Categoria: Saúde da Pele

  • Estrias vermelhas: por que aparecem, se somem sozinhas e como tratar

    Estrias vermelhas: por que aparecem, se somem sozinhas e como tratar

    Resposta rápida: estrias vermelhas (ou rubras) são a fase inicial da estria, quando a pele ainda está inflamada e com vasos dilatados. Com o tempo, elas tendem a perder a cor e ficar brancas, mas a marca não desaparece por completo. Segundo o dermatologista Dr. Rubens Pontello Junior, essa fase costuma responder melhor ao tratamento, e a escolha entre creme, laser ou outras tecnologias depende de uma avaliação individual, já que não existe um tratamento que sirva para todos os casos.

    O que são estrias vermelhas

    A estria é uma cicatriz que se forma dentro da pele quando ela é esticada além da sua capacidade de adaptação, rompendo fibras de colágeno e elastina. No início, essa área fica avermelhada, rosada ou arroxeada, às vezes levemente elevada e com coceira: é a estria vermelha. Com meses ou anos, a inflamação diminui e a marca fica clara, fina e mais funda: é a estria branca (alba) [1].

    Por que aparecem

    As situações mais comuns são:

    • Gravidez, principalmente na barriga, nos seios e nas coxas.
    • Adolescência, no estirão de crescimento.
    • Ganho rápido de peso ou de massa muscular.
    • Uso de corticoides, em comprimidos, injeções ou cremes potentes por tempo prolongado.
    • Predisposição genética: duas pessoas com o mesmo estiramento da pele podem ter respostas muito diferentes [1].

    Quando procurar um médico sem demora: estrias largas e arroxeadas que surgem rápido, sem uma causa clara, especialmente junto com ganho de peso no tronco, fraqueza muscular, hematomas fáceis ou pressão alta. Esse conjunto pode indicar alterações hormonais que precisam ser investigadas.

    Estrias vermelhas somem sozinhas?

    Elas costumam clarear com o tempo, mas não desaparecem. O que acontece é a passagem da fase vermelha para a branca: a cor some, e fica uma marca mais clara e com textura diferente da pele ao redor [1]. Por isso, quem quer tratar costuma ter mais opções e melhores chances de resposta enquanto a estria ainda está vermelha [2].

    Creme, pomada ou remédio funcionam?

    • Tretinoína (ácido retinoico) em creme: em um estudo controlado, melhorou a aparência de estrias recentes [4]. É um medicamento de prescrição, pode irritar a pele e não deve ser usado na gravidez.
    • Hidratantes, óleos e pomadas: ajudam no conforto e na hidratação, mas não há evidência de que façam estrias já formadas desaparecerem [1].
    • Receitas caseiras: não têm comprovação e podem irritar a pele.

    Tratamentos em consultório

    Opção Como age O que os estudos mostram Pontos de atenção
    Laser de 675 nm (RedTouch PRO) Aquecimento seletivo do colágeno da derme Estudo-piloto, sem grupo de comparação, com melhora estética e boa tolerância após 3 sessões mensais [5] Evidência ainda inicial; faltam estudos comparativos e de longo prazo
    Laser de CO₂ fracionado, ablativo e não ablativo Microlesões controladas que estimulam a remodelação da pele Estudo randomizado mostrou melhora nas estrias com os dois tipos [6]; revisões apontam os fracionados entre as opções mais estudadas [2] Vermelhidão, crostas e alguns dias de recuperação no ablativo; risco de manchas escuras, maior em peles morenas
    Radiofrequência microagulhada (Morpheus8, Virtue RF) Microagulhas que levam calor à derme Revisão com metanálise: resultados comparáveis aos do CO₂ fracionado [7] Vermelhidão e pontos de inchaço por alguns dias
    Laser de picossegundos (TORO) Pulsos muito curtos que estimulam a remodelação Estudos principalmente em estrias antigas [8]; dados para estrias vermelhas são limitados Indicação depende do tipo e da cor da estria

    No celular, deslize a tabela para o lado para ver todas as colunas.

    Nenhuma dessas opções apaga a estria por completo. O objetivo realista é deixá-la menos visível, mais fina e mais parecida com a pele ao redor, geralmente com mais de uma sessão [2, 3].

