação, mas a remodelação do colágeno exige tempo — por isso a evolução costuma acontecer ao longo das semanas e dos meses seguintes, com melhora do contorno facial, redução discreta da flacidez e aparência mais firme e descansada entre os possíveis benefícios.

    O resultado varia conforme a idade, a qualidade da pele, o grau de flacidez, os hábitos de vida e a resposta individual ao tratamento. O XERF não substitui uma cirurgia quando existe excesso importante de pele. Por isso, o Dr. Rubens Pontello Junior alinha as expectativas antes do procedimento e explica quais mudanças são plausíveis em cada caso.

    Por que realizar o XERF com o Dr. Rubens Pontello Junior?

    O acesso a uma tecnologia moderna representa apenas o começo do tratamento. Para alcançar um resultado coerente, o médico precisa compreender a anatomia do paciente, identificar as causas da flacidez e ajustar a energia de acordo com cada região — além de reconhecer quando o XERF pode atuar sozinho e quando uma combinação de tratamentos faz mais sentido.

    O Dr. Rubens Pontello Junior reúne experiência em dermatologia estética, conhecimento anatômico e acesso a diferentes tecnologias dentro do Instituto Pontello, o que permite construir uma estratégia compatível com as necessidades de cada paciente, em vez de adaptar todos os casos ao mesmo protocolo.

    Em Londrina, o XERF faz parte dos planejamentos do Dr. Rubens Pontello Junior, dermatologista (CRM-PR 24.645 | RQE 2.050), e está disponível no Instituto Pontello. Mais do que adquirir um equipamento novo, a proposta é compreender quando essa tecnologia pode contribuir de forma concreta para cada paciente — por isso toda indicação começa com uma avaliação médica individual.

    Se você deseja entender se o XERF é indicado para o seu caso, agende uma avaliação com o Dr. Rubens Pontello Junior no Instituto Pontello, em Londrina.

    Perguntas frequentes

    O que é o XERF?

    É um sistema de radiofrequência monopolar de dupla frequência (6,78 MHz e 2 MHz) usado para tratar a flacidez e melhorar progressivamente a firmeza da pele, estimulando a remodelação do colágeno.

    Como funciona o XERF?

    O equipamento gera calor controlado nos tecidos em diferentes profundidades, o que pode estimular a reorganização do colágeno existente e a formação de novas fibras ao longo do tempo, enquanto um sistema de resfriamento protege a superfície da pele.

    Para quem o XERF pode ser indicado?

    Para pessoas com sinais leves a moderados de flacidez e perda de firmeza no rosto, na mandíbula ou no pescoço. A indicação depende de avaliação médica individual, já que a origem da flacidez varia de paciente para paciente.

    O procedimento dói?

    Pode doer. A sensação varia de pessoa para pessoa e conforme a região tratada, e o resfriamento da superfície não elimina o desconforto. Em um estudo com 16 pacientes, a dor durante a aplicação foi considerada leve por 6, moderada por 8 e intensa por 2. Em outro estudo, com 39 participantes tratados sem anestesia, a dor foi descrita em geral como leve a moderada. A forma de conduzir o desconforto é discutida na consulta.

    Existe tempo de recuperação?

    Pode haver vermelhidão e, em alguns casos, inchaço leve na região tratada. Nos estudos publicados, esses efeitos foram transitórios: em um deles, os casos registrados duraram de um a dois dias e regrediram sem tratamento. A orientação sobre retorno às atividades é individual.

    Quantas sessões são necessárias?

    Varia conforme o planejamento definido na consulta. Em um dos estudos publicados, o protocolo utilizado envolveu duas sessões espaçadas em quatro semanas — mas o número ideal para cada paciente depende da avaliação individual feita pelo médico.

    Quando os resultados aparecem?

    Alguns pacientes percebem mudanças iniciais logo após a aplicação, mas como o efeito depende da remodelação do colágeno, a evolução mais consistente costuma ocorrer ao longo de semanas a poucos meses.

