Estrias vermelhas: por que aparecem, se somem sozinhas e como tratar

Abdome com estrias vermelhas antes e depois de 6 sessões de laser de 675 nm, caso ilustrativo

Resposta rápida: estrias vermelhas (ou rubras) são a fase inicial da estria, quando a pele ainda está inflamada e com vasos dilatados. Com o tempo, elas tendem a perder a cor e ficar brancas, mas a marca não desaparece por completo. Segundo o dermatologista Dr. Rubens Pontello Junior, essa fase costuma responder melhor ao tratamento, e a escolha entre creme, laser ou outras tecnologias depende de uma avaliação individual, já que não existe um tratamento que sirva para todos os casos.

O que são estrias vermelhas

A estria é uma cicatriz que se forma dentro da pele quando ela é esticada além da sua capacidade de adaptação, rompendo fibras de colágeno e elastina. No início, essa área fica avermelhada, rosada ou arroxeada, às vezes levemente elevada e com coceira: é a estria vermelha. Com meses ou anos, a inflamação diminui e a marca fica clara, fina e mais funda: é a estria branca (alba) [1].

Por que aparecem

As situações mais comuns são:

  • Gravidez, principalmente na barriga, nos seios e nas coxas.
  • Adolescência, no estirão de crescimento.
  • Ganho rápido de peso ou de massa muscular.
  • Uso de corticoides, em comprimidos, injeções ou cremes potentes por tempo prolongado.
  • Predisposição genética: duas pessoas com o mesmo estiramento da pele podem ter respostas muito diferentes [1].

Quando procurar um médico sem demora: estrias largas e arroxeadas que surgem rápido, sem uma causa clara, especialmente junto com ganho de peso no tronco, fraqueza muscular, hematomas fáceis ou pressão alta. Esse conjunto pode indicar alterações hormonais que precisam ser investigadas.

Estrias vermelhas somem sozinhas?

Elas costumam clarear com o tempo, mas não desaparecem. O que acontece é a passagem da fase vermelha para a branca: a cor some, e fica uma marca mais clara e com textura diferente da pele ao redor [1]. Por isso, quem quer tratar costuma ter mais opções e melhores chances de resposta enquanto a estria ainda está vermelha [2].

Creme, pomada ou remédio funcionam?

  • Tretinoína (ácido retinoico) em creme: em um estudo controlado, melhorou a aparência de estrias recentes [4]. É um medicamento de prescrição, pode irritar a pele e não deve ser usado na gravidez.
  • Hidratantes, óleos e pomadas: ajudam no conforto e na hidratação, mas não há evidência de que façam estrias já formadas desaparecerem [1].
  • Receitas caseiras: não têm comprovação e podem irritar a pele.

Tratamentos em consultório

Opção Como age O que os estudos mostram Pontos de atenção
Laser de 675 nm (RedTouch PRO) Aquecimento seletivo do colágeno da derme Estudo-piloto, sem grupo de comparação, com melhora estética e boa tolerância após 3 sessões mensais [5] Evidência ainda inicial; faltam estudos comparativos e de longo prazo
Laser de CO₂ fracionado, ablativo e não ablativo Microlesões controladas que estimulam a remodelação da pele Estudo randomizado mostrou melhora nas estrias com os dois tipos [6]; revisões apontam os fracionados entre as opções mais estudadas [2] Vermelhidão, crostas e alguns dias de recuperação no ablativo; risco de manchas escuras, maior em peles morenas
Radiofrequência microagulhada (Morpheus8, Virtue RF) Microagulhas que levam calor à derme Revisão com metanálise: resultados comparáveis aos do CO₂ fracionado [7] Vermelhidão e pontos de inchaço por alguns dias
Laser de picossegundos (TORO) Pulsos muito curtos que estimulam a remodelação Estudos principalmente em estrias antigas [8]; dados para estrias vermelhas são limitados Indicação depende do tipo e da cor da estria

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Nenhuma dessas opções apaga a estria por completo. O objetivo realista é deixá-la menos visível, mais fina e mais parecida com a pele ao redor, geralmente com mais de uma sessão [2, 3].

O que mais pesa no resultado: avaliação e indicação

Para o Dr. Rubens Pontello Junior, mais do que a tecnologia em si, o que faz diferença é avaliar bem e indicar o tratamento certo para cada caso. Entram nessa decisão:

  • a cor e o tempo da estria (vermelha, roxa ou já branca);
  • a largura, a profundidade e a região do corpo;
  • o tom da pele e o risco de manchas;
  • gravidez, amamentação, medicamentos em uso e a causa da estria;
  • a expectativa da pessoa e o tempo de recuperação que ela pode ter.

Em muitos casos, a melhor resposta vem da combinação de opções, definida e ajustada ao longo do tratamento.

Um caso para exemplificar

Abdome com estrias vermelhas antes e depois de 6 sessões de laser de 675 nm, caso ilustrativo
Caso ilustrativo. Não é promessa de resultado.

