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  • Lipoglow (Nanofat): o que é, como funciona e para quem é indicado

    Nos últimos anos, cresceu o interesse por tratamentos que utilizam material do próprio paciente para estimular a renovação da pele. Entre essas técnicas, uma vem ganhando espaço nos consultórios de dermatologia estética: o Lipoglow, nome pelo qual este consultório se refere a um procedimento baseado na técnica de nanofat.

    O que é o Lipoglow (Nanofat)

    O Lipoglow é a forma como este consultório nomeia um procedimento construído sobre a técnica de nanofat. Na prática, pequenas quantidades de gordura são coletadas do próprio paciente, processadas e refinadas até se tornarem uma emulsão concentrada em células de origem adiposa. Essa emulsão é então reintroduzida em camadas superficiais da pele, em vez de ser usada apenas para repor volume, como ocorre nas técnicas tradicionais de enxerto de gordura.

    Como funciona a técnica

    O processo começa com uma pequena coleta de gordura, geralmente realizada em áreas doadoras como abdômen ou flancos, sob anestesia local. Esse material passa por um processo de filtragem e emulsificação que reduz o tamanho das partículas de gordura, concentrando frações ricas em células de potencial regenerativo e eliminando estruturas maiores, que não seriam adequadas para injeção em camadas superficiais. Em seguida, o material processado é aplicado com agulhas finas, distribuído na pele de forma pontual, onde pode favorecer processos relacionados à formação de colágeno e à renovação do tecido cutâneo.

    Lipoglow não é sinônimo de preenchimento tradicional

    Diferente dos preenchimentos convencionais, que costumam atuar em planos mais profundos para repor volume, o Lipoglow tem como foco principal a qualidade da pele. Por utilizar tecido do próprio paciente, o risco de reação de estranhamento tende a ser baixo, mas isso não dispensa critérios de indicação, técnica adequada e planejamento individualizado. Qualquer procedimento que envolva coleta e reintrodução de tecido exige avaliação médica prévia.

    Quais alterações podem motivar a indicação

    De forma conservadora, o recurso costuma ser considerado quando a avaliação identifica questões como:

    • perda de viço ou luminosidade da pele
    • textura irregular ou aspecto opaco
    • linhas finas relacionadas ao envelhecimento cutâneo
    • marcas superficiais associadas a cicatrizes ou estrias
    • região dos olhos com aspecto cansado

    Quem não deve realizar o procedimento

    Assim como qualquer procedimento que envolva coleta e reintrodução de tecido, o Lipoglow exige triagem clínica prévia. De forma geral, costuma ser contraindicado para:

    • gestantes e lactantes
    • pessoas com doenças autoimunes ativas
    • pessoas com alterações de coagulação ou em uso de anticoagulantes sem avaliação médica
    • infecções ou inflamações ativas na área a ser tratada
    • doenças oncológicas em atividade

    Duração, recuperação e resultados esperados

    O procedimento costuma durar entre uma e duas horas, o que inclui a coleta, o processamento e a aplicação, geralmente sob anestesia local. Nos dias seguintes, é comum haver algum edema ou hematomas discretos tanto na área doadora quanto na área tratada. Por depender da resposta biológica individual, os resultados costumam se manifestar de forma gradual ao longo das semanas seguintes, e não de maneira imediata.

    O que a literatura científica indica

    A técnica de nanofat vem sendo estudada há alguns anos, com publicações descrevendo seu uso em regeneração cutânea e em cicatrizes. Ainda assim, a produção científica disponível é menor do que a de tratamentos mais consolidados, como os bioestimuladores de colágeno e o preenchimento com ácido hialurônico. Por isso, a nomenclatura, os protocolos de processamento e os critérios de indicação ainda podem variar entre diferentes serviços, o que reforça a importância da avaliação individual antes de qualquer indicação.

    Por que avaliar essa indicação com o Dr. Rubens Pontello Jr.

    Como qualquer procedimento que utiliza tecido do próprio paciente, o Lipoglow exige avaliação clínica cuidadosa antes de qualquer indicação. Durante a consulta, o Dr. Rubens Pontello Jr. analisa a queixa, o histórico de saúde e as características da pele para definir se esse recurso faz sentido isoladamente ou como parte de um planejamento mais amplo, que pode incluir tratamentos como bioestimuladores de colágeno ou preenchimento com ácido hialurônico. Se você quer entender se o Lipoglow (Nanofat) é indicado para o seu caso, agende uma avaliação com o Dr. Rubens Pontello Jr.

    Perguntas frequentes

    O que é nanofat?