    Referências científicas

    Bhatia AC, Weiss RA, Wang J, DiBernardo B. Clinical Outcomes Following Dual-Frequency Noninvasive Monopolar Radiofrequency Treatment for Facial Laxity and Lower Face Lifting: A Prospective Multicenter Study. Cureus. 2026;18(3):e104546. doi:10.7759/cureus.104546

    Erlich G, Dahan E, Wolf Y. Objective and subjective retrospective evaluation of XERF, a novel single-shot dual-frequency non-invasive monopolar radiofrequency. Lasers in Medical Science. 2026;41(1):194. doi:10.1007/s10103-026-04996-0

    Hwang JK. Evaluation of the clinical safety and efficacy of a noninvasive dual-frequency monopolar radiofrequency device in the treatment of facial photoaging sequelae in Republic of Korea: a clinical study. Medical Lasers. 2025;14(1):23-30. doi:10.25289/ML.24.035

    Ko K, Ryu HG, Park J, Kim W, Kim S, Ko J, Cho SB. Computational modeling and histologic analysis of 6.78- and 2-MHz monopolar radiofrequency-induced thermal reactions. Lasers in Medical Science. 2025;40(1):501. doi:10.1007/s10103-025-04746-8

    Documentação técnica do fabricante (não constitui evidência clínica independente): Cynosure Lutronic. Comunicado institucional sobre o sistema de radiofrequência monopolar de dupla frequência.

    Autoria, revisão médica e transparência

    Conteúdo médico e revisão: Dr. Rubens Pontello Junior — CRM-PR 24.645 | RQE 2.050 · perfil profissional
    Área de atuação: Dermatologia e Cosmiatria
    Produção editorial: Equipe de Conteúdo do Instituto Pontello, Londrina — Paraná
    Publicado em: 25 de julho de 2026 · Última revisão editorial: 10 de setembro de 2026
    Próxima revisão programada: setembro de 2027
    Transparência: o Instituto Pontello utiliza o XERF em sua prática clínica, o que representa um potencial conflito de interesse na avaliação desta tecnologia específica. Por isso a indicação segue os critérios clínicos descritos neste artigo, e não a disponibilidade do equipamento.

  • Botox preventivo existe? Entenda tudo sobre isso

    Botox preventivo existe? Entenda tudo sobre isso

    Nos últimos anos, o termo Botox preventivo passou a aparecer com frequência nas redes sociais, em reportagens e até em conversas entre amigos.

    Mas será que ele realmente existe?

    Ou seria apenas mais uma expressão criada pelo marketing?

    A resposta não cabe em um simples “sim” ou “não”.

    Na prática, esse conceito existe, porém costuma ser explicado de forma superficial.

    Embora a toxina botulínica não impeça o envelhecimento nem mantenha alguém jovem para sempre, ela pode atuar sobre um dos mecanismos envolvidos na formação de determinadas rugas.

    Quando existe indicação adequada, o tratamento reduz a repetição de alguns movimentos musculares responsáveis pelo surgimento das rugas de expressão.

    Por isso, compreender essa diferença muda completamente a forma de enxergar o procedimento.

    No Instituto Pontello, em Londrina, essa decisão nunca é baseada apenas na idade do paciente.

    Segundo o Dr. Rubens Pontello Junior, a indicação depende principalmente do padrão muscular, da qualidade da pele, da anatomia facial e dos objetivos individuais de cada pessoa.

    Assim, uma avaliação personalizada diferencia um tratamento planejado de uma simples aplicação.

    Sim. O termo Botox preventivo faz sentido do ponto de vista biológico, mas não porque impede o envelhecimento.

    Na realidade, ele recebe esse nome porque pode reduzir a repetição dos movimentos musculares responsáveis pela formação de algumas rugas de expressão.

    Entretanto, nem toda pessoa precisa iniciar o tratamento precocemente, e também não existe uma idade ideal válida para todos.

    Por esse motivo, a indicação deve sempre partir de uma avaliação médica individualizada.

    O que é Botox preventivo?

    Antes de responder essa pergunta, vale entender que “Botox preventivo” não representa um tipo diferente de toxina botulínica.

    Na verdade, o medicamento utilizado é exatamente o mesmo.

    A diferença está no momento em que ele passa a ser indicado.

    Enquanto algumas pessoas procuram tratamento quando as rugas permanecem visíveis mesmo com o rosto relaxado, outras buscam atendimento quando essas marcas aparecem apenas durante determinadas expressões faciais.

    É justamente nesse contexto que surge o conceito de Botox preventivo.

    O objetivo não é impedir o envelhecimento.

    Em vez disso, busca-se reduzir um dos fatores que contribuem para a formação de determinadas rugas.

    Consequentemente, esse raciocínio faz sentido quando entendemos como essas linhas surgem ao longo do tempo.

    Como surgem as rugas de expressão?