    O que mais pesa no resultado: avaliação e indicação

    Para o Dr. Rubens Pontello Junior, mais do que a tecnologia em si, o que faz diferença é avaliar bem e indicar o tratamento certo para cada caso. Entram nessa decisão:

    • a cor e o tempo da estria (vermelha, roxa ou já branca);
    • a largura, a profundidade e a região do corpo;
    • o tom da pele e o risco de manchas;
    • gravidez, amamentação, medicamentos em uso e a causa da estria;
    • a expectativa da pessoa e o tempo de recuperação que ela pode ter.

    Em muitos casos, a melhor resposta vem da combinação de opções, definida e ajustada ao longo do tratamento.

    Um caso para exemplificar

    Abdome com estrias vermelhas antes e depois de 6 sessões de laser de 675 nm, caso ilustrativo
    Caso ilustrativo. Não é promessa de resultado.

    Estrias vermelhas no abdome, tratadas com 6 sessões de laser de 675 nm (RedTouch PRO), com intervalo de 30 dias, sem outro tratamento associado. As sessões foram realizadas no núcleo Pontello Corpo e Saúde.

    Este caso é apenas um exemplo e não é promessa de resultado. Cada pessoa responde de um jeito, e parte do clareamento das estrias vermelhas pode acontecer naturalmente com o tempo. Como em outros tratamentos com laser, podem ocorrer vermelhidão e sensação de calor passageiras e, menos comumente, alterações de cor na pele. Imagem publicada com autorização da paciente.

    Onde tratar em Londrina

    No Instituto Pontello, o tratamento de estrias começa por uma avaliação médica, que define a indicação para cada caso.

    • Pontello Corpo e Saúde, núcleo de cuidados corporais do Instituto Pontello: realiza o laser de 675 nm (RedTouch PRO), com as sessões feitas por Betânea Nonato (esteticista) e Allana Gomes (biomédica esteta), a partir da indicação médica.
    • Pontello Cosmiatria: lasers de CO₂ fracionado ablativo e não ablativo (Duolaser e CooLaser), radiofrequência microagulhada (Morpheus8 e Virtue RF) e laser de picossegundos (TORO). Saiba mais sobre o laser de CO₂ fracionado.

    Agendar avaliação com o Dr. Rubens Pontello Junior · Conhecer a Pontello Corpo e Saúde

    Perguntas frequentes

    Estrias vermelhas viram brancas?

    Sim. Com o tempo, a inflamação diminui e a estria tende a clarear e ficar branca. A cor some, mas a marca permanece [1].

    Qual é o melhor tratamento para estrias vermelhas?

    Não existe um único melhor tratamento. Creme com tretinoína, lasers e radiofrequência microagulhada têm estudos favoráveis em situações diferentes. A escolha depende da avaliação de cada caso [2, 3].

    Quantas sessões são necessárias?

    Depende da estria, da pele e da técnica escolhida. No estudo com o laser de 675 nm foram 3 sessões [5]; no caso mostrado acima, 6. O número é definido e reavaliado durante o tratamento, sem garantia de resultado.

    Dá para tratar estrias vermelhas na gravidez?

    Tretinoína e a maior parte dos procedimentos com laser costumam ser adiados para depois da gestação. Hidratação ajuda no conforto. Na amamentação, a indicação é avaliada caso a caso.

    Estrias de academia ou de adolescência têm tratamento?

    Sim, as opções são as mesmas. Quando há uso de anabolizantes ou corticoides, a avaliação também considera essa causa.

    O laser para estrias dói?

    A sensação varia conforme a tecnologia e a pessoa: pode ir de calor leve a ardência. Em alguns procedimentos, usa-se anestésico em creme antes da sessão.

    Leia também: Estrias: por que aparecem, se têm cura e quais tratamentos funcionam; Laser de CO₂ fracionado: como funciona, recuperação e indicações; Celulite: por que aparece e quais tratamentos podem melhorar seu aspecto.