    É uma técnica de processamento de gordura autóloga: o tecido adiposo coletado do próprio paciente é filtrado e emulsificado até reduzir o tamanho das partículas, concentrando frações ricas em células de origem adiposa e eliminando estruturas maiores, de forma a permitir a aplicação em camadas superficiais da pele.

    Lipoglow e nanofat são a mesma coisa?

    Não exatamente. Nanofat é o nome da técnica descrita na literatura científica. Lipoglow é a denominação que este consultório utiliza para o procedimento realizado com base nessa técnica — não é um termo científico nem uma marca estudada de forma independente na literatura.

    De onde vem a gordura utilizada?

    Do próprio paciente (tecido autólogo), coletada geralmente em áreas doadoras como abdômen ou flancos, sob anestesia local.

    Para quais situações o nanofat pode ser considerado?

    De forma conservadora, costuma ser considerado quando a avaliação identifica perda de viço ou luminosidade da pele, textura irregular, linhas finas, marcas superficiais associadas a cicatrizes ou estrias, ou região dos olhos com aspecto cansado — sempre a partir de avaliação médica individual.

    O procedimento substitui preenchimento com ácido hialurônico?

    Não. O preenchimento com ácido hialurônico atua principalmente em planos mais profundos para repor volume, enquanto o Lipoglow (Nanofat) tem como foco a qualidade da pele em camadas mais superficiais. São recursos com propostas diferentes, que podem inclusive ser combinados conforme o planejamento definido em consulta.

    Quanto tempo leva para perceber mudanças?

    Os resultados costumam se manifestar de forma gradual ao longo das semanas seguintes ao procedimento, e não de maneira imediata, já que dependem da resposta biológica individual.

    Existe recuperação após o procedimento?

    Sim. Nos dias seguintes é comum haver algum edema ou hematomas discretos, tanto na área doadora quanto na área tratada, com recuperação gradual.

    Os resultados são permanentes?

    Não é o esperado. A resposta varia de pessoa para pessoa, e a evidência científica disponível sobre a técnica de nanofat sugere que parte dos ganhos observados no curto prazo pode diminuir ao longo do tempo. Por isso, o resultado não deve ser entendido como definitivo ou garantido, e o acompanhamento médico ajuda a avaliar a necessidade de manutenção.

    Referências científicas sobre a técnica de nanofat

    As referências abaixo tratam da técnica de nanofat, tal como estudada na literatura científica — e não do protocolo Lipoglow especificamente, que é a denominação clínica adotada por este consultório e não foi objeto de estudo independente.

    Tonnard P, Verpaele A, Peeters G, Hamdi M, Cornelissen M, Declercq H. Nanofat Grafting: Basic Research and Clinical Applications. Plastic and Reconstructive Surgery. 2013;132(5):1017-1026. doi:10.1097/PRS.0b013e31829fe1b0

    Ramaut L, Moonen L, Geeroms M, Leemans G, Peters E, Forsyth R, Gutermuth J, Hamdi M. Improvement in Early Scar Maturation by Nanofat Infiltration: Histological and Spectrophotometric Preliminary Results From a Split Scar-Controlled, Randomized, Double-Blinded Clinical Trial. Aesthetic Surgery Journal Open Forum. 2024;6:ojae072. doi:10.1093/asjof/ojae072

    Al-sabri G, Alavi S, Alkaabi S, Maningky M, Forouzanfar T, Helder M. The Effectiveness of Nanofat in the Management of Skin Scars: A Systematic Review. Aesthetic Surgery Journal Open Forum. 2025;7:ojaf080. doi:10.1093/asjof/ojaf080

    Bonini S, Fuentes P, Claytor RB. Autologous Nanofat Indications in Wound Healing: A Systematic Review. Biomedicines. 2026;14(6):1215. doi:10.3390/biomedicines14061215

    Autoria, revisão médica e transparência

    Conteúdo médico e revisão: Dr. Rubens Pontello Junior — CRM-PR 24645 · RQE 2050 · perfil profissional
    Área de atuação: Dermatologia e Cosmiatria
    Produção editorial: Equipe de Conteúdo do Instituto Pontello, Londrina — Paraná
    Publicado em: 4 de setembro de 2026 · Última revisão editorial: 10 de setembro de 2026
    Próxima revisão programada: setembro de 2027
    Transparência: Lipoglow é a denominação usada por este consultório para um procedimento baseado na técnica de nanofat, oferecido pelo Instituto Pontello — o que representa uma relação direta entre este conteúdo editorial e um serviço comercializado pela clínica. As referências científicas citadas neste artigo dizem respeito à técnica de nanofat estudada na literatura, e não constituem comprovação de resultados específicos do protocolo Lipoglow.

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