    Sempre que sorrimos, franzimos a testa, levantamos as sobrancelhas ou fechamos os olhos, pequenos músculos da face entram em contração.

    Como resultado, a pele se dobra temporariamente.

    Durante a juventude, existe maior quantidade de colágeno, elastina e ácido hialurônico.

    Por isso, a pele costuma retornar rapidamente ao seu estado original após cada movimento.

    Com o passar dos anos, entretanto, essa capacidade de recuperação diminui.

    Além do envelhecimento natural, fatores como exposição solar crônica, tabagismo, poluição, estresse oxidativo e predisposição genética aceleram esse processo.

    Consequentemente, uma dobra que antes desaparecia completamente passa a permanecer visível por mais tempo.

    Em determinado momento, ela deixa de surgir apenas durante a expressão e continua presente mesmo quando o músculo está relaxado.

    É dessa forma que muitas rugas de expressão evoluem.

    Imagine uma folha de papel

    Uma analogia simples ajuda a visualizar esse mecanismo.

    Imagine uma folha de papel completamente lisa.

    Depois de uma única dobra, ela normalmente retorna quase ao formato original.

    Agora pense no que acontece quando exatamente essa mesma dobra é repetida centenas ou milhares de vezes.

    Com o tempo, mesmo mantendo a folha completamente aberta, aquela marca continua visível.

    É claro que a pele humana não funciona exatamente como uma folha de papel.

    Afinal, trata-se de um tecido vivo, muito mais complexo, formado por colágeno, elastina, vasos sanguíneos, fibroblastos e diversas outras estruturas.

    Ainda assim, o princípio biomecânico por trás dessa comparação é semelhante.

    Ao longo de décadas, movimentos repetitivos podem favorecer o surgimento permanente de determinadas linhas de expressão.

    É justamente nesse ponto que a toxina botulínica pode exercer seu papel.


    Como a toxina botulínica atua?

    Para compreender por que o termo Botox preventivo faz sentido, primeiro é necessário entender como a toxina botulínica age.

    Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, ela não preenche rugas, não aumenta o volume da pele e também não estimula diretamente a produção de colágeno.

    Na realidade, seu principal alvo é o músculo.

    A substância bloqueia temporariamente a liberação de acetilcolina, neurotransmissor responsável por transmitir o estímulo que desencadeia a contração muscular.

    Como consequência, ocorre uma redução temporária da força dessa contração.

    Dessa maneira, a pele passa a sofrer menos dobras durante determinadas expressões faciais.

    Consequentemente, aquela região fica submetida a um estresse mecânico repetitivo menor ao longo do tempo.

    Por esse motivo, surgiu o conceito de Botox preventivo.

    Entretanto, é importante lembrar que esse efeito é temporário.

    Após alguns meses, as terminações nervosas voltam gradualmente a transmitir os impulsos ao músculo, permitindo que a movimentação seja restabelecida.

    Portanto, a toxina botulínica não modifica permanentemente a musculatura nem interrompe o processo natural de envelhecimento.


    Por que ele é chamado de Botox preventivo?

    Embora seja amplamente utilizado, esse termo pode gerar interpretações equivocadas.

    Muitas pessoas entendem a palavra “preventivo” como se o tratamento fosse capaz de impedir o envelhecimento.

    No entanto, essa não é a conclusão dos estudos científicos.

    O envelhecimento representa um processo biológico inevitável.

    Além disso, envolve alterações simultâneas na pele, nos músculos, na gordura facial, nos ligamentos e até mesmo na estrutura óssea da face.

    Por essa razão, nenhum procedimento isolado consegue impedir que esse processo aconteça.

    O que a toxina botulínica realmente faz é reduzir um dos mecanismos envolvidos na formação de determinadas rugas: a repetição constante da contração muscular.

    Assim, pacientes cuidadosamente selecionados podem apresentar uma evolução mais lenta de algumas linhas de expressão.

    Em outras palavras, ela não previne o envelhecimento como um todo, mas pode atuar sobre um dos fatores que contribuem para o aparecimento de determinadas rugas.


    Perguntas frequentes

    Existe diferença entre rugas dinâmicas e rugas estáticas?

    As rugas dinâmicas aparecem ou se acentuam durante a contração dos músculos da expressão facial, como ao franzir a testa, levantar as sobrancelhas ou sorrir. As rugas estáticas permanecem visíveis mesmo com o rosto em repouso.