    Referências científicas

    1. Al-Himdani S, Ud-Din S, Gilmore S, Bayat A. Striae distensae: a comprehensive review and evidence-based evaluation of prophylaxis and treatment. Br J Dermatol. 2014;170(3):527-47. DOI: 10.1111/bjd.12681
    2. Aldahan AS, Shah VV, Mlacker S, et al. Laser and light treatments for striae distensae: a comprehensive review of the literature. Am J Clin Dermatol. 2016;17(3):239-56. DOI: 10.1007/s40257-016-0182-8
    3. Hague A, Bayat A. Therapeutic targets in the management of striae distensae: a systematic review. J Am Acad Dermatol. 2017;77(3):559-568.e18. DOI: 10.1016/j.jaad.2017.02.048
    4. Kang S, Kim KJ, Griffiths CE, et al. Topical tretinoin (retinoic acid) improves early stretch marks. Arch Dermatol. 1996;132(5):519-26. DOI: 10.1001/archderm.1996.03890290053007
    5. Verdelli A, Bonan P, Fusco I, Madeddu F, Piccolo D. Striae distensae: clinical results and evidence-based evaluation of a novel 675 nm laser wavelength. Medicina. 2023;59(5):841. DOI: 10.3390/medicina59050841
    6. Yang YJ, Lee GY. Treatment of striae distensae with nonablative fractional laser versus ablative CO2 fractional laser: a randomized controlled trial. Ann Dermatol. 2011;23(4):481-9. DOI: 10.5021/ad.2011.23.4.481
    7. Aktoz F, et al. Comparing fractional microneedle radiofrequency and fractional CO2 laser for striae distensae treatment: a systematic review and meta-analysis. Lasers Med Sci. 2024. DOI: 10.1007/s10103-024-04231-8
    8. Fusano M, et al. Picosecond laser treatment of striae distensae. Lasers Surg Med. 2021. DOI: 10.1002/lsm.23401

    Autoria, revisão médica e transparência

    Escrito por Dr. Rubens Pontello Junior · Dermatologista em Londrina–PR · CRM-PR 24.645 | RQE 2.050 · Diretor técnico do Instituto Pontello.

    Revisão médica: Dr. Rubens Pontello Junior — dermatologista (CRM-PR 24.645 | RQE 2.050). Revisado em 30/10/2026.

    Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. Imagens de pacientes publicadas com autorização e sem identificação.

  • Exercício físico e pele: o que a ciência mostra sobre esse benefício

    Exercício físico e pele: o que a ciência mostra sobre esse benefício

    Resposta rápida: a atividade física regular beneficia a pele por dois caminhos diferentes: o treino aeróbico melhora a circulação e a oxigenação da pele, enquanto o treino de força (musculação) tem sido associado, em estudos recentes, à redução de marcadores inflamatórios circulantes e ao fortalecimento da matriz extracelular da derme — o que pode se traduzir em pele mais firme e elástica ao longo do tempo. Os dois tipos de exercício são complementares, e nenhum substitui cuidados básicos como proteção solar e hidratação.

    O que acontece na pele durante o exercício aeróbico

    Durante o exercício aeróbico, o aumento do fluxo sanguíneo periférico melhora a entrega de oxigênio e nutrientes às células da pele, o que está associado a maior elasticidade cutânea em praticantes regulares. Além disso, a atividade aeróbica contribui para controle de peso e do índice de massa corporal, fatores que indiretamente também influenciam a saúde da pele.

    O que a ciência mostra sobre o treino de força e a pele

    Um estudo publicado na Scientific Reports em 2023 avaliou os efeitos do treinamento resistido (musculação) em adultos mais velhos e encontrou redução de fatores inflamatórios circulantes associados ao envelhecimento, além de melhora em componentes da matriz extracelular da derme — a rede de colágeno e elastina responsável pela firmeza e elasticidade da pele (Resistance training rejuvenates aging skin by reducing circulating inflammatory factors and enhancing dermal extracellular matrices, 2023). Esse achado sugere que o treino de força pode ter um papel ativo, e não apenas estético indireto, na saúde estrutural da pele ao longo do envelhecimento.

    Uma revisão narrativa mais recente reforça que tanto o exercício aeróbico quanto o resistido têm potencial de melhorar a função de barreira cutânea, a hidratação e a espessura dérmica, embora ainda sejam necessários mais estudos para determinar protocolos ideais de frequência e intensidade especificamente voltados à saúde da pele.

    Aeróbico ou musculação: o que priorizar?

    Modalidade Principais benefícios para a pele
    Treino aeróbico Melhora da circulação, controle de peso, ganhos em elasticidade cutânea
    Treino de força (resistido) Redução de marcadores inflamatórios, fortalecimento da matriz extracelular dérmica

    Na prática, os dois tipos de exercício são complementares — não concorrentes. Uma rotina que combine ambos tende a trazer benefícios mais amplos tanto para a saúde geral quanto para a pele especificamente.