Estrias vermelhas no abdome, tratadas com 6 sessões de laser de 675 nm (RedTouch PRO), com intervalo de 30 dias, sem outro tratamento associado. As sessões foram realizadas no núcleo Pontello Corpo e Saúde.

Este caso é apenas um exemplo e não é promessa de resultado. Cada pessoa responde de um jeito, e parte do clareamento das estrias vermelhas pode acontecer naturalmente com o tempo. Como em outros tratamentos com laser, podem ocorrer vermelhidão e sensação de calor passageiras e, menos comumente, alterações de cor na pele. Imagem publicada com autorização da paciente.

Onde tratar em Londrina

No Instituto Pontello, o tratamento de estrias começa por uma avaliação médica, que define a indicação para cada caso.

  • Pontello Corpo e Saúde, núcleo de cuidados corporais do Instituto Pontello: realiza o laser de 675 nm (RedTouch PRO), com as sessões feitas por Betânea Nonato (esteticista) e Allana Gomes (biomédica esteta), a partir da indicação médica.
  • Pontello Cosmiatria: lasers de CO₂ fracionado ablativo e não ablativo (Duolaser e CooLaser), radiofrequência microagulhada (Morpheus8 e Virtue RF) e laser de picossegundos (TORO). Saiba mais sobre o laser de CO₂ fracionado.

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Perguntas frequentes

Estrias vermelhas viram brancas?

Sim. Com o tempo, a inflamação diminui e a estria tende a clarear e ficar branca. A cor some, mas a marca permanece [1].

Qual é o melhor tratamento para estrias vermelhas?

Não existe um único melhor tratamento. Creme com tretinoína, lasers e radiofrequência microagulhada têm estudos favoráveis em situações diferentes. A escolha depende da avaliação de cada caso [2, 3].

Quantas sessões são necessárias?

Depende da estria, da pele e da técnica escolhida. No estudo com o laser de 675 nm foram 3 sessões [5]; no caso mostrado acima, 6. O número é definido e reavaliado durante o tratamento, sem garantia de resultado.

Dá para tratar estrias vermelhas na gravidez?

Tretinoína e a maior parte dos procedimentos com laser costumam ser adiados para depois da gestação. Hidratação ajuda no conforto. Na amamentação, a indicação é avaliada caso a caso.

Estrias de academia ou de adolescência têm tratamento?

Sim, as opções são as mesmas. Quando há uso de anabolizantes ou corticoides, a avaliação também considera essa causa.

O laser para estrias dói?

A sensação varia conforme a tecnologia e a pessoa: pode ir de calor leve a ardência. Em alguns procedimentos, usa-se anestésico em creme antes da sessão.

Leia também: Estrias: por que aparecem, se têm cura e quais tratamentos funcionam; Laser de CO₂ fracionado: como funciona, recuperação e indicações; Celulite: por que aparece e quais tratamentos podem melhorar seu aspecto.

Referências científicas

  1. Al-Himdani S, Ud-Din S, Gilmore S, Bayat A. Striae distensae: a comprehensive review and evidence-based evaluation of prophylaxis and treatment. Br J Dermatol. 2014;170(3):527-47. DOI: 10.1111/bjd.12681
  2. Aldahan AS, Shah VV, Mlacker S, et al. Laser and light treatments for striae distensae: a comprehensive review of the literature. Am J Clin Dermatol. 2016;17(3):239-56. DOI: 10.1007/s40257-016-0182-8
  3. Hague A, Bayat A. Therapeutic targets in the management of striae distensae: a systematic review. J Am Acad Dermatol. 2017;77(3):559-568.e18. DOI: 10.1016/j.jaad.2017.02.048
  4. Kang S, Kim KJ, Griffiths CE, et al. Topical tretinoin (retinoic acid) improves early stretch marks. Arch Dermatol. 1996;132(5):519-26. DOI: 10.1001/archderm.1996.03890290053007
  5. Verdelli A, Bonan P, Fusco I, Madeddu F, Piccolo D. Striae distensae: clinical results and evidence-based evaluation of a novel 675 nm laser wavelength. Medicina. 2023;59(5):841. DOI: 10.3390/medicina59050841
  6. Yang YJ, Lee GY. Treatment of striae distensae with nonablative fractional laser versus ablative CO2 fractional laser: a randomized controlled trial. Ann Dermatol. 2011;23(4):481-9. DOI: 10.5021/ad.2011.23.4.481
  7. Comparing fractional microneedle radiofrequency and fractional CO2 laser for striae distensae treatment: a systematic review and meta-analysis. Lasers Med Sci. 2024. DOI: 10.1007/s10103-024-04231-8
  8. Fusano M, et al. Picosecond laser treatment of striae distensae. Lasers Surg Med. 2021. DOI: 10.1002/lsm.23401

Autoria, revisão médica e transparência

Escrito por Dr. Rubens Pontello Junior · Dermatologista em Londrina–PR · CRM-PR 24.645 | RQE 2.050 · Diretor técnico do Instituto Pontello.

Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. Imagens de pacientes publicadas com autorização e sem identificação.

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