    Os dois componentes podem coexistir: uma linha visível em repouso pode se aprofundar com o movimento. Essa distinção contribui para a avaliação, mas não determina sozinha a indicação de toxina botulínica. A idade também não deve ser usada como critério isolado.

    O Botox preventivo evita todas as rugas?

    Não.

    Pelo contrário, essa talvez seja uma das interpretações equivocadas mais comuns nas redes sociais.

    O envelhecimento facial resulta da combinação de diversos mecanismos biológicos.

    Entre eles, destacam-se:

    • redução da produção de colágeno;
    • perda de elastina;
    • afinamento da pele;
    • redistribuição da gordura facial;
    • alterações ligamentares;
    • reabsorção óssea;
    • fotoenvelhecimento provocado pela radiação ultravioleta;
    • tabagismo;
    • poluição;
    • fatores genéticos.

    Dentro desse contexto, a toxina botulínica atua principalmente sobre a contração muscular.

    Por isso, ela não substitui o uso diário do protetor solar.

    Da mesma forma, também não corrige perda de volume, não trata flacidez importante nem melhora isoladamente a textura da pele.

    Na prática, os melhores resultados costumam surgir quando diferentes estratégias são combinadas dentro de um planejamento individualizado.

    Existe uma idade certa para começar?

    Provavelmente essa seja a pergunta mais frequente no consultório.

    A resposta, entretanto, é bastante simples: não existe uma idade universal.

    Enquanto algumas pessoas apresentam linhas de expressão bastante marcadas antes dos 30 anos, outras chegam aos 45 praticamente sem rugas na testa.

    Essa diferença acontece porque o envelhecimento facial sofre influência de inúmeros fatores.

    Entre os principais, estão:

    • genética;
    • força muscular;
    • espessura da pele;
    • hábitos de exposição solar;
    • tabagismo;
    • qualidade do sono;
    • estilo de vida;
    • cuidados diários com a pele.

    Assim, utilizar apenas a idade como critério costuma levar a decisões equivocadas.

    Em vez de olhar exclusivamente para o número de anos, o ideal é compreender como aquela face envelhece.

    Segundo a experiência clínica do Dr. Rubens Pontello Junior, a avaliação deve considerar o padrão muscular, a qualidade da pele e os primeiros sinais individuais do envelhecimento.

    Referências científicas

    As referências abaixo tratam da eficácia da toxina botulínica tipo A sobre rugas dinâmicas e de seu uso em pacientes mais jovens — elas sustentam a ação da toxina sobre a contração muscular e a redução de rugas de expressão, mas não constituem comprovação científica de que o início precoce do tratamento previna o envelhecimento facial de forma geral.

    Camargo CP, Xia J, Costa CS, Gemperli R, Tatini MDC, Bulsara MK, Riera R. Botulinum toxin type A for facial wrinkles. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2021;(7):CD011301. doi:10.1002/14651858.CD011301.pub2

    Marinelli G, Inchingolo AD, Trilli I, Pezzolla C, Sardano R, Inchingolo F, Palermo A, Maspero CMN, Dipalma G, Inchingolo AM. Proactive Aesthetic Strategies: Evaluating the Preventive Role of Botulinum Toxin in Facial Aging. Muscles. 2025;4(3):31. doi:10.3390/muscles4030031

    Michon A. Botulinum toxin for cosmetic treatments in young adults: an evidence-based review and survey on current practice among aesthetic practitioners. Journal of Cosmetic Dermatology. 2023;22(1):128-139. doi:10.1111/jocd.15513

    Autoria, revisão médica e transparência

    Autoria e revisão médica: Dr. Rubens Pontello Junior — Dermatologista, CRM-PR 24.645 | RQE 2.050, diretor técnico do Instituto Pontello.
    Área de atuação: Dermatologia e Cosmiatria
    Publicado em: 25 de julho de 2026
    Conflitos de interesse: o Dr. Rubens Pontello Junior declara não possuir conflitos de interesse relacionados ao conteúdo deste artigo.
    Transparência: Botox preventivo é o nome popular dado ao uso da toxina botulínica com o objetivo de reduzir a formação de rugas dinâmicas; o procedimento é oferecido pelo Instituto Pontello — o que representa uma relação direta entre este conteúdo editorial e um serviço comercializado pela clínica. As referências científicas citadas neste artigo tratam da eficácia da toxina botulínica sobre rugas dinâmicas e de seu uso em pacientes jovens, e não constituem comprovação de que o início precoce do tratamento previna o envelhecimento.

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