    Fluxograma comparando os efeitos na pele: o treino aeróbico aumenta o fluxo sanguíneo e a oferta de oxigênio e nutrientes, associado a maior elasticidade; a musculação reduz marcadores inflamatórios e fortalece a matriz extracelular da derme

    Cuidados importantes durante a prática de exercícios

    O suor e o atrito repetido, especialmente em ambientes externos, aumentam a exposição da pele a fatores irritantes e à radiação solar. Por isso, o uso de protetor solar antes de atividades ao ar livre, a limpeza da pele após o treino e a reposição de líquidos seguem sendo cuidados essenciais, independentemente do tipo de exercício praticado.

    Leia também: Celulite: causas, diferenças e tratamentos; Composição corporal: por que o peso não conta a história toda; Efeitos do álcool na pele.

    Perguntas frequentes sobre exercício físico e pele

    Exercício físico atrasa o envelhecimento da pele?

    Evidências recentes sugerem que sim, especialmente o treino de força, que parece reduzir marcadores inflamatórios ligados ao envelhecimento cutâneo e fortalecer a matriz de colágeno da derme.

    Suar em excesso faz mal para a pele?

    O suor em si não é prejudicial, mas deixá-lo em contato prolongado com a pele, especialmente em áreas oclusas, pode favorecer irritações. Lavar o rosto após o treino é uma boa prática.

    Qual exercício é melhor para a pele: aeróbico ou musculação?

    Os dois têm papéis complementares. O aeróbico favorece principalmente a circulação e a elasticidade; a musculação tem mostrado benefícios adicionais relacionados à redução de inflamação e ao fortalecimento estrutural da derme.

    Preciso de proteção solar mesmo treinando dentro de academia?

    Se a academia tiver grandes janelas expostas ao sol ou se parte do treino for ao ar livre, sim. Em ambientes totalmente fechados sem exposição solar direta, o principal cuidado passa a ser a limpeza da pele após o suor.

    Existe exercício que piora a pele?

    O próprio exercício não piora a pele, mas hábitos associados — como não remover maquiagem antes do treino ou não lavar o rosto depois — podem favorecer obstrução de poros e irritações.

    Referências científicas

    • Resistance training rejuvenates aging skin by reducing circulating inflammatory factors and enhancing dermal extracellular matrices. Scientific Reports, 2023. Nature
    • The Potential of Exercise on Lifestyle and Skin Function: Narrative Review. JMIR Dermatology, 2024. JMIR

    Revisão médica: Dr. Rubens Pontello Junior, dermatologista, CRM-PR 24.645 | RQE 2.050.

  • Efeitos do álcool na pele: o que a ciência mostra

    Efeitos do álcool na pele: o que a ciência mostra

    Resposta rápida: o consumo de álcool afeta a pele por diversos mecanismos: efeito diurético que causa desidratação e inchaço, dilatação de vasos sanguíneos que piora vermelhidão e rosácea, prejuízo à qualidade do sono (o que acentua olheiras) e aumento da sensibilidade da pele à radiação solar. Estudos de revisão mostram associação clara entre consumo de álcool e piora de rosácea, com risco proporcional à quantidade consumida.

    Como o álcool afeta a pele por dentro

    O álcool tem ação diurética: aumenta a produção de urina e, com isso, contribui para um quadro de desidratação sistêmica. A pele, sendo um órgão com alto teor de água, reflete essa desidratação através de menor viço, textura mais áspera e, paradoxalmente, inchaço facial — já que o corpo tende a reter líquido em determinadas áreas como resposta compensatória.

    Além disso, o álcool provoca vasodilatação — a sensação de “rosto quente” após beber é justamente esse efeito. Em pessoas predispostas, essa vasodilatação repetida pode piorar quadros de rosácea e vermelhidão facial persistente.

    Infográfico com quatro efeitos do álcool na pele: desidratação e inchaço, vasodilatação e vermelhidão, piora do sono com olheiras e maior sensibilidade ao sol

    O que a ciência mostra sobre álcool e rosácea

    Uma revisão sistemática com meta-análise publicada em 2022 avaliou a relação entre consumo de álcool e risco de rosácea, encontrando associação estatisticamente significativa: quanto maior o consumo, maior o risco de desenvolver ou agravar a condição (Liu et al., 2022). Esse dado reforça uma orientação prática comum entre dermatologistas: pacientes com rosácea que relatam piora após consumo de álcool devem considerar reduzir ou eliminar bebidas alcoólicas, especialmente vinho tinto e bebidas destiladas, frequentemente citadas como gatilhos.

    Outros efeitos do álcool na aparência da pele

    Efeito Mecanismo
    Olheiras e inchaço periorbital Prejuízo à qualidade do sono e retenção de líquido
    Vermelhidão facial persistente Vasodilatação repetida, com potencial de piorar rosácea
    Pele ressecada e opaca Efeito diurético e desidratação sistêmica
    Maior sensibilidade solar Alteração na resposta inflamatória da pele à radiação UV
    Reações como urticária Hipersensibilidade individual a compostos presentes em certas bebidas

    O que fazer com essa informação

    Reduzir o consumo de álcool não é uma recomendação estética isolada — está alinhada às diretrizes gerais de saúde. Para quem já tem rosácea, pele sensível ou tendência a olheiras e inchaço, observar a relação entre o consumo de álcool e a piora desses sinais pode ajudar a identificar gatilhos individuais. Hidratação adequada, sono de qualidade e proteção solar consistente seguem sendo as medidas de maior impacto para minimizar esses efeitos.

    Quando procurar um dermatologista

    Vermelhidão que não passa, ardor depois de beber ou vasinhos aparentes no rosto merecem avaliação, porque podem indicar rosácea ou outra condição que tem tratamento. Na consulta de dermatologia o Dr. Rubens Pontello Junior avalia o quadro e define a conduta — entenda como funciona uma consulta dermatológica completa ou agende sua consulta em Londrina.

    Leia também: Como o exercício físico afeta a pele.

    Perguntas frequentes sobre álcool e pele

    Álcool causa rosácea?

    O álcool não causa rosácea por si só, mas está associado a maior risco de desenvolvê-la e a piora dos sintomas em quem já tem a condição, conforme mostram revisões sistemáticas recentes.

    Qualquer tipo de bebida alcoólica tem o mesmo efeito na pele?

    Não necessariamente. Alguns pacientes relatam que vinho tinto e bebidas destiladas desencadeiam vermelhidão com mais frequência do que outras bebidas, mas a resposta individual varia bastante.

    Beber água durante o consumo de álcool ajuda?

    Sim. Intercalar água durante o consumo de bebidas alcoólicas ajuda a reduzir o grau de desidratação e pode minimizar o inchaço e o ressecamento da pele no dia seguinte.

    Parar de beber reverte os danos à pele?

    Efeitos agudos como inchaço, olheiras e vermelhidão tendem a melhorar rapidamente com a redução do consumo. Efeitos cumulativos de longo prazo dependem do tempo e da intensidade de exposição prévia, e uma avaliação dermatológica pode orientar o tratamento específico de cada sinal.

    Quem tem rosácea deve parar de beber completamente?

    Não necessariamente de forma absoluta, mas pacientes com rosácea devem observar se determinadas bebidas pioram seus sintomas e ajustar o consumo conforme essa resposta individual, idealmente com acompanhamento dermatológico.

    Referências científicas

    • Liu Q, et al. Alcohol consumption and the risk of rosacea: A systematic review and meta-analysis. Journal of Cosmetic Dermatology, 2022. PubMed

    Revisão médica: Dr. Rubens Pontello Junior, dermatologista, CRM-PR 24.645 | RQE 2.050.

  • Estrias: por que aparecem, se têm cura e quais tratamentos funcionam

    Estrias: por que aparecem, se têm cura e quais tratamentos funcionam

    Resposta rápida: as estrias surgem quando a pele é distendida além de sua capacidade de adaptação — na gravidez, em estirões de crescimento ou em variações rápidas de peso — rompendo fibras de colágeno e elastina na derme. Não existe um método comprovado para preveni-las totalmente, mas o tratamento precoce, ainda na fase avermelhada (estrias rubras), tem muito mais chance de melhora do que quando elas já estão esbranquiçadas (estrias albas). Microagulhamento, laser fracionado e radiofrequência microagulhada são as abordagens com melhor evidência científica atual.

    Por que as estrias aparecem

    A pele tem uma capacidade de distensão relativamente boa quando o estiramento acontece de forma lenta e gradual. Quando esse estiramento é rápido demais — como na gravidez, na puberdade ou em ganhos de peso e massa muscular acelerados —, as fibras de colágeno e elastina da derme podem se romper. O resultado é uma cicatriz linear que se forma dentro da própria pele: a estria.

