Tecnologias · Londrina
Em poucas palavras
O laser de CO2 fracionado aquece e remove microcolunas de pele, deixando áreas intactas entre elas. Isso estimula a renovação e a produção de colágeno com uma recuperação menor do que a do laser de CO2 tradicional, que remove toda a superfície [1].
É usado principalmente para cicatrizes de acne, textura irregular, rugas finas e sinais de fotoenvelhecimento [1]. Em peles mais morenas, o risco de manchas após o tratamento é maior e exige parâmetros e cuidados específicos [2][3].
No Instituto Pontello, o laser de CO2 é feito com a plataforma DuoGlide (DEKA).
A consulta define se o laser de CO2 faz sentido para o seu caso, qual protocolo e qual recuperação esperar.
Consultas com o Dr. Rubens Pontello Junior no Instituto Pontello, em Londrina.
O que é o laser de CO2
O laser de CO2 emite luz no comprimento de onda de 10.600 nm, que é muito bem absorvida pela água. Como a pele tem muita água, o laser consegue vaporizar camadas finas de tecido com precisão e aquecer a pele logo abaixo [1]. Esse aquecimento controlado estimula a remodelação do colágeno.
Na dermatologia, ele é usado há décadas tanto para remover lesões elevadas benignas quanto para tratar cicatrizes e rejuvenescer a pele [1].
Laser de CO2 fracionado e tradicional
No modo tradicional, o laser remove toda a superfície da área tratada. O resultado pode ser intenso, mas a recuperação é longa e o risco de complicações é maior.
No modo fracionado, o feixe é dividido em centenas de microfeixes. Eles tratam pequenas colunas de pele e preservam áreas intactas ao redor, que aceleram a cicatrização. Por isso o fracionado ocupa um meio-termo entre os lasers totalmente ablativos e os não ablativos [1].
Uma série com 665 pacientes latino-americanos mostra a diferença na prática: manchas após o tratamento ocorreram em 30% dos tratados com o modo tradicional e em 11% dos tratados com o fracionado, e os índices aumentaram quanto mais escuro era o fototipo [2].
Para que é indicado
- Cicatrizes de acne, sobretudo as atróficas (em depressão) [1]. Veja também o artigo sobre acne e cicatrizes.
- Textura irregular, poros e rugas finas [1].
- Sinais de fotoenvelhecimento no rosto e fora dele, como pescoço e colo [1].
- Outras cicatrizes, conforme a avaliação. Saiba mais em tratamentos para cicatrizes.
O laser de CO2 não é indicado para tudo. Flacidez acentuada, perda de volume e manchas como o melasma costumam pedir outras abordagens, ou o laser só entra como parte de um plano maior.
O laser de CO2 no Instituto Pontello
No Instituto Pontello, o laser de CO2 é feito com a plataforma DuoGlide, da DEKA, que reúne um laser de CO2 (10.600 nm) e um laser não ablativo de 1540 nm. Os dois podem ser usados separadamente ou em sequência. Estudos sobre esse uso sequencial mostram que a combinação amplia a zona de aquecimento sem necessariamente aumentar a profundidade da ablação [4].
Com essa plataforma, o Dr. Rubens Pontello Junior realiza dois protocolos autorais:
- CooLaser, com o laser de CO2 aplicado de forma ultrarrápida;
- Duolaser, que integra o CO2 e o 1540 nm na mesma sessão.
O Dr. Rubens Pontello Junior realiza o laser de CO2 e, conforme o caso, indica a Dra. Renata Pontello para executar o tratamento. Os dois trabalham em conjunto, e o planejamento fica sob a responsabilidade dele.
Como é a sessão
Antes de tudo, a consulta avalia a pele, o histórico de manchas, cicatrizes e herpes, o fototipo e a rotina de exposição ao sol. Se o laser for indicado, o médico define o protocolo, os parâmetros e o preparo da pele.
No dia, a pele é limpa e recebe anestésico tópico. Durante a aplicação, é comum sentir calor e pequenas picadas. A duração depende do tamanho da área tratada.
Recuperação
Nos primeiros dias, é esperado que a pele fique avermelhada, levemente inchada e com aspecto áspero ou de pequenas crostas, que se soltam com a descamação. A intensidade e o tempo variam conforme os parâmetros e a área tratada.