    Fatores genéticos também influenciam bastante: duas pessoas submetidas ao mesmo grau de estiramento cutâneo podem ter respostas completamente diferentes, o que explica por que nem todo mundo desenvolve estrias mesmo em situações de risco semelhantes, como a gravidez.

    Estria rubra x estria alba: por que o momento do tratamento importa

    Logo quando se formam, as estrias costumam ter coloração avermelhada ou arroxeada (estrias rubras), sinal de que a área ainda está em processo inflamatório ativo e tem maior potencial de resposta a tratamentos que estimulam a produção de colágeno. Com o tempo, elas evoluem para uma coloração esbranquiçada e nacarada (estrias albas), o que indica que o processo de cicatrização já se estabilizou — nesse estágio, a pele tem menor capacidade de regeneração, e os resultados do tratamento tendem a ser mais discretos.

    Por esse motivo, historicamente se recomenda buscar avaliação dermatológica assim que as estrias aparecem, e não esperar meses ou anos para iniciar o tratamento.

    Comparativo entre estria rubra, recente e avermelhada, que responde melhor a tratamentos que estimulam colágeno, e estria alba, antiga e prateada, com resultados mais modestos

    O que a ciência mostra sobre os tratamentos

    Revisões sistemáticas recentes avaliaram o microagulhamento como tratamento para estrias e encontraram melhora consistente na aparência, tanto em estrias rubras quanto albas, com poucos efeitos adversos relevantes. Estudos comparativos também mostram que o microagulhamento tem eficácia semelhante ao laser fracionado de CO2 no tratamento de estrias albas, com a vantagem de menor tempo de recuperação e menor custo em alguns contextos.

    Como não existe um tratamento isoladamente perfeito, a combinação de abordagens — por exemplo, microagulhamento associado a ativos tópicos indutores de colágeno, ou radiofrequência combinada a laser — costuma trazer os melhores resultados dentro de um plano de várias sessões.

    É possível prevenir as estrias?

    Até o momento, não existe um método com comprovação científica robusta capaz de prevenir totalmente o surgimento de estrias. Cremes hidratantes e óleos podem melhorar a elasticidade percebida da pele e o conforto durante a gravidez, mas não há evidência forte de que impeçam a formação de estrias quando o estiramento é significativo. A principal recomendação prática continua sendo evitar variações de peso muito rápidas sempre que isso for possível.

    Leia também: Celulite: causas, diferenças e tratamentos; Como o exercício físico afeta a pele.

    Perguntas frequentes sobre estrias

    Estrias têm cura definitiva?

    Não no sentido de fazê-las desaparecer completamente, já que representam uma cicatriz atrófica permanente na derme. O objetivo realista do tratamento é reduzir significativamente sua espessura, textura e visibilidade.

    Estrias vermelhas ou brancas: qual trata melhor?

    As estrias rubras (avermelhadas) tendem a responder melhor ao tratamento, pois ainda estão em fase ativa de remodelação. As estrias albas (esbranquiçadas) já são cicatrizes maduras e respondem de forma mais lenta e discreta.

    Existe creme que faça as estrias sumirem?

    Não existe evidência científica robusta de que cremes, isoladamente, eliminem estrias já formadas. Eles podem ter um papel coadjuvante em protocolos que incluem procedimentos como microagulhamento ou laser.

    Quantas sessões de tratamento são necessárias?

    Depende da técnica e do estágio das estrias, mas a maioria dos protocolos envolve entre 4 e 6 sessões espaçadas de 3 a 4 semanas.

    Estrias na gravidez podem ser tratadas durante a amamentação?

    A maioria dos procedimentos a laser e microagulhamento é considerada segura fora da gestação, mas a indicação deve sempre ser avaliada individualmente por um dermatologista, considerando o momento de amamentação e a área a ser tratada.

    Referências científicas

    • Microneedling Therapy for Striae Distensae: Systematic Review and Meta-Analysis. PubMed
    • Microneedling Treatment of Striae Distensae in Light and Dark Skin With Long-Term Follow-Up. PubMed

    Revisão médica: Dr. Rubens Pontello Junior, dermatologista, CRM-PR 24.645 | RQE 2.050.

Fale conosco