Na experiência clínica do Dr. Rubens Pontello Junior, a recuperação costuma levar de 1 a 2 dias no CooLaser e de 3 a 4 dias no Duolaser, como detalhado na página da DuoGlide. Protocolos mais intensos exigem mais tempo.
Nas semanas seguintes, a fotoproteção rigorosa e os cuidados indicados pelo médico são parte do tratamento. É nessa fase que se reduz o risco de manchas.
Pele morena e melasma
Peles com fototipos mais altos, comuns no Brasil, têm mais tendência a escurecer depois de uma inflamação. Isso não impede o uso do laser, mas exige parâmetros adequados, preparo e acompanhamento [2][3].
No melasma, o cuidado é maior: lasers usados de forma agressiva podem piorar as manchas. Quando a pessoa tem melasma e outra queixa que o laser trataria, a decisão é individual. Entenda melhor no artigo sobre tratamento do melasma.
Riscos e quando adiar
Entre as complicações descritas estão manchas escuras após a inflamação, vermelhidão prolongada, infecções (incluindo a reativação do herpes) e, raramente, cicatrizes. Em fototipos mais altos, o risco de complicações pigmentares é maior [3]. A maioria pode ser prevenida ou tratada quando a indicação e os cuidados são bem conduzidos.
Algumas situações pedem que o tratamento seja adiado ou contraindicam o laser, como infecção ativa na área, pele bronzeada recentemente, gestação e o uso de certos medicamentos. Tudo isso é revisado na consulta.
Quer saber se o laser de CO2 é uma boa opção para a sua pele?
Consultas com o Dr. Rubens Pontello Junior no Instituto Pontello, em Londrina.
Perguntas frequentes
Laser de CO2 dói?
A aplicação é feita com anestésico tópico. Mesmo assim, é comum sentir calor e pequenas picadas. A sensação varia de pessoa para pessoa e conforme a área e o protocolo.
Como fica o rosto depois do laser de CO2?
Nos primeiros dias, a pele costuma ficar vermelha, um pouco inchada e áspera, com pequenas crostas que se soltam na descamação. O tempo de recuperação depende do protocolo e da intensidade.
Quantas sessões de laser de CO2 são necessárias?
Depende da indicação e da resposta da pele. Cicatrizes de acne, por exemplo, costumam exigir mais de uma sessão. O número é definido no planejamento.
Pele morena pode fazer laser de CO2?
Pode, com cuidados. O risco de manchas após o tratamento é maior em fototipos mais altos, por isso os parâmetros, o preparo e a fotoproteção precisam ser adequados ao tipo de pele [2][3].
Laser de CO2 trata melasma?
Não é o tratamento de base do melasma e, usado de forma agressiva, pode piorá-lo. Quando há melasma, a indicação de qualquer laser é avaliada com cautela.
Posso tomar sol depois do laser de CO2?
A exposição ao sol deve ser evitada nas semanas seguintes, com fotoproteção rigorosa. Isso reduz o risco de manchas.
Referências
- Omi T, Numano K. The role of the CO2 laser and fractional CO2 laser in dermatology. Laser Ther. 2014;23(1):49-60. DOI: 10.5978/islsm.14-RE-01
- Triana L, Cuadros SC, Triana C, Barbato C, Zambrano M. Laser resurfacing for Latin skins: the experience with 665 cases. Aesthetic Plast Surg. 2015;39(4):582-588. DOI: 10.1007/s00266-015-0489-5
- Soares I, Amaral IP, Correia MP, Travassos R, Filipe P. Complications of dermatologic lasers in high Fitzpatrick phototypes and management: an updated narrative review. Lasers Med Sci. 2024;39(1):149. DOI: 10.1007/s10103-024-04100-4
- Clementi A, Cannarozzo G, Guarino L, Zappia E, Cassalia F, Alma A, et al. Sequential fractional CO2 and 1540/1570 nm lasers: a narrative review of preclinical and clinical evidence. J Clin Med. 2025;14(11):3867. DOI: 10.3390/jcm14113867
Autoria, revisão médica e transparência
Autoria: Dr. Rubens Pontello Junior — Dermatologista em Londrina–PR · CRM-PR 24.645 | RQE 2.050 · Diretor técnico do Instituto Pontello.
Revisão médica: Dr. Rubens Pontello Junior, em 28/10/2026.
Transparência: as informações sobre causas, evidências e segurança se apoiam nas referências acima. As especificações da plataforma DuoGlide seguem a documentação técnica do fabricante (DEKA). Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual.